
Operador 88
Hoje 11 de setembro completou-se 20 anos, do maior atentado da história que estremeceu a influência da superpotência no planeta, quando as Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York, ruíram e o Pentágono foi atingido, em Washington, a maior potência do planeta viu-se humilhada.
Comandos terroristas suicidas sequestraram quatro aviões comerciais e lançaram três deles contra os símbolos do poderio econômico e militar. A outra aeronave caiu em descampado da Pensilvânia, depois de uma rebelião dos passageiros, provavelmente a caminho do Capitólio ou da Casa Branca.
A rede Al-Qaeda, comandada pelo dissidente saudita Osama bin Laden, expôs a vulnerabilidade dos Estados Unidos, naquela manhã ensolarada de terça-feira, 11 de setembro de 2001. Ao todo, 2.977 pessoas foram mortas nos ataques, além dos 19 sequestradores dos aviões. Entre as vítimas, havia centenas de estrangeiros, número que nunca foi determinado com precisão, já que muitos tinham dupla nacionalidade — eram tanto americanos como cidadãos de outros países.
Em cerimônias oficiais, como a que lembrou o quinto aniversário do 11 de Setembro, em 2006, foi feita referência a "mais de 90 nacionalidades" representadas entre os 2.977 mortos.
Três deles eram brasileiros: Anne Marie Sallerin Ferreira, de 29 anos, Sandra Fajardo Smith, de 37, e Ivan Kyrillos Fairbanks Barbosa, de 30. Vários brasileiros que trabalhavam nas torres gêmeas sobreviveram.
Sob pressão das famílias dos quase 3 mil mortos na tragédia, o presidente norte-americano, Joe Biden, ordenou a divulgação de documentos secretos da investigação governamental sobre os atentados. A desclassificação dos dossiês deverá ocorrer em seis meses. “Nunca devemos esquecer a dor duradoura das famílias e entes queridos dos 2.977 inocentes que foram mortos durante o pior ataque terrorista de nossa história”, declarou, na última quinta-feira. Para analistas, o 11 de Setembro é um ponto de inflexão na influência norte-americana sobre a geopolítica internacional.
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