Se a Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) seguisse os critérios do Ministério da Saúde (MS) para redistribuir as vacinas contra a Covid-19, a defasagem sofrida pelo estado seria pior em alguns municípios. Já se sabe que, até ontem, a Bahia recebeu quase 910 mil doses a menos do que deveria. Isso porque ao invés do percentual populacional de cada unidade da federação, a pasta federal ainda considera grupos prioritários para o envio de remessas.
O Ministério da Saúde observa diversas bases de dados para calcular o quantitativo, e o principal dele é a campanha de 2020 da vacinação contra a gripe (H1N1). Diante disso, aqueles municípios que não tiveram bons resultados e não alcançaram altos índices na cobertura vacinal contra a H1N1 na campanha do ano passado sairiam prejudicados. Essas cidades só não acabaram prejudicadas porque, a partir de uma decisão da Comissão Intergestores Bipartite da Bahia (CIB), instância deliberativa do SUS que reúne representantes dos 417 municípios e do estado, ficou definido que ao receber as remessas do Ministério da Saúde, a Sesab destinaria o mínimo de 10% das doses para os grupos prioritários e 90% para o público em geral, aplicando-as de forma escalonada, por idade.
A decisão da CIB autoriza que aqueles municípios que já concluíram a vacinação dos grupos prioritários utilizem 100% das doses de forma escalonada, por idade. Na avaliação da Sesab, essa redistribuição permite “reequilibrar a vacinação nos municípios”.
Além disso, as cidades que já atingiram 55%, 70% ou 90% na cobertura vacinal contra a Covid-19 em relação à população alvo acima de 18 anos passaram, em julho, a receber menos doses para que outras cidades menos avançadas possam acompanhar o ritmo. Uma decisão da CIB publicada no Diário Oficial do Estado de 1º de julho estabeleceu, para cada percentual, um tipo de “freio”.
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