
Operador 88
Foi instaurado pelo Ministério Público Federal (MPF) um procedimento administrativo, para acompanhar a vacinação contra a Covid-19 nos 26 municípios de atribuição da unidade do órgão em Guanambi (BA) que fica no baixo-sul da Bahia. O objetivo é evitar a aplicação do imunizante em quem não integra o grupo prioritário da primeira fase. Caso haja algum descumprimento dos critérios, será adotado as medidas judiciais cabíveis. Na última terça-feira (19) foram enviados ofícios aos prefeitos de Guanambi e Caetité para que informem, no prazo de cinco dias, a contar do fim da primeira etapa da vacinação: o quantitativo de vacinas recebido na primeira etapa e a lista das pessoas vacinadas, com sua respectiva qualificação e o critério em que se enquadraram para recebimento. Além desses dois, também foram oficiados, todos os prefeitos dos municípios sob atribuição do MPF em Guanambi, Botuporã, Caturama, Érico Cardoso, Ibitiara, Paramirim, Rio do Pires, entre outros. Inclusive O Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) ajuizaram ontem ações de improbidade e civil pública contra o prefeito de Candiba, Reginaldo por “furar” a fila da vacinação e ter sido o primeiro a ser imunizado contra a Covid-19 no município, situado no sertão produtivo. Ele não faz parte do grupo prioritário de vacinação. Os parquets requerem a condenação do gestor por ato de improbidade administrativa “que atenta contra os princípios da administração pública – princípios da impessoalidade e da moralidade – e a indisponibilidade de seus bens para pagamento de multa no valor de R$ 145mil.”
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