
Operador 88
As barragens, sejam hídricas ou de mineração, se tornaram uma grande preocupação para os brasileiros após as tragédias nas cidades de Mariana e Brumadinho, em Minas Gerais, que somadas deixaram 259 mortos e 12 desaparecidos. Em nossa região, o que causava o desassossego da população era a Barragem Engenheiro Luiz Vieira que ano passado apareceu no relatório da Agência Nacional das Águas (ANA), como um dos dez açudes baianos, construídos pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), que apresentava potencial risco de rompimento. Por esse motivo, em julho do mesmo ano, a Comissão de Meio Ambiente, Seca e Recursos Hídricos, da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), esteve em Rio de Contas para fazer uma avaliação da barragem que abastece o município que a sedia, Livramento de Nossa Senhora e Dom Basílio, e confirmaram a necessidade de reforma.
Ao longo dos anos a barragem, hoje com capacidade de 99 milhões e 352 mil m³, perdeu volume por assoreamento, cerca de 5 milhões e 648 mil m³ que corresponde a 5,40%. Sua reserva atual é de 46 milhões e 779 mil m³ (47,08%). Apesar do destaque que ganhou ano passado, a reforma que já está em andamento era uma reivindicação antiga dos moradores das cidades de Rio de Contas, Livramento de Nossa Senhora e Dom Basílio, que temiam por um rompimento. Mesmo porque, segundo a comissão da Alba, os dados avaliados pelo relatório da ANA eram de 2017.
Para saber mais sobre o processo de reforma da Barragem Engenheiro Luiz Vieira, falamos com o engenheiro civil, chefe de serviço técnico e membro do grupo de segurança de barragens do DNOCS na Bahia, Raimundo Goethe. Ouça abaixo as informações por ele passadas. O mesmo também nos enviou algumas informações por meio de nota técnica, clica aqui para ter acesso ao documento.
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