
Operador 88
Entre os problemas que cercam a fiscalização das barragens na Bahia, está a incapacidade dos órgãos competentes. O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), por exemplo, possui apenas quatro técnicos habilitados no serviço e é responsável por fiscalizar 323 barragens. Esse esclarecimento foi feito pela coordenadora de Segurança de Barragens do Inema no Estado, Maria Quitéria Castro. Ela foi convidada a representar o órgão durante a sessão especial sobre a situação das represas na Bahia, apresentada na Assembleia Legislativa (AL-BA), desta última terça-feira (06). Na ocasião, a atuação do Inema foi criticada pelo deputado estadual José de Arimateia (PRB). O parlamentar preside a Comissão do Meio Ambiente, Seca e Recursos Hídricos da Casa, e coordenou a vistoria a 13 barragens situadas no território baiano. Segundo ele, o Inema desconhecia a situação de três dos açudes visitados, que não foram indicados na lista feita pela Agência Nacional de Águas (ANA) como as barragens com risco de rompimento em 2017. É neste contexto que Maria Quitéria faz um mea-culpa. Ela explica que, por não ter condições de vistoriar todas as 323 barragens in loco, o órgão faz uma inspeção burocrática com base nas vistorias realizadas pelos próprios empreendedores, sejam órgãos do estado ou empresas privadas.
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