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Professores acampam na Secretaria de Educação: 'Fecharam as portas na nossa cara'

  • Por Correio 24 Horas

  • 05.Jun.2019 // 00h00

  • Geral

Professores acampam na Secretaria de Educação: 'Fecharam as portas na nossa cara'

Pelo menos 70 professores das universidades estaduais estão acampados, na frente da Secretaria de Educação (SEC), no Centro Administrativo da Bahia (CAB). De acordo com a coordenadora da Associação dos Docentes da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Lílian Marinho, os docentes foram até a SEC, na tarde desta terça-feira (4), protocolar um documento em que explicam as pautas da nova proposta, formulada em assembleias. 

Ao chegarem na secretaria, no entanto, os professores das universidades do Sudoeste (Uesb), de Santa Cruz (Uesc) e de Feira de Santana (Uefs), que se uniram aos docentes da Uneb sequer foram recebidos por representantes do governo, segundo Lílian. Ao CORREIO, a professora contou que, quando chegaram no local, por volta de 14h, foram impedidos de acessar o prédio.

"A ideia era protocolar o documento e, em seguida, realizaríamos uma plenária aberta aqui, como um ato, mas nos deparamos com a polícia lá dentro. Quando anoiteceu, eles apagaram as luzes, mas sabemos que eles estão lá. Nós vamos continuar aqui até que alguém nos receba, porque é inacreditável que professores e estudantes sejam tratados dessa maneira", lamentou ela, acrescentando que alunos também estão no local.

O CORREIO procurou a Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA) e questionou sobre a presença do Batalhão de Choque da Polícia Militar no prédio da SEC, mas não obteve retorno. A reportagem também não teve respostas do Governo do Estado.

Greve
Pelo menos 40 mil alunos estão sem aulas desde que os professores das universidades estaduais iniciaram a greveno dia 9 de abril, quando decidiram reivindicar pautas como aumento de salário. "Nosso salário já diminuiu em cerca de 24%. Colocamos nossa pauta mínima, que pelo menos 5,9% da reposição infracionária seja concedida", explicou a professora, que afirmou não ter visto o secretário da Educação, Jerônimo Rodrigues.

Ainda segundo ela, pelo menos 300 professores chegaram a ir até o local, à tarde. Os que ficaram resolveram, então, comprar barracas para acampar.

"A última vez que encontramos algum representante do Estado foi no dia 26 de maio, quando nos reunimos com deputados e o secretário, e perguntaram o que a gente queria para encerrar a greve, mas agora, sequer nos recebem. A gente só quer falar com o governador e encerrar a greve". 

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