As livramentenses Maria Fernanda Aguiar e Amanda Bonfim, ambas de 16 anos de idade, alunas do 3º ano do ensino médio, do Colégio Estadual João Vilas Boas, apresentaram um projeto científico na Feira Brasileira de Ciência e Engenharia, a Febrace, que aconteceu em São Paulo, no mês passado. As estudantes pesquisaram sobre os biopolímeros do quiabo e do mandacaru, que de acordo com elas, caso a pesquisa seja desenvolvida em larga escala, o estudo pode ser utilizado como alternativa para o tratamento de água.
Atualmente a água é tratada fazendo-se uso de sulfato de alumínio, numa etapa do processo físico-químico chamada decantação e, que, de acordo com as jovens pesquisadoras é caro, além de causar impacto ao meio ambiente. No caso dos biopolímeros do mandacaru e do quiabo, estes seriam usados no lugar do sulfato de alumínio, tornando o processo ambientalmente mais correto e mais barato.
Tendo em vista que o quiabo e o mandacaru são espécies vegetais encontrados abundantemente no sertão, tanto para Amanda, quanto para Maria Fernanda, o fácil acesso possibilitaria que o tratamento de água fosse feito pela própria população, evitando assim, que houvesse consumo de água de barreiros, por exemplo.
Na Frebrace, as livramentenses apresentaram o projeto para a comunidade científica e elaboraram um artigo em que descrevem a linha de pesquisa. E Maria Fernanda trouxe na bagagem, a oferta de um curso oferecido pelo STEM TechCamp Jr.
O Programa STEM TechCamp BRASIL é uma iniciativa da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil em parceria com o Laboratório de Sistemas Integráveis Tecnológico (LSI-TEC) e tem apoio da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) e do Grupo +Unidos.
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