
Operador 88
Idealizado pela professora e especialista em africanidades e cultura afro-brasileira, Kilza Trindade, as atividades contaram com a participação dos alunos, que através de encenações teatrais, contaram a história do povo negro desde a chegada da África nos navios negreiros até a participação na independência do Brasil.
Na abertura do evento foi recitado o poema Navio Negreiro de Castro Alves que simboliza a chegada dos escravos no Brasil. As apresentações mostraram a resistência do povo negro diante das mazelas da escravidão. Por isso, a história da capoeira foi contada em forma de peça teatral. Aliás, o recurso teatral e o canto deram à tônica ao evento. E, claro, ao falar de resistência, é impossível não citar o Quilombo dos Palmares que foi liderado por Zumbi, que teve sua narrativa histórica contada através de uma peça teatral.
Passando por Canudos, pela Revolta dos Malês e culminado na participação de Maria Filipa enquanto personagem importante na luta pela independência do Brasil, as encenações tiveram como aporte o canto. Os alunos cantaram verdadeiro hinos da música brasileira que descrevem a luta e a beleza do negro, como “Meia Lua Inteira” de Carlinhos Brown, famosa na voz de Caetano Veloso, além de “Canto para o Senegal” da banda Reflexus , “Raiz de Todo Bem” interpretada por Saulo, “Faraó Divindade do Egito”, do Grupo Olodum, fechando com o Hino ao 2 de Julho com a fanfarra da Escola Polivalente de Livramento.
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