
Aliane Aguiar
A maternidade tardia já é uma realidade no Brasil e em outros países do mundo. A cada dia, chegam novas notícias de mulheres que, no auge de seus 45 anos, estão grávidas e realizando o sonho de ampliar a família. Essa realidade vista nas postagens de internet, nos jornais ou nas histórias de pessoas próximas, se refletem nos dados já faz algum tempo. De 1998 a 2017, por exemplo, o número de mulheres que deram à luz entre os 40 e os 44 anos, já havia crescido 50%. Os dados foram publicados no pré-pandemia, pela FEBRASGO - Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia; e são de um levantamento do núcleo de inteligência da Folha a partir dos dados do sistema de informações sobre nascidos vivos do Ministério da Saúde. Diante dessa constatação, algumas dúvidas ficam no ar. E a principal delas é: mas até que idade, então, a mulher pode fazer um tratamento de reprodução assistida e engravidar? A resposta sempre deverá levar em conta cada caso específico. O histórico da paciente, as condições de saúde dela, se ela sempre foi uma pessoa saudável e ativa, etc. De maneira geral, a regulamentação do Conselho Federal de Medicina diz que “As técnicas de reprodução assistida podem ser utilizadas desde que exista possibilidade de sucesso e baixa probabilidade de risco grave para o paciente ou seu possível descendente, permanecendo a idade máxima de 50 anos para as candidatas. As exceções devem se basear em critérios técnicos e científicos fundamentados pelo médico responsável, respeitando a autonomia da paciente e do médico”.
Idas mais frequentes ao banheiro, menstruação que demora para ir embora ou pressão na pelve que deixa uma sensação de inchaço nas pernas, são sinais de que é hora de procurar o ginecologista, pois estes são alguns dos sintomas da presença de um mioma uterino. De acordo com dados da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), 80% das mulheres em idade reprodutiva podem desenvolver esse tumor benigno, que por muitas vezes passa batido, por conta da ausência total de indicativos nas pacientes. O mioma se desenvolve nas paredes do útero, e ainda não há razões claras que explicam seu surgimento. Entretanto, estudos científicos sugerem que os hormônios femininos, como a progesterona e o estrogênio, possuem papel significativo no desenvolvimento. Com isso, o uso de pílula anticoncepcional entra na lista de fatores de risco, junto à herança genética, primeira menstruação precoce e etnia (mulheres negras estão mais propensas). Na menopausa, os miomas podem diminuir de tamanho ou até não serem vistos nos exames de rotina. A ultrassonografia transvaginal é um dos exames mais utilizados para identificar a presença do tumor, seja no acompanhamento habitual com o ginecologista ou quando há queixa a respeito de um dos sintomas, que também podem contemplar dores pélvicas e abdominais e sangramentos fora da menstruação. A localização do mioma pode determinar a intensidade dos sintomas: enquanto a variação subserosa, na parte externa do útero, é assintomática na maioria dos casos, a submucosa (na parte interna) pode causar mais impactos na saúde íntima da mulher, como dor, hemorragia ou infertilidade, em casos mais graves. Conhecida a localização e o histórico da paciente, o especialista pode proceder com o melhor tratamento para o caso.
A área desmatada na Amazônia foi de 11.568 km² entre agosto de 2021 e julho de 2022 (o equivalente ao tamanho do Catar), de acordo com números oficiais do governo federal divulgados na última quarta-feira (30) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Quando comparado ao último levantamento do Inpe, houve uma queda de 11% do total da área desmatada entre as duas temporadas. Na edição anterior, o número foi de 13.038 km², entre agosto de 2020 e julho de 2021. Os números são do relatório anual do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), considerado o mais preciso para medir as taxas anuais. Ele é diferente do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), que mostra os alertas mensais – e que já sinalizava recordes no aumento da devastação nos últimos meses. De acordo com o Observatório do Clima, que é uma rede de entidades ambientais, apesar de queda neste último levantamento, o desmatamento na Amazônia cresceu 59,5% durante os quatro anos de governo do presidente Jair Bolsonaro (PL): é a maior alta percentual num mandato presidencial desde o início das medições por satélite, em 1988.
Notícia boa em nosso estado. Em outubro, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), a Bahia gerou 6 mil 702 postos com carteira assinada, decorrente da diferença entre 69 mil 817 admissões e 63 mil 115 desligamentos. Trata-se, portanto, do décimo mês seguido com saldo positivo. Com este resultado, o estado passou a contar com 1 milhão 929 mil 283 vínculos celetistas ativos, uma variação de 0,35% sobre o quantitativo do mês anterior. A capital do estado, Salvador, registrou um saldo de 1 mil 610 postos de trabalho celetista. De responsabilidade do Ministério do Trabalho e Previdência, os dados do emprego formal foram sistematizados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento do Estado da Bahia (Seplan). No mês, o Brasil computou um saldo de 159 mil 454 vagas, enquanto o Nordeste registrou um ganho de 32 mil 223 novos postos – o que representou variações relativas de 0,37% e 0,46% comparativamente ao estoque do mês anterior, respectivamente. Exceto o Amapá (-499 postos), todas as outras unidades federativas do país apontaram crescimento do emprego celetista em outubro deste ano. Em termos absolutos, com 6.702 novos vínculos formais, a Bahia ocupou a segunda posição na geração de postos entre os estados nordestinos no mês, atrás apenas de Pernambuco (+8.113 postos). Dentre os entes federativos, ficou na oitava colocação. Em termos relativos, com variação percentual de 0,35%, situou-se na sexta posição no Nordeste e na décima quinta no país.
Setenta e cinco pessoas foram presas na manhã desta quarta-feira (30), na Bahia, durante uma operação que cumpre mandados de prisão e busca e apreensão contra suspeitos de homicídios, tráfico de drogas, crimes contra o patrimônio, contra a dignidade sexual, violência doméstica e familiar e estelionato.
Em nota, a polícia afirma a ação envolve mais de mil policiais civis de delegacias das 26 Coordenadorias Regionais de Polícia do Interior (Coorpins), que participam de forma integrada e simultânea da 7ª fase da Operação Unum Corpus.
Entre os mandados de prisão cumpridos e prisões em flagrante, cinco adolescentes foram apreendidos. A polícia não detalhou as cidades onde foram cumpridas as ordens.
Nas ações, foram presos 23 suspeitos por tráfico de drogas, 26 por homicídios, 16 por crimes contra o patrimônio, cinco por violência doméstica, cinco por estupro e os demais por outros delitos.
Além das prisões decorrentes de mandados judiciais e flagrantes, aproximadamente 15 armas de fogo, mais de 30 quilos de drogas e cinco veículos vinculados a práticas criminosas e com restrição de roubo foram apreendidos.
A megaoperação teve início em setembro de 2021 e, segundo a polícia, prendeu 680 suspeitos durante o período. Nas seis fases da Unum Corpus foram cumpridos 444 mandados de prisão e 614 de busca e apreensão, 198 prisões em flagrante, além da apreensão de 64 quilos de drogas e 18 veículos.
A operação é monitorada no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) na Secretaria da Segurança Pública (SSP) e tem o apoio da Superintendência de Inteligência (SI) da pasta.
Apenas 5% dos estudantes terminam o ensino médio da rede pública com aprendizado considerado adequado em matemática, segundo estudo feito com base nos resultados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) 2021. Em 16 estados brasileiros, não se chega nem a esse percentual.
Nacionalmente, cerca de 57% dos estudantes que estavam prestes a se formar na escola no ano passado têm conhecimento insuficiente em matemática e outros 38%, somente o básico.
A defasagem na aprendizagem de matemática no país é histórica e se agravou com a pandemia de Covid, que deixou as escolas sem aulas presenciais por um longo período em 2020 e 2021. Em 2019, o índice de estudantes com conhecimento avaliado como adequado na disciplina era de 7%.
Em língua portuguesa, a situação é um pouco melhor, mas, ainda assim, longe da ideal: em torno de 31,3% dos alunos do ensino médio da rede pública têm aprendizado adequado. Em 2019, somavam 34%.
Os dados do Saeb, que é uma prova de português e de matemática feita a cada dois anos, foram tabulados pelo Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede) e divulgados quarta-feira (30) em evento para marcar os dez anos do portal QEdu.
A plataforma, que é um dos maiores portais de dados educacionais abertos do Brasil, tem o apoio institucional da Fundação Lemann, B3 Social, Itaú Educação e Trabalho e da Fundação Roberto Marinho.
Os baixos índices de aprendizagem estão entre os temas de discussão dos painéis do evento, realizado em São Paulo e que contará com a participação de pesquisadores, educadores e secretários de Educação. A palestra de abertura terá transmissão gratuita e poderá ser acompanhada pelo YouTube do canal Futura.
Ensino fundamental
Os resultados preocupantes no aprendizado de matemática são perceptíveis já nos anos iniciais do ensino fundamental, com 36,7% dos estudantes da rede pública com aprendizado adequado na disciplina em 2021. Houve uma piora em relação a 2019, quando o índice tinha sido de 47%.
Nos anos finais do ensino fundamental, o percentual que já não era alto caiu também e chegou a 15,3%. Em 2019, eram 18%.
Uma das hipóteses para essa queda maior nos anos iniciais em comparação ao cenário de pré-pandemia seria a dificuldade de se ensinar a disciplina de forma remota e a das famílias apoiarem os filhos.
A 46ª CIPM realizou no último sábado (26), mais uma formatura do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (PROERD). O evento aconteceu na cidade de Paramirim, no sudoeste da Bahia, e contou com o apoio da Prefeitura Municipal. Durante quatro meses, os alunos do PROERD aprenderam lições importantes, dentre elas, lidar com a pressão dos colegas, bullying e cidadania, ministradas pelo instrutor SD PM Borba. O evento contou com o total de 259 formandos, integrantes de 7 Unidades de Ensino de Paramirim. O PROERD é desenvolvido nas escolas públicas e particulares, no 5º e 7º ano do Ensino Fundamental, na educação infantil (PROERD Kids) e para adultos. O programa é realizado por policiais militares treinados e preparados para desenvolver o lúdico através de uma metodologia especialmente voltada para crianças, adolescentes e adultos. O objetivo é transmitir uma mensagem de valorização à vida, e da importância de manter-se longe das drogas e da violência. No "PROERD Pais" é reforçada a importância da amizade e supervisão dos pais com os filhos. Após quatro meses de curso, as crianças recebem o certificado PROERD, ocasião em que prestam o compromisso de manterem-se afastados e longe das drogas e da violência. No Brasil, o programa chegou em agosto de 1992, introduzido por policiais estadunidenses na Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, sendo que, desde 2002, se encontra em todos os estados do Brasil.