
Operador 88
O primeiro dia de prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) teve 26% de abstenção em âmbito nacional. Neste último domingo (21) cerca de 2,9 milhões de estudantes realizaram a prova - este número costumava ser o dobro, em edições anteriores. Os dados foram apresentados pelo ministro da Educação, Milton Ribeiro, que, apesar da alta abstenção, considerou o exame um "sucesso". Em Livramento em contato com a Coordenação do ENEM, eles informaram a nossa redação que de 832 inscritos, só 720 compareceram, uma abstenção de 112 estudantes. Com as trocas dos prédios das Escolas Fernando Ledo (Polivalente) e Colégio Estadual João Vilas Boas, dois alunos acabaram se confundindo, mas chegaram em tempo hábil e puderam ir para os respectivos antigos prédios. Um caso à parte, foi um estudante que foi eliminado por conta de celular, o estudante deixou o aparelho no porta objetos como foi solicitado, mas não desligou o aparelho, que veio a tocar no momento da prova e o estudante acabou sendo eliminado. Vale lembrar que é preciso verificar essa situação, deixe seu celular desligado. Se você receber ligação ou até mesmo o alarme de seu aparelho tocar na sala, você será desclassificado. Ainda conforme a Coordenação do ENEM, a prova transcorreu de forma tranquila, sem ocorrências que necessitasse da ajuda da PM. O que fica é os questionamentos dos estudantes, as reclamações vieram após verem o tema da redação que foi "Invisibilidade e registro civil: garantia de acesso à cidadania no Brasil". Um tema inclusive difícil, se analisar que o público alvo do ENEM, são alunos do ensino médio, um tema que pode ter gerado uma insegurança por apresentar uma questão mais ampla, diferente do que foi proposto nas últimas edições, em que os assuntos eram bem delimitados.
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O compositor alemão Ludwig van Beethoven, que teve deficiência auditiva, disse uma vez que “a música é o vínculo que une a vida do espírito à vida dos sentidos”. Esta segunda-feira (22) é o Dia Internacional do Músico. Mesmo quando uma deficiência afeta a vida dos sentidos, ainda é possível juntar tudo com vida do espírito e fazer música.
O Dia Internacional do Músico é comemorado em 22 de novembro, porque é também o dia de Santa Cecília. Em 1594, a Igreja Católica escolheu a santa para ser a padroeira dos artistas de música sacra. Isso porque, segundo a crença, Santa Cecília cantou para Deus enquanto morria. Aqui no Brasil, a data também marca o Dia da Música.
Esta data homenageia os artistas que interpretam melodias e harmonias que encantam a humanidade há milhares de anos.
O Dia do Músico é comemorado no mesmo Dia de Santa Cecília, padroeira dos músicos, e bastante reconhecida pelos católicos no Brasil.
A Mitologia Grega e a Música
De acordo com a lenda grega, os deuses pediram para que Zeus criasse divindades que pudessem cantar em celebração às vitórias contra os Titãs.
Zeus, atendendo aos pedidos, passou 9 noites de amor com Mnemosia, a deusa da memória, e desta união nasceram 9 entidades, que foram chamadas "Musas". Aliás, a origem da palavra música vem daí.
Entre as suas novas criações, estava Euterpe, a musa da música, que formou par com Apolo, deus do Sol e da música, para louvar as vitórias dos outros deuses.
Euterpe, geralmente, é representada com uma coroa de flores à cabeça e uma flauta entre as mãos.
O conhecido Clube Caiçara, em Livramento de Nossa Senhora, Bahia, está sendo executado pela Prefeitura Municipal, por dívida de IPTU, no valor de R$ 2.137,13, relativo aos anos de 2014 e 2015. Esquecido pelos sócios e alvo de gestões muito criticadas, o Clube praticamente não funciona mais. Entre outras mazelas, está com os equipamentos e instalações completamente deteriorados. Já perdeu parte de sua área, penhorada em ação trabalhista, e está prestes a perder mais, nessa execução fiscal. A área penhorada é de 300m² (clique e veja Proc. 8000063-02.2020.8.05.0153). O lamentável e desavergonhado é que o presidente do Clube é o controlador geral da Prefeitura, Jânio Lima, e a diretora social é a vice-prefeita Joanina Sampaio, que não evitaram o calote no município.
Uma menor, de apenas 11 anos que estava desaparecida, foi localizada na última sexta-feira (19), por volta das 12h30 no município de Paramirim. Segundo informações da Polícia Militar, a guarnição foi acionada por prepostos do Conselho Tutelar da cidade de Paramirim após populares denunciarem que haviam avistado dois jovens em uma residência em construção. De imediato a Guarnição de serviço acompanhou os Conselheiros ao endereço indicado. No local, foi constatada a veracidade dos fatos, sendo encontrado um jovem de 19 anos e a menor de 11 anos de idade que estavam apenas com duas mochilas contendo pertences pessoais. Ambos relataram que pegaram carona às 19h do dia anterior saindo de Livramento de Nossa Senhora até o Distrito de Itanagé e de lá seguiram a pé até a cidade de Paramirim. O destino final seria a casa de do jovem no município de Érico Cardoso. A menor de idade foi conduzida pelo Conselho Tutelar até a Delegacia de Livramento. O homem também seguiu para a Delegacia conduzido pela Polícia para adoção das medidas cabíveis.
Novembro é o mês da virada na sua casa. E a Mapec Móveis antecipa a Black Friday para que finalmente, aquele móvel ou eletrodoméstico dos seus sonhos se instale aí na sua casa. E não tem enganação, os descontos são reais. Essa é uma oportunidade imperdível para quem deseja mobiliar a casa ou trocar os móveis antigos neste final de ano. A loja está com vários itens de eletrodomésticos, celulares, móveis, colchões e sofás com até 50% de desconto. O gerente da loja afirma que aderiu a esta campanha antecipada que é o Black November para que todos possam adquirir móveis ou eletrodomésticos com preços jamais vistos. “Nós estamos oferecendo super desconto de até 50% à vista e 30% à prazo em até 10x sem juros. Além disso, todos os dias colocamos produtos na loja em promoção, com descontos que chegam até 50% do preço normal, venha para a Mapec Móveis, sempre com certeza de um bom negócio, na Avenida Doutor Edílson Pontes, 125 - Centro, Livramento de Nossa Senhora”, completou.
Na manhã deste último domingo (21) um acidente envolvendo duas motos deixou duas pessoas feridas, próximo à comunidade dos Patos, em um trecho da BA-148 em Livramento de Nossa Senhora. Conforme informações apuradas pelo Sudoeste Destaque, um dos condutores que pilotava uma Honda Bros, sofreu uma fratura exposta e a outra vítima, uma mulher que conduzia uma Yamaha YBR, sofreu ferimentos leves. As causas do acidente não foram reveladas. Após a batida, as vítimas foram socorridas por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU-192) e encaminhadas à UPA 24h. A Polícia Militar foi acionada para registrar o acidente e as motocicletas foram encaminhadas à Delegacia.
O final de ano do Supermercado Aliança e Aliança Cosméticos chegou com tudo. E trás para você um grande sorteio onde serão contemplados 100 clientes com brindes surpreendentes. Para concorrer, basta realizar compras acima de 30 reais no Supermercado Aliança ou Aliança Cosméticos, exigir o seu cupom e participar do sorteio que será realizado no dia 08 de janeiro de 2022. Serão sorteados 50 relógios de parede e 50 lindas mochilas personalizadas, sendo assim 1 brinde para cada cliente, totalizando 100 clientes premiados. Faça suas compras e participe. No Supermercado Aliança você encontra os melhores produtos em gêneros alimentícios, higiene, limpeza e utilidades domésticas com preços imbatíveis. E no Aliança Cosméticos são milhares de produtos inovadores que realçam a beleza e promovem o seu bem estar. O Supermercado Aliança e o Aliança Cosméticos ficam localizados na Avenida Dr. Edilson Pontes ao lado da Caixa Econômica, em Livramento.
Uma operação conjunta do Ministério Público da Bahia (MP-BA) com as Polícias Civil e Rodoviária Federal prendeu cinco empresários e um agente público por suspeita de desvio de R$ 21,5 milhões dos cofres públicos da cidade de Encruzilhada, no sudoeste da Bahia, na manhã da última sexta-feira (19). Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de busca, cinco de prisão e um de afastamento do exercício das funções públicas em endereços nos municípios baianos de de Anagé, Encruzilhada, Ilhéus, Jequié, Mirante, Ribeirão do Largo e Vitória da Conquista. Batizada de "Operação Basura", a ação apura uma denúncia de desvios de recursos públicos em Encruzilhada, por meio de licitação e execução superfaturada de contrato de serviços de resíduos sólidos. Nas investigações, o MP-BA aponta que uma pequena empresa captou R$ 21,5 milhões de maneira ilegal para suposta prestação de serviços. O órgão descobriu que a prática ocorria há pelo menos sete anos, com o aluguel de máquinas e execução de obras de engenharia civil, com a prestação de mão-de-obra, em diversas cidades da região, inclusive aqui em Livramento de Nossa Senhora. A Vara Única da Comarca de Encruzilhada pediu a prisão temporária e afastamento do agente público. Além disso, a Justiça também autorizou as buscas e apreensões nos endereços residenciais e funcionais dos empresários envolvidos.
No ano em que a celebração da Consciência Negra completa seu 50º aniversário, lideranças negras e quilombolas conquistaram um marco em seu histórico de luta política no Brasil: pela primeira vez em 26 edições, a Conferência do Clima das Nações Unidas teve a presença significativa de organizações do movimento negro.
Na edição em que o Brasil deixou de travar as negociações sobre o mercado de carbono e cobrou por recursos, um dos destaques do evento foram as organizações da sociedade civil: além das lideranças indígenas, organizações da luta antirracista levantaram o debate sobre o genocídio em curso como efeito direto da crise climática. Os grupos ainda lançaram um manifesto em defesa da titulação de territórios quilombolas.
"O debate sobre justiça climática é necessariamente um debate de direitos humanos", explica o historiador e ativista Douglas Belchior, que integrou a comitiva da Coalizão Negra por Direitos em Glasgow. "Nós queremos um planeta preservado para as pessoas que vivem nele. Existem segmentos de população que podem exercer a plenitude da sua vida e outros segmentos que não."
Segundo Belchior, esta também foi a primeira vez na história do movimento em que lideranças saíram em tour pelos parlamentos de Paris, Madrid, Berlim e Munique para denunciar o racismo ambiental e a violência contra a população negra no Brasil.
"Em 2021, a gente continua tendo que repetir o exercício que fez Abdias do Nascimento: denunciar o genocídio negro no Brasil. O mundo desconhece, mas o genocídio continua."
'Ondas de bandeiras'
As demandas por justiça ambiental não são novidade na agenda do movimento negro no Brasil. Mas a participação inédita de mais de 200 entidades contempladas pela comitiva da Coalizão Negra por Direitos – atualmente o maior pacto entre organizações negras do país – representa um momento de atualização das pautas de enfrentamento ao racismo estrutural. É o que explica Dennis de Oliveira, professor da ECA/USP e pesquisador de movimentos sociais, ao analisar as “ondas de bandeiras” que se destacaram na história da luta antirracista.
“Quando você pega o período da Constituinte (1987-1988) – quando o racismo se transformou em crime inafiançável e imprescritível – houve uma certa mobilização de parte da intelectualidade negra no campo jurídico por conta dessa conquista legal."
"Depois, durante a aprovação da lei que instituiu o estudo das relações étnico-raciais, houve essa mesma tendência no campo educacional, com a formação de professores e construção de material didático. O mesmo acontece com o recrudescimento da violência policial. Todos esses processos são expressão do que a gente chama de racismo estrutural. ”
Para Dennis, a pandemia de Covid-19 – mais letal entre a população negra – foi o que trouxe urgência às demandas por participação no debate climático.
“No cenário pós-pandêmico, a pauta pela vida digna é a grande questão. Quando se fala em questão ambiental, não se trata apenas da preservação de ecossistemas, mas da garantia da vida digna de comunidades negras que estão tendo os seus lugares de vivência destruídos pela ganância da produção industrial e pela extração desenfreada e não-sustentável de recursos naturais”, explica. "Para a população negra – assim como para os povos originários – não é apenas uma questão de defesa de meio ambiente, mas de sua própria existência física.
O ativista Douglas Belchior, cofundador da Uneafro e uma das principais lideranças da Coalizão Negra por Direitos, vê esses momentos na história como uma resposta ao que chama de "atualizações da opressão racial".
"As estratégias do genocídio se atualizam, assim como as nossas [estratégias] para enfrentá-lo", diz.
Racismo ambiental
Para além dos efeitos da pandemia, existem outros motivos para a pauta climática servir como pano de fundo para a denúncia do genocídio da população negra, quilombola e indígena no Brasil. Às vésperas da cúpula do clima, o governo Bolsonaro rejeitou o uso do termo 'racismo ambiental' usado em um relatório da ONU para citar a situação das comunidades quilombolas no Brasil.
"Quando o governo pensa em construir hidrelétricas é nas áreas de populações menos favorecidas, são as Comunidades Quilombolas e as terras indígenas, os pescadores", explica Katia Penha, coordenadora nacional da Coordenação das Comunidades Quilombolas do Espírito Santo (CONAQ/ES). Ela esteve entre as lideranças que representaram mais de 6300 comunidades quilombolas na COP 26, onde falaram sobre os impactos das hidrelétricas na região Amazônica.
Segundo dados da Conaq, existem 16 milhões de quilombolas no Brasil. E embora tenham sido citadas pelas Nações Unidas como vítimas do racismo ambiental, esta foi a primeira vez em que lideranças quilombolas estiveram na conferência do clima.
"Hoje quem é que discute a pauta ambiental no Brasil? São pessoas brancas classe média alta ou classe média", provoca Selma Dealdino, secretária executiva da Conaq. "Nós temos várias iniciativas populares, de pessoas simples que transformam aquele espaço em que vivem, mas que não agridem, não violam, não violentam a natureza. Então é necessário ouvir o que essas pessoas têm a dizer."
Já o ativista climático Marcelo Rocha, de 26 anos, dá exemplo práticos do racismo ambiental nas zonas urbanas ao expor sua trajetória na periferia de Mauá (SP).
"A periferia me torna um ativista climático a partir do momento em que olho ao meu redor e percebo o quanto estou imerso na desigualdade: Quem são as pessoas que sofrem mais com uma enchente? Minha mãe, que depois de passar o dia inteiro limpando a casa de alguém foi obrigada a passar a noite em uma estação de trem para esperar o rio baixar. Eu estou falando sobre o nosso cotidiano."
Marcelo discursou para milhares de pessoas pela plataforma Fridays for Future em Glasgow. Marcelo aponta que o debate sobre meio ambiente se tornou elitizado, e peca em dialogar com as demandas mais urgentes da população.
"Não estamos no mesmo barco. A tempestade é a mesma, mas o nosso barco enquanto população preta e periférica é uma jangada. Enquanto a galera tá produzindo solução climática pra ir para Marte, a gente tá falando de comer hoje", diz.
Momento histórico
Diosmar Filho, doutorando em Geografia pela UFF e coordenador do projeto “Mudanças Climáticas em face do Reconhecimento dos Territórios Negros” explica o caráter inédito da ocupação do movimento negro na COP 26: trata-se da maior presença política de movimentos negros brasileiros em instâncias da ONU desde 2001, na conferência de Durban, na África do Sul, onde foi reivindicada uma maior participação na agenda política ambiental na ONU. "Precisou de 20 anos pós-Durban para que alcançássemos o que vivemos agora (na COP 26).
O pesquisador ainda alerta que a falta desses grupos nos principais eventos sobre clima podem reforçar um novo ciclo de exploração de territórios de países em desenvolvimento, com história marcada pelo colonialismo.
"Não se fala de onde é que vai tirar minério para tornar carros elétrico, avião a nitrogênio, tudo isso. Pelo porque a gente tem de informação, esses minérios estão no continente africano, na Austrália e na América do Sul, em países como Brasil, Bolívia, na Amazônia, na Amazônia internacional. Para fazer isso, será preciso um novo ciclo de exploração, que novamente viola povos e territórios."
Na noite da última segunda-feira (15) o livramentense Fábio Cardoso de Sousa acabou se envolvendo em um acidente entre as cidade de Caldas Novas e Pires do Rio no estado de Goiás e não resistiu aos ferimentos vindo a falecer. O livramentense Fábio, dirigia o veículo Voyage e Leonardo Sucupira a outra vítima fatal do acidente, seguia com o veículo Ford-k em direção oposta e eles acabaram se chocando frontalmente. Segundo o Batalhão de Polícia Militar Rodoviária de Goiás não foi possível identificar qual veículo/condutor invadiu a pista contrária. A equipe de resgate do Corpo de Bombeiros esteve no local, porém assim que chegaram constataram o óbito das vítimas, sendo acionado o IML, Instituto Médico Legal. A comunidade de Tanquinho no Distrito de São Timóteo bem como toda Livramento, onde familiares e amigos de Fábio residem, estão muito comovidos com essa tragédia. O corpo de Fábio Cardoso chegou na comunidade de Tanquinho na tarde da última quarta-feira, dia 17, onde seu corpo foi velado e foi sepultado ontem pela manhã no Distrito de São Timóteo. A equipe da Rádio 88 FM, lamenta o ocorrido e se solidariza com essas famílias e amigos que sofrem com a perda dos dois.
O Senado aprovou nesta quinta-feira (18) o projeto que tipifica a injúria racial como racismo e estabelece pena mais rigorosa para quem comete o crime. A proposta, que recebeu 63 votos favoráveis e nenhum contrário, segue para análise da Câmara dos Deputados.
O texto alinha a legislação brasileira a uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que, em outubro, tornou imprescritível (passível de punição a qualquer tempo) a injúria racial e estabeleceu que a prática pode ser equiparada ao racismo.
O projeto, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), foi aprovado em uma sessão do Senado destinada à análise de propostas de enfrentamento ao racismo e de valorização da cultura negra. No próximo sábado (20), é celebrado no país o Dia da Consciência Negra.
A proposta aprovada pelos senadores insere na Lei de Crimes Raciais, sancionada em 1989, um artigo que diz que quem "injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro, em razão de raça, cor, etnia ou procedência nacional" será punido com 2 a 5 anos de prisão e pagamento de multa.
Atualmente, o crime de injúria racial é previsto no Código Penal, o qual estabelece punição de 1 a 3 anos de reclusão e multa para quem ofende a dignidade de outra pessoa utilizando elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, entre outros.
O projeto aprovado, portanto, transfere a injúria racial do Código Penal para a Lei de Crimes Raciais. O objetivo da mudança, segundo defensores da proposta, é eliminar "qualquer dúvida" de que a prática, assim como o racismo, é inafiançável e imprescritível.
"A transposição do crime de injúria racial do Código Penal para o bojo da Lei nº 7.716, de 1989 [Lei de Crimes Raciais], trará segurança jurídica no enfretamento da questão, pois retira qualquer dúvida de que o comportamento configura racismo, crime inafiançável e imprescritível", afirmou o relator do projeto, senador Romário (PL-RJ).
"O aumento da pena é adequado e razoável, está em harmonia com as demais previstas pela Lei do Racismo e terá a finalidade de desestimular a perpetuação de atos racistas, bem como punir mais severamente eventuais criminosos", disse o parlamentar.
O crime de racismo, previsto em lei, é aplicado se a ofensa discriminatória é contra um grupo ou coletividade — por exemplo: impedir que negros tenham acesso a estabelecimento. O racismo é inafiançável e imprescritível, conforme o artigo 5º da Constituição.
Para Romário, há, no meio jurídico, uma diferenciação "frágil" de que o racismo, para ser configurado, demanda uma ofensa à coletividade e não apenas a um indivíduo e a proposta busca superar tal ideia.
"Esse entendimento confere aos agressores um tratamento penal mais brando, o que estimula a continuidade dessas práticas de ódio", declarou o relator.
Outros projetos
Os senadores também aprovaram nesta quinta-feira (18) um projeto que cria o Selo Zumbi dos Palmares, o qual será concedido aos municípios “que se destacarem na execução de políticas públicas de promoção da igualdade racial”. Texto segue para promulgação.
Por fim, também foi aprovada a proposta que reconhece o sítio arqueológico Cais do Valongo, no Rio de Janeiro, como patrimônio da história e cultura afro-brasileira.
A área já recebeu o título de patrimônio histórico da humanidade pela Organização para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) em 2017. Texto segue para análise da Câmara dos Deputados.
Hoje dia 19 de novembro, é celebrado o Dia da Bandeira Nacional em homenagem à bandeira brasileira, desenhada por Raimundo Teixeira Mendes, Miguel Lemos, Manuel Pereira Reis e Décio Vilares. Essa bandeira foi criada após a Proclamação da República, que ocorreu no dia 15 de novembro de 1889, e apresentada no dia 19 de novembro do mesmo ano, por isso a celebração é nessa data. A bandeira foi, oficialmente, adotada no Decreto nº 04 constando que: Art. 1º -- A bandeira adotada pela República mantém a tradição das antigas cores nacionais -- verde e amarela -- do seguinte modo: um losango amarelo em campo verde, tendo no meio a esfera celeste azul, atravessada por uma zona branca, em sentido oblíquo e descendente da esquerda para a direita, com a legenda -- Ordem e Progresso -- e ponteada por vinte e uma estrelas, entre as quais a da constelação do Cruzeiro do Sul, dispostas na sua situação astronômica, quanto à distância e ao tamanho relativos, representando os vinte Estados da República e o Município Neutro; tudo segundo o modelo desenhado no anexo no 1. A parte amarela e verde da bandeira atual já fazia parte da bandeira anterior, definida pelo pintor francês Jean. Mas, outros pontos foram alterados como: as Armas do Império foram substituídas pela esfera republicana da cor azul; na esfera, foi colocado o lema “Ordem e Progresso”; ainda na esfera azul, estrelas foram adicionadas representando os estados brasileiros na posição em que elas apareceram no céu do Rio de Janeiro naquele dia 15, às 8h30. Destaca-se que a estrela solitária da bandeira representa o estado do Pará, único localizado ao norte naquele tempo, já que Amapá e Roraima terem se tornado estados somente em 1988. Uma última modificação foi feita em 1992, sendo adicionadas novas estrelas correspondentes aos estados do Amapá, Roraima, Rondônia e Tocantins. A cor verde significa a natureza, o amarelo simboliza o ouro e riquezas, já a cor azul, junto das estrelas brancas, são referências ao céu na noite da proclamação.
O governador Rui Costa voltou a falar sobre a pressão que tem recebido de representantes do Conselho Municipal do Carnaval (Comcar) e da comissão de vereadores de Salvador, sobre a realização do carnaval de 2022.
Em entrevista, Rui citou dados sobre o crescimento de casos de Covid-19 no mundo, para argumentar sobre o risco que é autorizar uma festa com milhões de pessoas na rua, sem a capacidade de conferir cartões de vacinação e o uso de máscaras.
"As pessoas, em uma sede de realizar o seu sonho festivo e empresarial, estão se esquecendo do drama que a gente viveu em um ano e meio. Eu não colocarei a população em risco. Não vou colocar minha cabeça no travesseiro e ficar, eventualmente, me lamentando por ser responsável por dezenas ou centenas de mortes, com a realização de um carnaval, quando eu tenho no dia de hoje em torno de 2.500 casos positivos", argumentou.
O governador ainda citou medidas restritivas de outros países com relação à pandemia da Covid-19. Detalhou, inclusive, que tem países fechando cidades quando aparecem cinco casos.
O governador também falou sobre os eventos que estão liberados atualmente. Até a sexta-feira (19), estão autorizadas as festas com público de até três mil pessoas. Ele criticou os realizadores desses eventos que não têm cobrado o que está estabelecido em decreto estadual.
"Nós liberamos eventos e, infelizmente, as informações que eu recebo é de que não estão respeitando a exigência, por exemplo, de vacinação. As festas que estão acontecendo no litoral, na cidade, as pessoas não estão usando máscara. As pessoas chegam com qualquer papel na portaria, fazem de conta que estão apresentando um comprovante e ninguém checa a autenticidade do papel. As festas estão sendo feitas sem nenhuma verificação, inclusive de que as pessoas que estão lá estão vacinadas. Então, o dinheiro não pode estar acima da vida das pessoas e da saúde das pessoas", ponderou.
Segundo Rui, as pessoas que estão solicitando o aumento na liberação do público de festa não têm sensibilidade para, pelo menos, exigir que quem as pessoas que entrem nos eventos, apresentem atestado de vacinação.
Ainda com relação aos decretos, o governador avisou que o Estado não tem como monitorar a realização das festas em todas as cidades. Ele apelou para que os prefeitos fiscalizem as ações e reiterou que ainda não vai decidir sobre o carnaval.
Comparação com casos no mundo
Nas últimas semanas, o governador estava em viagens oficiais, participando de eventos e reuniões relacionados à economia da Bahia. Segundo relatou, a pandemia continua a ser tratada com seriedade fora do Brasil.
"Eu acabei de chegar de viagem, de vários países. Fui no Oriente [Médio], fui na Europa, e eu, governador, com passaporte diplomático, para entrar em um restaurante, tinha que apresentar meu atestado de vacinação. Em alguns lugares, para entrar, além do atestado de vacinação, eu tinha que apresentar um exame de PCR, com resultado em menos de 48 horas", contou.
Ele também comparou as restrições que os países europeus estão enfrentando com o aumento de casos da Covid-19, com a atual situação do Brasil.
"Hoje pela manhã, mais uma vez, eu abri as notícias do mundo inteiro e mais uma vez o que a gente vê de lá de fora é o forte agravamento das doenças nos países da Europa. Já temos o quarto ou quinto país da Europa que, nesta semana, anunciou fortes restrições de circulação de pessoas em função do crescimento da pandemia. No caso da Alemanha, temos a maior taxa de contaminação desde o início da pandemia, neste momento. Na Rússia, o maior número de mortes, em 24 horas desde o início da pandemia, está acontecendo neste momento".
Rui disse que algumas pessoas, mesmo com um ano e meio de pandemia, não conseguiram refletir sobre a necessidade do respeito à vida.
O município de Livramento de Nossa Senhora registrou mais dois casos de covid-19, segundo boletim divulgado nesta última quarta-feira (17). Desde o dia 9, ou seja há oito dias, o município tinha dois casos ativos, essas duas pessoas que seguiam em tratamento se curaram. Do início dos registros até hoje (18) são 3.329 confirmações para o vírus e 77 óbitos que a três meses não tem mais registros graças a Deus. E mais uma vez alertamos a importância de se vacinar. Procure seu PSF e vacine-se.