
Operador 88
Uma adolescente de 15 anos morreu na quarta-feira (28), no Distrito Federal, com suspeita de ter desenvolvido uma grave lesão pulmonar associada ao uso de cigarro eletrônico, conhecida como EVALI (lesão pulmonar associada ao uso de produtos de cigarro eletrônico ou vaping). A estudante, que morava com os pais em Ceilândia, vinha apresentando sintomas respiratórios há cerca de quatro meses, como tosse persistente, e passou por diversos atendimentos médicos até a internação. Segundo médicos que acompanharam o caso, a família só soube do uso do vape durante entrevistas clínicas, já após o agravamento do quadro de saúde da jovem. O caso levanta novamente o alerta sobre os riscos à saúde provocados pelo uso desses dispositivos, sobretudo entre adolescentes. O primeiro diagnóstico foi de pneumonia comunitária, influenza A e EVALI. A adolescente chegou a perder o pulmão esquerdo e foi tratada com antibióticos, corticosteróides e fisioterapia respiratória. Apresentou uma breve melhora, mas voltou a ter febre e precisou ser transferida para unidades de saúde com maior suporte. Na terça-feira (27), foi encaminhada ao Hospital Universitário de Brasília (HUB), onde ficou sob os cuidados da equipe de pneumologia. Com a piora do quadro, surgiu a necessidade de internação em UTI, mas não havia vaga disponível no hospital. A jovem foi então transferida para o Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), mas sofreu uma parada cardíaca ainda dentro da ambulância. Apesar dos esforços da equipe médica, ela não resistiu. A Secretaria de Saúde do Distrito Federal não comentou o caso, alegando sigilo médico previsto em lei. O episódio expõe a urgência de políticas públicas voltadas à conscientização sobre os perigos dos cigarros eletrônicos, cada vez mais comuns entre os jovens e muitas vezes usados de forma clandestina ou sem o conhecimento das famílias.
O boletim Info Gripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado na quinta-feira (29), acendeu um sinal de alerta em todo o país. Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) provocados pela influenza A estão em níveis que variam de moderados a muito altos entre jovens, adultos e, principalmente, idosos e crianças com até dois anos de idade. A situação preocupa devido à alta taxa de mortalidade observada nesses dois últimos grupos. Nas últimas quatro semanas, 72,5% dos óbitos por SRAG foram atribuídos à influenza A, número muito superior ao de outras infecções virais respiratórias, como a influenza B (1,4%), o Vírus Sincicial Respiratório – VSR (12,6%), o rinovírus (9,7%) e o Sars-CoV-2 (5,9%). Embora o VSR ainda seja responsável por boa parte das hospitalizações de crianças pequenas, os dados apontam um início de queda nos casos desse vírus em estados como São Paulo, Rio Grande do Norte e Distrito Federal. Por outro lado, a influenza A, embora estabilizada em regiões como Mato Grosso do Sul e Pará, ainda mantém um patamar alto de incidência. O aumento dos casos de SRAG entre crianças de até quatro anos tem como principais causas o VSR, rinovírus e a própria influenza A. Já entre adolescentes, adultos e idosos, a influenza A se destaca como o principal agente responsável pelos casos mais graves. Diante do atual cenário, a pesquisadora do InfoGripe, Tatiana Portella, reforça a importância da vacinação, especialmente entre os grupos mais vulneráveis. Autoridades de saúde seguem recomendando que a população observe os sintomas respiratórios com atenção e que todos os integrantes dos grupos prioritários — como crianças, idosos, gestantes, pessoas com comorbidades e profissionais de saúde — se vacinem o quanto antes para reduzir os riscos de agravamento e mortes.
Um acidente aparentemente simples mudou drasticamente a vida de Joseph Bressan, hoje com 10 anos, morador de Pato Branco, no sudoeste do Paraná. Em 2023, aos 8 anos, Joseph sofreu uma queda durante uma brincadeira de skate na calçada de casa. O que parecia apenas um ferimento superficial no joelho evoluiu para uma infecção generalizada que levou à amputação das duas pernas. Dois dias após a queda, Joseph apresentou febre, confusão mental e sinais de agravamento clínico. Ele foi levado às pressas à UTI do Hospital Policlínica, em estado gravíssimo e com apenas 20% de chance de sobrevivência. O diagnóstico apontou uma infecção por Streptococcus do grupo A, uma bactéria que pode ser transmitida por gotículas respiratórias, contato com feridas contaminadas ou proximidade com pessoas infectadas. Segundo o cirurgião vascular André Ampessan Melani, responsável pela cirurgia, o caso foi agravado pelo fato de Joseph não ter mais o baço, retirado seis anos antes, o que comprometeu sua imunidade. Durante o tratamento, a equipe médica precisou administrar medicamentos para elevar a pressão arterial, o que causou vasoconstrição e, consequentemente, necrose em diversas partes do corpo — afetando pernas, braços, nariz, orelhas e boca. Apesar do trauma, Joseph se tornou símbolo de força e superação. Com a ajuda da mãe, Elisa Bressan, ele compartilha sua rotina com próteses em um perfil nas redes sociais que já reúne mais de 35 mil seguidores. Os vídeos mostram não apenas os desafios diários, mas também momentos de alegria, aprendizado e inspiração para outras famílias. A história do menino tem emocionado pessoas em todo o Brasil, reforçando a importância da atenção aos sinais do corpo, mesmo após ferimentos considerados leves, e mostrando que, mesmo diante das maiores adversidades, é possível encontrar novos caminhos.
Nos últimos dez anos, mais de 170 mil pessoas foram internadas no Sistema Único de Saúde (SUS) devido a doenças inflamatórias intestinais, segundo um levantamento recente da Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP). O estudo, baseado em dados do Ministério da Saúde, revela um crescimento alarmante de 61% nas hospitalizações entre 2015 e 2024 — passando de 14.782 para 23.825 casos no período. As principais condições associadas a esse grupo de doenças são a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa. Ambas são enfermidades crônicas que afetam o trato gastrointestinal e, até o momento, não têm cura definitiva. A coloproctologista Ana Sarah Portilho, diretora de comunicação da SBCP, destaca que o aumento nas internações se deve não apenas à gravidade dos casos, mas também à elevação no número de novos diagnósticos. Ela também aponta que os casos são mais frequentes em áreas urbanas e industrializadas, principalmente nas capitais. Em meio a esse cenário, a SBCP promove ao longo de maio a campanha Maio Roxo, voltada para a conscientização sobre as doenças inflamatórias intestinais. O ponto alto da mobilização é o dia 19, reconhecido mundialmente como o Dia das Doenças Inflamatórias Intestinais. A iniciativa busca ampliar o conhecimento da população sobre os sintomas, promover o diagnóstico precoce e reforçar a importância do acompanhamento médico contínuo.
O ex-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, de 82 anos, foi diagnosticado com um câncer de próstata com metástase nos ossos, conforme divulgado por seu gabinete nesta semana. A doença, em estágio avançado, é considerada agressiva e recebeu escore 9 na escala de Gleason — usada para classificar o grau de gravidade e agressividade do câncer de próstata. A metástase óssea ocorre quando células cancerígenas se desprendem do tumor primário — neste caso, na próstata —, entram na corrente sanguínea e se instalam em estruturas ósseas do corpo. Essa condição é comum em pacientes com câncer de próstata ou de mama e pode causar dores intensas, dificuldade de locomoção e fraturas, comprometendo significativamente a qualidade de vida. A próstata é uma glândula do sistema reprodutor masculino localizada abaixo da bexiga e é responsável por produzir parte do fluido seminal. O câncer na região é o segundo mais comum entre os homens no mundo, ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma. Cerca de 75% dos casos ocorrem em homens com mais de 65 anos. O gabinete do ex-presidente ainda não informou detalhes sobre o plano de tratamento, mas afirmou que Biden segue sob cuidados médicos. A notícia reacende o alerta para a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento regular da saúde da próstata, especialmente em homens acima dos 50 anos.
Um exame recém-aprovado nos Estados Unidos pode transformar o diagnóstico precoce do Transtorno do Espectro Autista (TEA) em crianças. A tecnologia inovadora utiliza o rastreamento ocular para identificar sinais do transtorno em bebês com idade entre 1 ano e 4 meses e 2 anos e meio, oferecendo resultados em apenas 15 minutos. Desenvolvido com a participação do neurocientista brasileiro Ami Klin — diretor do maior centro de tratamento de autismo dos EUA, em Atlanta —, o teste consiste na exibição de 14 vídeos curtos enquanto câmeras de alta precisão monitoram os movimentos oculares da criança. O sistema analisa, em tempo real, para onde o olhar é direcionado, comparando os padrões de atenção com os de crianças com desenvolvimento típico. A atenção visual é uma das áreas em que os sinais de autismo costumam se manifestar ainda nos primeiros anos de vida, especialmente na forma como as crianças reagem a expressões faciais, interações sociais e estímulos emocionais. Segundo os desenvolvedores, o exame é simples, não invasivo e pode ser aplicado em ambientes clínicos comuns, como consultórios pediátricos. O objetivo é permitir que o diagnóstico do TEA seja feito com mais agilidade e precisão, possibilitando intervenções mais eficazes ainda na primeira infância — fase crucial para o desenvolvimento das habilidades sociais e cognitivas. A aprovação do teste marca um avanço significativo na neurociência aplicada à pediatria e reforça a importância do investimento em tecnologias voltadas à saúde mental infantil.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a fabricação, comercialização e divulgação da bala conhecida como “Metbala”, que contém o princípio ativo tadalafila. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) de quarta-feira (14) e atinge a empresa FB Manipulação Ltda., responsável pelo produto. De acordo com a Anvisa, a “Metbala” não possui qualquer tipo de regularização e o fabricante não tem autorização para produzir medicamentos. Por isso, a proibição se estende também a qualquer pessoa física, empresa ou veículo de comunicação que esteja promovendo ou vendendo o item. A tadalafila é um medicamento indicado para disfunção erétil e outras condições clínicas, sendo de uso controlado e sujeito à prescrição médica. A venda só é permitida em farmácias e drogarias devidamente licenciadas e com registro junto à Anvisa, o que garante sua eficácia, segurança e qualidade. A agência também reforça que a propaganda de produtos sem registro configura infração sanitária e está sujeita a penalidades previstas em lei. A recomendação é que consumidores não adquiram nem utilizem produtos irregulares, pois podem representar sérios riscos à saúde.
A Bahia realiza neste sábado (10) o Dia D de vacinação contra a gripe, como parte da mobilização nacional para ampliar a cobertura vacinal contra a influenza. Mais de 80% dos municípios baianos participam da ação com postos de saúde abertos ao público. A campanha tem como meta vacinar mais de 3,6 milhões de pessoas. Fazem parte dos grupos prioritários crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, puérperas, idosos com mais de 60 anos, povos indígenas, quilombolas, pessoas em situação de rua e trabalhadores da saúde. Também devem se vacinar professores, profissionais das forças de segurança e salvamento, militares, caminhoneiros, trabalhadores do transporte coletivo, portuários, dos Correios, além da população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional, adolescentes sob medida socioeducativa e pessoas com doenças crônicas ou deficiências permanentes. Para receber a dose, é necessário apresentar um documento de identificação com foto, carteira de vacinação e comprovante que comprove a condição de inclusão no público-alvo.
Mesmo após três meses da mudança na administração, a situação na Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon), em Caetité, permanece crítica e tem gerado revolta entre pacientes e familiares. Uma mãe, indignada com a suspensão das sessões de quimioterapia da filha, fez um apelo comovente durante entrevista à Rádio Educadora FM, pedindo a intervenção urgente das autoridades. Ela também clamou por uma mobilização junto ao Governo do Estado para restabelecer por completo o atendimento na unidade. Desde que a Prefeitura de Caetité reassumiu a gestão da Unacon, sob a liderança do prefeito Valtécio Neves Aguiar (PDT), os relatos de abandono só aumentam. O serviço era administrado pela Fundação Terra Mãe desde 2020, mas desde a transição, pacientes denunciam a suspensão de atendimentos, falta de profissionais, médicos sobrecarregados e atrasos salariais. Referência no tratamento oncológico para mais de 43 municípios e quase 800 mil habitantes, a Unacon vive um colapso que ameaça diretamente a vida de milhares de pessoas. A população regional, que depende do serviço para enfrentar o câncer com dignidade, segue aguardando por respostas e ações concretas.
Moradores de Livramento de Nossa Senhora e região poderão contar com uma série de serviços de saúde gratuitos durante a Feira Saúde Mais Perto, que será realizada nos dias 08 e 09 de maio, a partir das 8h, na Rua Josias de Souza Lessa, no Bairro Estocada. A ação é promovida pelo Governo da Bahia, por meio da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), em parceria com as Voluntárias Sociais da Bahia. A feira tem como objetivo facilitar o acesso da população a cuidados médicos essenciais, oferecendo exames e atendimentos em diversas especialidades. Estarão disponíveis serviços como ultrassonografias (pélvica, transvaginal, abdômen total, abdômen superior, tireoide, vias urinárias, próstata via abdominal e saco escrotal), eletrocardiograma, raio-X de tórax, mamografia, exames laboratoriais, atendimento odontológico, vacinação e testes rápidos para Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). Para ter acesso aos serviços, é necessário apresentar RG, CPF, Cartão do SUS e, no caso de exames laboratoriais e ultrassonografias, a solicitação médica. Menores de idade devem estar acompanhados por um responsável legal. A Feira Saúde Mais Perto tem percorrido diversas cidades do estado, promovendo inclusão e cuidado com a saúde pública de forma gratuita e acessível.
Um projeto inovador desenvolvido por estudantes do Colégio Estadual Governador Luiz Viana Filho, em Guanambi, no sudoeste baiano, propõe uma alternativa natural para o tratamento da acne: um creme produzido com tomate-cereja, fruta rica em propriedades benéficas à pele. A iniciativa surgiu da experiência pessoal de Valéria Pereira, que costumava usar o tomate-cereja como esfoliante facial, observando melhora em casos de espinhas, cravos e oleosidade. Junto com a colega Eduarda Diamantino e sob a orientação da professora Elizangela Souza, a estudante transformou o hábito em pesquisa científica, aprofundando-se em estudos sobre os efeitos dermatológicos do fruto. O creme, desenvolvido com base no licopeno — antioxidante presente no tomate —, alia os benefícios anti-inflamatórios e antienvelhecimento à ação de hidratação proporcionada por um umectante à base de glicerina. A fórmula contribui para a prevenção de rugas, manchas e perda de viço, combatendo também os efeitos da acne com resultados já considerados promissores pela equipe. O projeto conta com o apoio da Secretaria da Educação da Bahia e já passou pela fase de análise do produto. Com isso, as estudantes demonstram não só protagonismo estudantil, mas também o potencial da ciência escolar em oferecer soluções acessíveis e eficazes para problemas de saúde pública comuns à juventude brasileira.
Os estados do Amazonas e do Pará registraram, entre janeiro e abril deste ano, dezenas de casos de mpox (antiga varíola dos macacos), segundo dados divulgados pelas secretarias estaduais de saúde. No Amazonas, 63 notificações foram registradas até o dia 30 de abril, com 33 confirmações da doença e 29 casos descartados. Apesar dos números, não há registro de óbitos relacionados ao vírus no estado. Já no Pará, foram confirmados 19 casos até o dia 23 de abril, sendo a maioria (14) na capital Belém. Os demais ocorreram em Ananindeua, Marituba e um caso considerado importado, vindo de outro estado. Em comunicados oficiais, os dois estados negam a existência de surto, mas reforçam a importância da vigilância e da pronta identificação dos casos suspeitos. As autoridades de saúde orientam que pessoas com sintomas como febre, lesões na pele ou cansaço intenso busquem atendimento em unidades básicas de saúde e sigam as recomendações de isolamento, quando necessário. As secretarias destacam ainda o papel dos profissionais de saúde na notificação correta e no cumprimento dos protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde para evitar a disseminação do vírus.
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, encaminhou um projeto de lei à Assembleia Legislativa (Alba) propondo a reestruturação do acúmulo salarial de servidores da saúde do estado. A medida, se aprovada, deverá beneficiar mais de 13 mil profissionais da ativa, aposentados e pensionistas, com um reajuste total de 13,63% até o ano de 2026. A proposta prevê que o aumento seja concedido de forma escalonada, dividido em quatro etapas: os primeiros 4% seriam pagos retroativamente a março de 2025, seguidos de mais 2,5% em junho do mesmo ano. Em 2026, os mesmos percentuais se repetiriam nos mesmos meses. Para os aposentados, a correção seguirá as regras vigentes no momento da concessão da aposentadoria. Durante o anúncio, Jerônimo ressaltou que a valorização salarial representa não apenas o reconhecimento dos profissionais, mas também um investimento na melhoria dos serviços públicos de saúde. O impacto financeiro estimado com o reajuste será significativo: mais de R$ 101 milhões ainda em 2025, saltando para cerca de R$ 246 milhões em 2026. A presidente da Alba, deputada Ivana Bastos, declarou que a proposta será analisada com celeridade. Agora, o texto aguarda tramitação no legislativo estadual. Caso aprovado, será encaminhado ao Executivo para sanção e início da aplicação das novas regras salariais.
A obstetra Anna Beatriz Herief, conhecida nas redes sociais por compartilhar conteúdos sobre maternidade e partos, foi denunciada por supostos atos de violência obstétrica após relatos chocantes virem à tona. O caso ganhou repercussão nacional no último domingo (20), após ser exibido pelo programa Fantástico, da TV Globo. Entre os relatos está o da paciente Larissa Bastos, que teve a bexiga cortada durante uma cesariana de emergência, mesmo com o útero ainda intacto. O erro foi percebido por outra equipe médica, que assumiu a cirurgia após a saída da médica influencer. Imagens gravadas do parto mostram que o bebê foi retirado por dentro da bexiga da paciente — um procedimento considerado absurdo e inédito por especialistas da área. O obstetra Ivo Costa Júnior, contratado pela família para analisar o caso, afirmou em laudo técnico que "as imagens são surreais". Segundo ele, a obstetra acreditava estar manipulando o útero. O bebê também foi afetado pelas complicações do procedimento. Em sua defesa, Anna Beatriz alegou que a incisão na bexiga foi feita de forma intencional, com o objetivo de agilizar o parto por conta da urgência fetal. Apesar disso, o Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj) optou por suspender seu registro profissional preventivamente. O caso está sendo investigado pelas autoridades médicas e jurídicas, e levanta um alerta sobre a responsabilidade e os limites éticos no exercício da medicina, principalmente quando associada à exposição digital.
A influenciadora digital e empresária Shantal Verdelho, de 32 anos, voltou ao centro das atenções nas redes sociais e na imprensa após vídeos vazados exporem humilhações e xingamentos que ela teria sofrido durante o parto da filha caçula, Domenica. O procedimento foi conduzido pelo médico Renato Kalil, que é acusado por Shantal de praticar violência obstétrica. Com 1,6 milhão de seguidores no Instagram, Shantal compartilha conteúdos sobre exercícios, alimentação, estilo de vida e, desde que se tornou mãe, também aborda temas ligados à maternidade. Ela é casada com o modelo e empresário Matheus Verdelho, com quem tem dois filhos: Felippo, de 3 anos, e Domenica, nascida em setembro de 2021. A denúncia de Shantal ganhou força após a divulgação dos vídeos, que mostram momentos do parto em que ela é supostamente destratada pelo médico. O caso reacende o debate sobre a violência obstétrica no Brasil, prática que inclui ações ou omissões que desrespeitam e traumatizam mulheres no momento do parto. Além da carreira como influenciadora, Shantal é empresária e comanda três marcas próprias: uma de moda praia (beachwear), uma de joias e outra de vinhos. Antes de empreender, ela atuou como relações públicas da marca Schutz por quase sete anos. Shantal e Matheus Verdelho se conheceram durante o UFC Brasil, em 2015, e se casaram em 2017. Verdelho é ex-marido da ex-panicat Dani Bolina e ex-namorado de Bárbara Evans, filha de Monique Evans. O caso segue repercutindo nas redes sociais e gerando discussões sobre a importância do respeito às mulheres durante o parto.