Rádio 88 FM

Adolescente de 15 anos morre após uso de cigarro eletrônico

  • Por Redação do Jornal da 88

  • 30.Mai.2025 // 15h57

  • Saúde

Adolescente de 15 anos morre após uso de cigarro eletrônico
Foto/Reprodução: Google

Uma adolescente de 15 anos morreu na quarta-feira (28), no Distrito Federal, com suspeita de ter desenvolvido uma grave lesão pulmonar associada ao uso de cigarro eletrônico, conhecida como EVALI (lesão pulmonar associada ao uso de produtos de cigarro eletrônico ou vaping). A estudante, que morava com os pais em Ceilândia, vinha apresentando sintomas respiratórios há cerca de quatro meses, como tosse persistente, e passou por diversos atendimentos médicos até a internação. Segundo médicos que acompanharam o caso, a família só soube do uso do vape durante entrevistas clínicas, já após o agravamento do quadro de saúde da jovem. O caso levanta novamente o alerta sobre os riscos à saúde provocados pelo uso desses dispositivos, sobretudo entre adolescentes. O primeiro diagnóstico foi de pneumonia comunitária, influenza A e EVALI. A adolescente chegou a perder o pulmão esquerdo e foi tratada com antibióticos, corticosteróides e fisioterapia respiratória. Apresentou uma breve melhora, mas voltou a ter febre e precisou ser transferida para unidades de saúde com maior suporte. Na terça-feira (27), foi encaminhada ao Hospital Universitário de Brasília (HUB), onde ficou sob os cuidados da equipe de pneumologia. Com a piora do quadro, surgiu a necessidade de internação em UTI, mas não havia vaga disponível no hospital. A jovem foi então transferida para o Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), mas sofreu uma parada cardíaca ainda dentro da ambulância. Apesar dos esforços da equipe médica, ela não resistiu. A Secretaria de Saúde do Distrito Federal não comentou o caso, alegando sigilo médico previsto em lei. O episódio expõe a urgência de políticas públicas voltadas à conscientização sobre os perigos dos cigarros eletrônicos, cada vez mais comuns entre os jovens e muitas vezes usados de forma clandestina ou sem o conhecimento das famílias.