A partir de janeiro de 2026, pessoas diagnosticadas com fibromialgia serão oficialmente reconhecidas como pessoas com deficiência (PcD) em todo o território nacional. A medida foi estabelecida pela Lei nº 15.176/2025, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada no Diário Oficial da União na quinta-feira (25), sem vetos. A nova legislação entrará em vigor 180 dias após a publicação. A mudança representa um marco para quem convive com a síndrome, caracterizada por dores crônicas em músculos e articulações, além de sintomas como fadiga intensa, tontura, depressão e ansiedade. Embora ainda não tenha uma causa claramente identificada, a fibromialgia está relacionada à sensibilização do sistema nervoso central, que passa a reagir de forma exagerada a estímulos dolorosos. Com a nova lei, pessoas com fibromialgia passarão a ter acesso a direitos historicamente garantidos às PcDs, como cotas em concursos públicos e isenção do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) na compra de veículos adaptados. No entanto, será necessário laudo emitido por equipe multidisciplinar, composta por médicos e psicólogos, que comprove a limitação funcional para atividades cotidianas. O reconhecimento nacional padroniza o entendimento que já vigora em algumas regiões do país, como o Distrito Federal, e fortalece a rede de apoio àqueles que convivem com a doença. O tratamento da fibromialgia está disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo acompanhamento médico e psicológico.
Diante do crescimento preocupante do uso de cigarros eletrônicos entre adolescentes, a Secretaria Municipal de Educação de Macaúbas promoveu, no dia 11 de julho, uma palestra no Centro Territorial de Educação Profissional (Cetep) com foco na prevenção e conscientização sobre os perigos dos chamados vapes. As informações são do site Achei Sudoeste. A iniciativa reuniu representantes de instituições públicas e privadas, como a 4ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), além da comunidade escolar e familiares dos estudantes. O objetivo central foi desmistificar a ideia equivocada de que os cigarros eletrônicos são inofensivos. Para o secretário de Educação, João Luís — mais conhecido como Rei —, o momento é de unir forças para enfrentar um problema que já se configura como questão de saúde pública. Durante o evento, foram abordados aspectos legais, sociais e científicos sobre o uso de vapes, com destaque para os efeitos nocivos no organismo em fase de desenvolvimento. Estudos apontam que o uso frequente pode causar lesões pulmonares, problemas respiratórios, déficit cognitivo e aumentar a vulnerabilidade ao consumo de outras drogas. A proposta da Secretaria é fortalecer uma educação preventiva, que envolva todos os setores da sociedade.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, no Diário Oficial da União do dia 18 de julho, uma série de resoluções que determinam o recolhimento e a proibição da comercialização de diversos produtos considerados irregulares no país. Entre eles estão medicamentos populares como Colágeno + Vitamina C, L-Treonato de Magnésio, Espinheira Santa e o conhecido Xarope da Vovó Isabel, também divulgado como Xarope da Vovó. A decisão foi tomada após constatações de que esses produtos são fabricados por empresas sem autorização para funcionar ou sequer têm qualquer registro junto à Anvisa. Segundo a Resolução nº 2.703, os xaropes identificados são produzidos por fabricante desconhecido e não têm comprovação legal de sua fabricação, distribuição ou propaganda, o que os torna ilegais. No caso dos demais produtos – Colágeno + Vitamina C, L-Treonato de Magnésio e Espinheira Santa – a fabricação é atribuída à empresa Grupo Nutra Nutri Ltda., que não possui autorização de funcionamento sanitária e cujos produtos também não têm qualquer registro, notificação ou cadastro na agência. Além desses casos, a Anvisa determinou o recolhimento do lote L42158 do insumo farmacêutico Dysport® (Toxina Botulínica A), 150 U. A fabricante, Beaufour Ipsen Farmacêutica Ltda., afirmou que o lote não é reconhecido como original, caracterizando falsificação. Outro item vetado foi o suplemento alimentar Curcumyn Long. De acordo com a Resolução nº 2.705, o produto não segue as normas estabelecidas para sua forma de obtenção, descumprindo requisitos técnicos da legislação vigente. Todos os produtos mencionados devem ser imediatamente retirados de circulação, e a população é orientada a não consumir nenhum deles. A Anvisa reforça que informações adicionais podem ser consultadas nos canais oficiais da agência, disponíveis em seu portal na internet.
O câncer colorretal, responsável por afetar o intestino grosso, vem se destacando como um dos tipos mais comuns e silenciosos da atualidade. Com sintomas que, em muitos casos, só se manifestam quando a doença já está avançada, o diagnóstico precoce se torna decisivo para o sucesso do tratamento. Foi esse tipo de câncer que recentemente afetou a cantora e empresária Preta Gil, reacendendo o debate sobre a importância da prevenção. Segundo o cirurgião gastrointestinal Lucas Nacif, membro do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva, o rastreamento deve começar antes dos 50 anos para pessoas com histórico familiar da doença. A triagem é realizada por meio de uma investigação clínica da rotina do paciente, além do exame físico. Os métodos mais utilizados são o teste de sangue oculto nas fezes e a colonoscopia — exame que permite a visualização do interior do intestino em busca de anomalias como pólipos, nódulos ou sinais iniciais de câncer. Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) revelam que o câncer de cólon e reto ocupa a terceira posição entre os mais frequentes no país, com aproximadamente 45 mil novos casos por ano. No Sudeste, essa estatística é ainda mais alarmante: a doença aparece como a segunda mais incidente, especialmente entre as mulheres. O câncer colorretal geralmente se origina a partir de alterações benignas que, ao longo do tempo, podem se transformar em tumores malignos. Por isso, quem tem pólipos intestinais, doenças inflamatórias crônicas como a Doença de Crohn ou histórico familiar da enfermidade precisa ficar ainda mais atento. Além da predisposição genética, fatores comportamentais e alimentares também pesam: estilo de vida sedentário, excesso de peso, consumo de bebidas alcoólicas, cigarro, alimentos ultraprocessados e uma dieta pobre em fibras aumentam o risco consideravelmente. A boa notícia é que, quando detectado no início, o câncer de intestino tem altas chances de cura. A conscientização, portanto, é a principal aliada na luta contra a doença.
Pacientes da Bahia que fazem uso terapêutico de medicamentos à base de canabidiol agora têm um novo direito assegurado: o acesso gratuito à substância por meio da rede pública de saúde. A medida foi aprovada pela Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) e publicada no Diário Oficial em 18 de junho, com prazo para entrar em vigor até 16 de setembro. De acordo com a nova legislação, unidades de saúde públicas e privadas conveniadas ao Sistema Único de Saúde (SUS) no estado deverão fornecer os medicamentos, desde que o paciente apresente prescrição médica e comprove que não possui meios financeiros para adquirir o tratamento — nem por conta própria, nem com apoio da família ou responsáveis, sem que isso comprometa o sustento familiar. O canabidiol, composto derivado da planta cannabis sativa (popularmente conhecida como maconha), é utilizado para o tratamento de diversas condições, como dores crônicas, epilepsias de difícil controle e distúrbios neurológicos, entre outros. A nova lei representa um avanço na política estadual de acesso a tratamentos alternativos e humanizados, especialmente para pessoas que enfrentam dificuldades econômicas e dependem exclusivamente do SUS para manter a qualidade de vida.
A influenciadora digital e enfermeira Larissa de Jesus dos Santos, de 27 anos, residente na Serra, região da Grande Vitória (ES), chamou a atenção nas redes sociais após relatar uma experiência inusitada: ela desenvolveu uma inflamação no olho após o contato com uma mosca de banheiro. O episódio ocorreu enquanto Larissa se preparava para tomar banho. Segundo ela, o inseto entrou diretamente em seu olho, provocando ardência imediata e, em seguida, um inchaço perceptível. Alarmada com a situação, Larissa procurou atendimento médico e recebeu o diagnóstico de quemose ocular — uma inflamação que provoca o inchaço da conjuntiva, a membrana transparente que recobre a parte branca do olho. Em vídeos publicados em suas redes sociais, Larissa descreveu que percebeu uma camada amarelada sobre o globo ocular, como se fosse uma espécie de "gordura", além do desconforto visual. O conteúdo, que mistura relato pessoal com alertas de saúde, ultrapassou 16 milhões de visualizações, gerando ampla repercussão. Felizmente, após o tratamento adequado, a inflamação regrediu em apenas dois dias, e Larissa já se recuperou totalmente. O caso inusitado também serviu como alerta para os riscos de infecções oculares causadas por insetos e reforçou a importância de procurar orientação médica ao perceber qualquer alteração nos olhos.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu na segunda-feira (14) uma nova diretriz histórica ao recomendar o uso do medicamento lenacapavir como método de prevenção ao HIV. O antirretroviral de ação prolongada, que pode ser administrado por meio de injeção semestral, representa um avanço significativo na resposta global ao vírus. Segundo a OMS, o lenacapavir oferece uma alternativa eficaz aos tradicionais comprimidos orais diários, especialmente para pessoas que enfrentam barreiras como dificuldade de adesão ao tratamento, estigmatização ou falta de acesso regular a serviços de saúde. Com apenas duas aplicações por ano, o medicamento promete facilitar a proteção contínua de populações vulneráveis. “É a segunda melhor coisa em relação a uma vacina contra o HIV”, declarou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, enfatizando que o remédio se mostrou altamente eficaz em ensaios clínicos, prevenindo quase todas as infecções entre pessoas sob risco. Ele também destacou o compromisso da organização em acelerar a chegada da inovação às comunidades mais afetadas. A recomendação da OMS surge em um contexto preocupante. Os esforços de prevenção do HIV estagnaram e, somente em 2024, foram registrados 1,3 milhão de novos casos no mundo. Ao final do ano, cerca de 40,8 milhões de pessoas viviam com o vírus, sendo 65% delas na África. Ainda segundo a organização, aproximadamente 630 mil mortes ocorreram em decorrência de complicações associadas à infecção. A aprovação do lenacapavir como estratégia de prevenção reforça o papel da ciência no enfrentamento à epidemia global de HIV/AIDS e amplia as possibilidades de proteção para populações historicamente mais expostas ao vírus.
Uma clínica de estética situada em Vitória da Conquista foi definitivamente interditada na última quinta-feira (10), após uma série de denúncias e irregularidades confirmadas durante fiscalizações realizadas por órgãos de controle sanitário e de defesa do consumidor. A medida foi determinada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), após o descumprimento de exigências legais. A investigação, que contou com a participação da Vigilância Sanitária e do PROCON, revelou um cenário preocupante: o local operava sem alvará sanitário, utilizava produtos com validade vencida e outros sem registro junto à Anvisa. Apesar de ter recebido um prazo de 90 dias para se adequar, a clínica ignorou as determinações e continuou em atividade. Além das irregularidades administrativas, a Polícia Civil concluiu um inquérito que revelou consequências graves para ao menos duas mulheres que passaram por procedimentos estéticos na clínica. Uma delas sofreu lesões permanentes, ficando com deformidades visíveis, o que agravou ainda mais a situação do estabelecimento. Diante do risco à saúde pública e da reincidência nos descumprimentos, a interdição definitiva foi executada, e os responsáveis podem responder judicialmente por danos à integridade física das vítimas e por exercício ilegal de atividade.
Um caso inusitado e grave foi registrado na revista médica American Journal of Case Reports: uma mulher de 45 anos sofreu uma ruptura na aorta enquanto mantinha relações sexuais com o marido. O episódio ocorreu durante o orgasmo, quando ela sentiu um estalo no peito, seguido de dor intensa irradiando para as costas. Ao dar entrada na emergência, a paciente relatou que estava com as pernas dobradas sobre o peito durante o ato sexual. Exames de imagem revelaram a presença de um hematoma intramural na aorta — uma condição potencialmente fatal, classificada como Síndrome Aórtica Aguda (SAA). De acordo com os médicos responsáveis pelo atendimento, a mulher possuía fatores de risco importantes: era hipertensa e estava há um ano sem tratamento adequado, além de ser fumante há quase duas décadas. Essas condições podem fragilizar a parede da aorta, aumentando a vulnerabilidade diante de esforços físicos intensos, como ocorre durante a atividade sexual. A SAA é caracterizada por lesões graves na parede da maior artéria do corpo e apresenta alta taxa de mortalidade, que cresce com o passar das horas sem tratamento — podendo atingir até 1% de risco por hora. Em muitos casos, o diagnóstico só ocorre após a morte do paciente. Apesar da gravidade, a paciente foi rapidamente medicada e passou por cirurgia cardíaca especializada. Ela se recuperou bem e recebeu alta hospitalar três dias após o procedimento. Embora raro, o caso acende um alerta para pessoas com doenças cardiovasculares não tratadas: até mesmo atividades rotineiras, como o sexo, podem desencadear complicações graves se a saúde do coração estiver comprometida.
Pacientes diagnosticadas com endometriose passam a contar com duas novas alternativas terapêuticas na rede pública de saúde. O Sistema Único de Saúde (SUS) incorporou recentemente o uso do dispositivo intrauterino com liberação de levonorgestrel (DIU-LNG) e do anticoncepcional hormonal desogestrel como opções de tratamento para a doença, que afeta milhões de mulheres no Brasil. A decisão segue recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e tem como objetivo ampliar o acesso a cuidados mais eficazes e personalizados. Segundo o Ministério da Saúde, o DIU-LNG é indicado principalmente para mulheres com contraindicação ao uso de anticoncepcionais orais combinados, oferecendo benefícios a longo prazo, já que sua substituição só é necessária a cada cinco anos. Já o desogestrel, que também atua bloqueando a ação hormonal que favorece o avanço da endometriose, poderá ser prescrito já nas primeiras etapas da avaliação clínica, mesmo antes da confirmação do diagnóstico por exames. Essa abordagem visa garantir o início precoce do tratamento e o alívio dos sintomas. Apesar da incorporação ao SUS, o início da distribuição dos métodos depende de etapas técnicas, como a atualização do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da Endometriose. A inclusão das novas opções representa um avanço significativo na oferta de terapias que podem melhorar a qualidade de vida das mulheres que convivem com a doença.
Dados divulgados pelo Ministério da Saúde revelam que a Bahia conseguiu reduzir significativamente o número de óbitos por hepatites virais na última década. A maior queda foi registrada nos casos de hepatite C, com uma redução de 58,7% nas mortes — passando de 75 para 31 registros entre 2014 e 2024. Já em relação à hepatite B, o estado apresentou uma diminuição mais modesta, de 6,7%, o que reforça a necessidade de ampliar as ações de testagem e adesão ao tratamento. Em nível nacional, os números também apontam avanços no combate às hepatites virais. As mortes por hepatite B caíram 50% no período, com um índice de mortalidade estimado em 0,1 óbito para cada 100 mil habitantes. Já a hepatite C teve uma redução de 60%, com coeficiente de 0,4 por 100 mil. Entre crianças menores de 10 anos, o número de casos de hepatite A praticamente desapareceu: a redução foi de 99,9%. A transmissão vertical da hepatite B — de mãe para filho — também apresentou recuo expressivo, com queda de 55% na detecção em gestantes e 38% nos registros em crianças de até cinco anos. Apesar dos avanços, os números de novos casos ainda chamam atenção. Em 2023, o Brasil contabilizou 11.166 infecções por hepatite B e 19.343 por hepatite C. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reforçou a importância do diagnóstico precoce como ferramenta essencial para o controle da doença.
O chef e apresentador Edu Guedes compartilhou com o público um momento delicado de sua vida ao revelar que foi submetido a uma cirurgia de grande porte para a retirada de um tumor no pâncreas. O procedimento, conhecido como pancreatectomia corpo-caudal com esplenectomia, foi realizado após a detecção precoce de um nódulo localizado na cauda do órgão. Em vídeo publicado nas redes sociais, Edu tranquilizou seus seguidores e disse estar se recuperando bem. A operação durou cerca de seis horas. De acordo com especialistas, esse tipo de intervenção costuma ser indicado quando o tumor se encontra nas regiões chamadas corpo e cauda do pâncreas. Por estar próximo ao baço, o órgão também é removido durante o procedimento, devido à conexão linfática entre eles, o que poderia favorecer a disseminação de células tumorais. O cirurgião Rodrigo Surjan, do Hospital Nove de Julho, explica que, embora tecnicamente menos complexa do que a retirada da cabeça do pâncreas — uma cirurgia que pode durar até 10 horas —, a pancreatectomia corpo-caudal ainda exige atenção redobrada no pós-operatório. Entre os cuidados estão a aplicação de vacinas e a prevenção de infecções, já que o baço é uma peça importante no sistema imunológico. O câncer de pâncreas, apesar de relativamente raro, é um dos mais letais. O oncologista Stephen Stefani destaca que isso se deve, em grande parte, ao fato de que os sintomas costumam surgir apenas quando a doença já está avançada. Dor abdominal persistente, perda de peso sem explicação, fraqueza e pele amarelada são sinais de alerta que não devem ser ignorados. A detecção precoce foi essencial para o bom prognóstico de Edu Guedes, que agora segue em recuperação e agradece o carinho do público. Sua experiência reforça a importância de exames de rotina e atenção aos sinais do corpo.
O Instituto Butantan prevê que sua vacina contra a dengue, conhecida como Butantan-DV, comece a ser oferecida à população brasileira já no início de 2026. O imunizante, que está em análise pela Anvisa desde o fim de 2024, foi desenvolvido com tecnologia nacional e demonstrou alta eficácia nos estudos clínicos realizados em diversas regiões do Brasil. De acordo com o Butantan, a vacina é tetravalente, ou seja, oferece proteção contra os quatro sorotipos do vírus da dengue. Um dos grandes diferenciais é que será aplicada em dose única, facilitando a logística de campanhas de vacinação em larga escala. Os estudos clínicos apontaram eficácia geral de cerca de 80% na prevenção da dengue e redução de 90% nas hospitalizações. Contra os sorotipos DENV-1 e DENV-2, a eficácia ficou em 89% e 70%, respectivamente. Embora o estudo clínico não tenha registrado infecções suficientes para avaliar diretamente os sorotipos 3 e 4, especialistas do Butantan garantem que há dados que indicam proteção também contra esses tipos.
O governo federal estima que cerca de 60 milhões de doses sejam produzidas em 2026, com a capacidade de expansão para até 100 milhões de doses ao ano nos próximos ciclos. Em 2025, a produção inicial deve chegar a 1 milhão de doses, em caráter preparatório.Após aprovação da Anvisa, a vacina ainda precisará passar por avaliação da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS) para ser incluída no calendário nacional de vacinação. A expectativa é que esteja disponível gratuitamente pelo SUS. A chegada da vacina ocorre em um momento crucial: o Brasil enfrentou em 2024 e 2025 surtos severos de dengue, com recordes de casos e óbitos. A nova vacina deve se somar à Qdenga, já aprovada no Brasil, ampliando a cobertura vacinal e contribuindo para a redução do impacto da doença em todo o país.
Anvisa pretende evitar uso sem prescrição médica e garantir medicamento para tratar obesidade e diabetes tipo 2,
A partir de hoje, farmácias e drogarias de todo o país passam a ser obrigadas a reter a receita médica na venda das chamadas canetas emagrecedoras, como Ozempic, Saxenda e Wegovy, medicamentos usados em tratamento contra obesidade e diabetes.
A nova exigência da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) tem como objetivo conter o uso indiscriminado desses remédios. Apesar de serem considerados medicamentos de tarja vermelha, o consumidor conseguia comprá-los sem prescrição médica. Com a nova regra, os farmacêuticos ficarão com o documento no ato da compra, visando um controle maior na comercialização dos produtos. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União em abril, mas só passa a valer oficialmente a partir desta segunda. Por unanimidade, a agência entendeu que a retenção é necessária para aumentar o controle do uso desses medicamentos e proteger a saúde coletiva do “consumo irracional” dos emagrecedores.
A decisão vale para todos os medicamentos à base de semaglutida e liraglutida, substâncias que passaram a ser consumidas em larga escala por pessoas interessadas em emagrecer, mesmo sem diagnóstico de obesidade ou diabetes. Nos últimos anos, o uso dessas canetas injetáveis se espalhou pelas redes sociais, impulsionado por celebridades, influenciadores e vídeos que prometem resultados rápidos. Com isso, aumentou a preocupação de especialistas sobre o uso sem acompanhamento médico, já que os medicamentos podem causar efeitos adversos e não são indicados para todos os perfis.
Entre os possíveis efeitos colaterais, estão náuseas, vômitos, dor abdominal, além de riscos mais graves, como pancreatite. A própria bula dos produtos alerta que o uso deve ser feito com prescrição e orientação médica, dentro de um plano de tratamento. Além da retenção da receita, a nova regra também estabelece que os produtos passem a ser vendidos sob controle especial, com tarja preta ou vermelha, como já acontece com antibióticos e outros medicamentos sujeitos a regras mais rígidas.
56% de brasileiros utilizam Ozempic para perda de peso
Pesquisa do Instituto Datafolha realizada com 812 entrevistados em fevereiro de 2025 mostrou que 45% dos usuários de remédios como Ozempic já compraram esses medicamentos sem prescrição médica. Do percentual, 73% revelaram que não tiveram orientação médica, enquanto 25% passaram por algum profissional. O levantamento também mostrou que 56% dos entrevistados utilizam o medicamento para perda de peso, sendo que desse percentual, 37% possuem IMC (Índice de Massa Corporal) considerado normal.
O cardiologista Dr. Antônio Tanajura, da Clínica Médica Santa Helena, em Livramento de Nossa Senhora, participou do 45º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP), realizado nos dias 19, 20 e 21 de junho. O evento é considerado um dos mais importantes da área cardiovascular no país, reunindo especialistas e pesquisadores de diversas regiões para discutir avanços, tratamentos, diagnósticos e inovações na cardiologia. A presença do Dr. Antônio Tanajura no congresso reforça a importância da atualização médica contínua, essencial para garantir um atendimento cada vez mais qualificado e seguro à população. Profissionais que se dedicam à formação permanente contribuem diretamente para uma medicina mais moderna e eficiente. A Clínica Médica Santa Helena destaca a relevância da participação do especialista e reafirma seu compromisso com a saúde e o bem-estar dos pacientes de Livramento e região.