
Operador 88
Dados divulgados pelo Ministério da Saúde revelam que a Bahia conseguiu reduzir significativamente o número de óbitos por hepatites virais na última década. A maior queda foi registrada nos casos de hepatite C, com uma redução de 58,7% nas mortes — passando de 75 para 31 registros entre 2014 e 2024. Já em relação à hepatite B, o estado apresentou uma diminuição mais modesta, de 6,7%, o que reforça a necessidade de ampliar as ações de testagem e adesão ao tratamento. Em nível nacional, os números também apontam avanços no combate às hepatites virais. As mortes por hepatite B caíram 50% no período, com um índice de mortalidade estimado em 0,1 óbito para cada 100 mil habitantes. Já a hepatite C teve uma redução de 60%, com coeficiente de 0,4 por 100 mil. Entre crianças menores de 10 anos, o número de casos de hepatite A praticamente desapareceu: a redução foi de 99,9%. A transmissão vertical da hepatite B — de mãe para filho — também apresentou recuo expressivo, com queda de 55% na detecção em gestantes e 38% nos registros em crianças de até cinco anos. Apesar dos avanços, os números de novos casos ainda chamam atenção. Em 2023, o Brasil contabilizou 11.166 infecções por hepatite B e 19.343 por hepatite C. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reforçou a importância do diagnóstico precoce como ferramenta essencial para o controle da doença.
O chef e apresentador Edu Guedes compartilhou com o público um momento delicado de sua vida ao revelar que foi submetido a uma cirurgia de grande porte para a retirada de um tumor no pâncreas. O procedimento, conhecido como pancreatectomia corpo-caudal com esplenectomia, foi realizado após a detecção precoce de um nódulo localizado na cauda do órgão. Em vídeo publicado nas redes sociais, Edu tranquilizou seus seguidores e disse estar se recuperando bem. A operação durou cerca de seis horas. De acordo com especialistas, esse tipo de intervenção costuma ser indicado quando o tumor se encontra nas regiões chamadas corpo e cauda do pâncreas. Por estar próximo ao baço, o órgão também é removido durante o procedimento, devido à conexão linfática entre eles, o que poderia favorecer a disseminação de células tumorais. O cirurgião Rodrigo Surjan, do Hospital Nove de Julho, explica que, embora tecnicamente menos complexa do que a retirada da cabeça do pâncreas — uma cirurgia que pode durar até 10 horas —, a pancreatectomia corpo-caudal ainda exige atenção redobrada no pós-operatório. Entre os cuidados estão a aplicação de vacinas e a prevenção de infecções, já que o baço é uma peça importante no sistema imunológico. O câncer de pâncreas, apesar de relativamente raro, é um dos mais letais. O oncologista Stephen Stefani destaca que isso se deve, em grande parte, ao fato de que os sintomas costumam surgir apenas quando a doença já está avançada. Dor abdominal persistente, perda de peso sem explicação, fraqueza e pele amarelada são sinais de alerta que não devem ser ignorados. A detecção precoce foi essencial para o bom prognóstico de Edu Guedes, que agora segue em recuperação e agradece o carinho do público. Sua experiência reforça a importância de exames de rotina e atenção aos sinais do corpo.
O Instituto Butantan prevê que sua vacina contra a dengue, conhecida como Butantan-DV, comece a ser oferecida à população brasileira já no início de 2026. O imunizante, que está em análise pela Anvisa desde o fim de 2024, foi desenvolvido com tecnologia nacional e demonstrou alta eficácia nos estudos clínicos realizados em diversas regiões do Brasil. De acordo com o Butantan, a vacina é tetravalente, ou seja, oferece proteção contra os quatro sorotipos do vírus da dengue. Um dos grandes diferenciais é que será aplicada em dose única, facilitando a logística de campanhas de vacinação em larga escala. Os estudos clínicos apontaram eficácia geral de cerca de 80% na prevenção da dengue e redução de 90% nas hospitalizações. Contra os sorotipos DENV-1 e DENV-2, a eficácia ficou em 89% e 70%, respectivamente. Embora o estudo clínico não tenha registrado infecções suficientes para avaliar diretamente os sorotipos 3 e 4, especialistas do Butantan garantem que há dados que indicam proteção também contra esses tipos.
O governo federal estima que cerca de 60 milhões de doses sejam produzidas em 2026, com a capacidade de expansão para até 100 milhões de doses ao ano nos próximos ciclos. Em 2025, a produção inicial deve chegar a 1 milhão de doses, em caráter preparatório.Após aprovação da Anvisa, a vacina ainda precisará passar por avaliação da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS) para ser incluída no calendário nacional de vacinação. A expectativa é que esteja disponível gratuitamente pelo SUS. A chegada da vacina ocorre em um momento crucial: o Brasil enfrentou em 2024 e 2025 surtos severos de dengue, com recordes de casos e óbitos. A nova vacina deve se somar à Qdenga, já aprovada no Brasil, ampliando a cobertura vacinal e contribuindo para a redução do impacto da doença em todo o país.
Anvisa pretende evitar uso sem prescrição médica e garantir medicamento para tratar obesidade e diabetes tipo 2,
A partir de hoje, farmácias e drogarias de todo o país passam a ser obrigadas a reter a receita médica na venda das chamadas canetas emagrecedoras, como Ozempic, Saxenda e Wegovy, medicamentos usados em tratamento contra obesidade e diabetes.
A nova exigência da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) tem como objetivo conter o uso indiscriminado desses remédios. Apesar de serem considerados medicamentos de tarja vermelha, o consumidor conseguia comprá-los sem prescrição médica. Com a nova regra, os farmacêuticos ficarão com o documento no ato da compra, visando um controle maior na comercialização dos produtos. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União em abril, mas só passa a valer oficialmente a partir desta segunda. Por unanimidade, a agência entendeu que a retenção é necessária para aumentar o controle do uso desses medicamentos e proteger a saúde coletiva do “consumo irracional” dos emagrecedores.
A decisão vale para todos os medicamentos à base de semaglutida e liraglutida, substâncias que passaram a ser consumidas em larga escala por pessoas interessadas em emagrecer, mesmo sem diagnóstico de obesidade ou diabetes. Nos últimos anos, o uso dessas canetas injetáveis se espalhou pelas redes sociais, impulsionado por celebridades, influenciadores e vídeos que prometem resultados rápidos. Com isso, aumentou a preocupação de especialistas sobre o uso sem acompanhamento médico, já que os medicamentos podem causar efeitos adversos e não são indicados para todos os perfis.
Entre os possíveis efeitos colaterais, estão náuseas, vômitos, dor abdominal, além de riscos mais graves, como pancreatite. A própria bula dos produtos alerta que o uso deve ser feito com prescrição e orientação médica, dentro de um plano de tratamento. Além da retenção da receita, a nova regra também estabelece que os produtos passem a ser vendidos sob controle especial, com tarja preta ou vermelha, como já acontece com antibióticos e outros medicamentos sujeitos a regras mais rígidas.
56% de brasileiros utilizam Ozempic para perda de peso
Pesquisa do Instituto Datafolha realizada com 812 entrevistados em fevereiro de 2025 mostrou que 45% dos usuários de remédios como Ozempic já compraram esses medicamentos sem prescrição médica. Do percentual, 73% revelaram que não tiveram orientação médica, enquanto 25% passaram por algum profissional. O levantamento também mostrou que 56% dos entrevistados utilizam o medicamento para perda de peso, sendo que desse percentual, 37% possuem IMC (Índice de Massa Corporal) considerado normal.
O cardiologista Dr. Antônio Tanajura, da Clínica Médica Santa Helena, em Livramento de Nossa Senhora, participou do 45º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP), realizado nos dias 19, 20 e 21 de junho. O evento é considerado um dos mais importantes da área cardiovascular no país, reunindo especialistas e pesquisadores de diversas regiões para discutir avanços, tratamentos, diagnósticos e inovações na cardiologia. A presença do Dr. Antônio Tanajura no congresso reforça a importância da atualização médica contínua, essencial para garantir um atendimento cada vez mais qualificado e seguro à população. Profissionais que se dedicam à formação permanente contribuem diretamente para uma medicina mais moderna e eficiente. A Clínica Médica Santa Helena destaca a relevância da participação do especialista e reafirma seu compromisso com a saúde e o bem-estar dos pacientes de Livramento e região.
O ator e empresário Rafael Zulu viveu um momento de grande susto em fevereiro, quando precisou ser internado por quatro dias após consumir cerca de 2,5 litros de energético combinados com gin em apenas um dia. O próprio Zulu relatou o episódio em suas redes sociais, transformando a experiência em um alerta sobre os perigos do consumo excessivo dessas bebidas, especialmente quando associadas ao álcool. Em entrevista o ator revelou que os exames realizados no hospital diagnosticaram fibrilação atrial — uma arritmia que faz o coração bater de forma descompassada.
Os médicos explicaram que a condição pode provocar complicações graves, como trombose e acidente vascular cerebral (AVC). Felizmente, os exames não apontaram sequelas no caso de Zulu, que agora reforça o alerta sobre o tema. O episódio ganhou ainda mais relevância diante do crescente consumo de energéticos no país. De acordo com estudos recentes, cerca de 22% dos brasileiros — sobretudo jovens com até 29 anos das classes C, D e E — ingerem esse tipo de bebida fora de casa, muitas vezes em combinação com álcool. Médicos e especialistas chamam atenção para os riscos da mistura, já que a alta concentração de cafeína pode levar a palpitações, elevação da pressão arterial e alterações no funcionamento do sistema nervoso central.
A Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) promulgou, no dia 15 de abril, a Lei nº 14.886/2025, criando oficialmente o Programa Estadual de Cuidados para Pessoas com Fibromialgia (PCPF). Publicada no Diário Oficial do Legislativo no dia 16, a nova legislação tem como objetivo garantir atenção especial aos baianos que convivem com a doença crônica caracterizada por dores intensas e persistentes. De autoria da deputada estadual Maria del Carmen (PT), a lei é fruto do Projeto de Lei nº 23.996/2020, que tramitou por anos na Casa. O programa busca ampliar o acesso ao diagnóstico e tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS), além de promover ações educativas, campanhas de conscientização e incentivo à pesquisa científica sobre a fibromialgia no estado. Entre as diretrizes do PCPF estão o respeito à autonomia dos pacientes, priorização do diagnóstico precoce, atendimento multiprofissional, acesso a medicamentos e integração com as redes de saúde existentes. A nova legislação também prevê a capacitação de profissionais, familiares e da rede de apoio dos pacientes, por meio de programas de Educação Permanente. A lei permite, ainda, que o governo do estado firme convênios com entidades privadas, preferencialmente sem fins lucrativos, e estabeleça parcerias com prefeituras e organizações da sociedade civil para a implementação do programa. Ao justificar a proposta, Maria del Carmen destacou a urgência de políticas públicas voltadas às pessoas com fibromialgia, que enfrentam grandes desafios na vida cotidiana. A parlamentar citou especialistas como o médico Dráuzio Varella, que descreve a condição como uma falha no sistema nervoso central que afeta a percepção da dor, e a fisiatra Lin Tchia Yeng, que defende uma abordagem multidisciplinar para o tratamento. A deputada também chamou atenção para a ausência da fibromialgia nos decretos federais que definem os critérios de deficiência, o que tem impedido muitos pacientes de acessarem benefícios e direitos previstos em lei. Segundo ela, a nova legislação representa um passo importante para dar visibilidade à causa e garantir mais dignidade a quem convive com a doença.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou, no sábado (07), um novo caso de gripe aviária de alta patogenicidade em território brasileiro. Desta vez, o foco foi identificado em uma criação doméstica de aves de subsistência no município de Campinápolis, no estado do Mato Grosso. Após a confirmação laboratorial da presença do vírus, equipes do Serviço Veterinário Oficial isolaram a propriedade e iniciaram imediatamente os protocolos de controle sanitário. A área afetada agora passa por um rigoroso processo de erradicação e vigilância, que se estende por um raio de 10 quilômetros ao redor do local onde o foco foi detectado. Este é o quarto registro de gripe aviária em aves de subsistência no Brasil. De acordo com o Mapa, não há estabelecimentos avícolas comerciais no perímetro atingido, o que reduz o risco de propagação em larga escala no setor produtivo. As autoridades reforçam que, embora a gripe aviária não represente risco imediato ao consumo de carne ou ovos, é essencial manter a vigilância ativa, principalmente em pequenas criações e entre criadores independentes. A população também é orientada a comunicar qualquer suspeita de mortalidade anormal de aves aos órgãos competentes.
A Bahia já contabiliza mais de 21 mil casos prováveis de dengue apenas nos primeiros meses de 2025, segundo informações do Ministério da Saúde. Ao todo, dez mortes foram confirmadas em decorrência da doença, acendendo um sinal de alerta para gestores e moradores em todo o estado. Diante da situação, o Ministério da Saúde tem reforçado as medidas de combate ao Aedes aegypti em 12 municípios baianos com maior índice de transmissão ou crescimento acelerado de casos. Desde a ativação do Centro de Operações de Emergências para Dengue e outras arboviroses, o trabalho de prevenção e assistência tem sido ampliado, com ações integradas entre governo federal, estados e municípios. O secretário adjunto da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente, Fabiano Geraldo Pimenta Júnior, destacou a importância de manter a mobilização mesmo nos períodos de menor incidência. Além da eliminação dos focos do mosquito, a orientação é clara: procurar ajuda médica ao surgirem os primeiros sintomas, como febre alta, dores no corpo, náuseas e manchas vermelhas na pele. O diagnóstico precoce pode evitar complicações graves e salvar vidas. A campanha nacional contra a dengue segue ativa e tem como objetivo principal conscientizar a população sobre os cuidados contínuos com o ambiente doméstico e o papel crucial da vigilância comunitária na contenção da doença.
Um caso de meningite meningocócica foi registrado em Guanambi, no sudoeste baiano, e envolve um aluno da rede de ensino particular do município. A Secretaria Municipal de Saúde confirmou a ocorrência na terça-feira (03) e informou que o estudante está hospitalizado em Salvador, recebendo cuidados especializados. Logo após a confirmação, equipes da Vigilância Epidemiológica entraram em ação para aplicar o protocolo de resposta rápida recomendado em casos como esse. Os esforços concentram-se na identificação e no acompanhamento das pessoas que tiveram contato próximo com o paciente — entre elas, colegas de sala, professores e amigos mais próximos — que poderão ser submetidos a tratamento preventivo com antibióticos. Além disso, a secretaria reforçou medidas sanitárias na instituição de ensino, incluindo higienização intensificada, melhoria da ventilação nas salas de aula e revisão da caderneta de vacinação de alunos e funcionários. A comunidade escolar também está sendo orientada sobre a doença e os cuidados necessários para prevenir novos casos. A meningite meningocócica é uma infecção bacteriana considerada grave e de rápida progressão. É transmitida principalmente por secreções das vias respiratórias, como gotículas eliminadas ao falar, tossir ou beijar. Os sintomas mais comuns incluem febre alta repentina, dor de cabeça intensa, rigidez no pescoço, vômitos frequentes, confusão mental e aparecimento de manchas avermelhadas ou arroxeadas na pele. A detecção precoce e o tratamento imediato são essenciais para evitar complicações e salvar vidas.
Uma adolescente de 15 anos morreu na quarta-feira (28), no Distrito Federal, com suspeita de ter desenvolvido uma grave lesão pulmonar associada ao uso de cigarro eletrônico, conhecida como EVALI (lesão pulmonar associada ao uso de produtos de cigarro eletrônico ou vaping). A estudante, que morava com os pais em Ceilândia, vinha apresentando sintomas respiratórios há cerca de quatro meses, como tosse persistente, e passou por diversos atendimentos médicos até a internação. Segundo médicos que acompanharam o caso, a família só soube do uso do vape durante entrevistas clínicas, já após o agravamento do quadro de saúde da jovem. O caso levanta novamente o alerta sobre os riscos à saúde provocados pelo uso desses dispositivos, sobretudo entre adolescentes. O primeiro diagnóstico foi de pneumonia comunitária, influenza A e EVALI. A adolescente chegou a perder o pulmão esquerdo e foi tratada com antibióticos, corticosteróides e fisioterapia respiratória. Apresentou uma breve melhora, mas voltou a ter febre e precisou ser transferida para unidades de saúde com maior suporte. Na terça-feira (27), foi encaminhada ao Hospital Universitário de Brasília (HUB), onde ficou sob os cuidados da equipe de pneumologia. Com a piora do quadro, surgiu a necessidade de internação em UTI, mas não havia vaga disponível no hospital. A jovem foi então transferida para o Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), mas sofreu uma parada cardíaca ainda dentro da ambulância. Apesar dos esforços da equipe médica, ela não resistiu. A Secretaria de Saúde do Distrito Federal não comentou o caso, alegando sigilo médico previsto em lei. O episódio expõe a urgência de políticas públicas voltadas à conscientização sobre os perigos dos cigarros eletrônicos, cada vez mais comuns entre os jovens e muitas vezes usados de forma clandestina ou sem o conhecimento das famílias.
O boletim Info Gripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado na quinta-feira (29), acendeu um sinal de alerta em todo o país. Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) provocados pela influenza A estão em níveis que variam de moderados a muito altos entre jovens, adultos e, principalmente, idosos e crianças com até dois anos de idade. A situação preocupa devido à alta taxa de mortalidade observada nesses dois últimos grupos. Nas últimas quatro semanas, 72,5% dos óbitos por SRAG foram atribuídos à influenza A, número muito superior ao de outras infecções virais respiratórias, como a influenza B (1,4%), o Vírus Sincicial Respiratório – VSR (12,6%), o rinovírus (9,7%) e o Sars-CoV-2 (5,9%). Embora o VSR ainda seja responsável por boa parte das hospitalizações de crianças pequenas, os dados apontam um início de queda nos casos desse vírus em estados como São Paulo, Rio Grande do Norte e Distrito Federal. Por outro lado, a influenza A, embora estabilizada em regiões como Mato Grosso do Sul e Pará, ainda mantém um patamar alto de incidência. O aumento dos casos de SRAG entre crianças de até quatro anos tem como principais causas o VSR, rinovírus e a própria influenza A. Já entre adolescentes, adultos e idosos, a influenza A se destaca como o principal agente responsável pelos casos mais graves. Diante do atual cenário, a pesquisadora do InfoGripe, Tatiana Portella, reforça a importância da vacinação, especialmente entre os grupos mais vulneráveis. Autoridades de saúde seguem recomendando que a população observe os sintomas respiratórios com atenção e que todos os integrantes dos grupos prioritários — como crianças, idosos, gestantes, pessoas com comorbidades e profissionais de saúde — se vacinem o quanto antes para reduzir os riscos de agravamento e mortes.
Um acidente aparentemente simples mudou drasticamente a vida de Joseph Bressan, hoje com 10 anos, morador de Pato Branco, no sudoeste do Paraná. Em 2023, aos 8 anos, Joseph sofreu uma queda durante uma brincadeira de skate na calçada de casa. O que parecia apenas um ferimento superficial no joelho evoluiu para uma infecção generalizada que levou à amputação das duas pernas. Dois dias após a queda, Joseph apresentou febre, confusão mental e sinais de agravamento clínico. Ele foi levado às pressas à UTI do Hospital Policlínica, em estado gravíssimo e com apenas 20% de chance de sobrevivência. O diagnóstico apontou uma infecção por Streptococcus do grupo A, uma bactéria que pode ser transmitida por gotículas respiratórias, contato com feridas contaminadas ou proximidade com pessoas infectadas. Segundo o cirurgião vascular André Ampessan Melani, responsável pela cirurgia, o caso foi agravado pelo fato de Joseph não ter mais o baço, retirado seis anos antes, o que comprometeu sua imunidade. Durante o tratamento, a equipe médica precisou administrar medicamentos para elevar a pressão arterial, o que causou vasoconstrição e, consequentemente, necrose em diversas partes do corpo — afetando pernas, braços, nariz, orelhas e boca. Apesar do trauma, Joseph se tornou símbolo de força e superação. Com a ajuda da mãe, Elisa Bressan, ele compartilha sua rotina com próteses em um perfil nas redes sociais que já reúne mais de 35 mil seguidores. Os vídeos mostram não apenas os desafios diários, mas também momentos de alegria, aprendizado e inspiração para outras famílias. A história do menino tem emocionado pessoas em todo o Brasil, reforçando a importância da atenção aos sinais do corpo, mesmo após ferimentos considerados leves, e mostrando que, mesmo diante das maiores adversidades, é possível encontrar novos caminhos.
Nos últimos dez anos, mais de 170 mil pessoas foram internadas no Sistema Único de Saúde (SUS) devido a doenças inflamatórias intestinais, segundo um levantamento recente da Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP). O estudo, baseado em dados do Ministério da Saúde, revela um crescimento alarmante de 61% nas hospitalizações entre 2015 e 2024 — passando de 14.782 para 23.825 casos no período. As principais condições associadas a esse grupo de doenças são a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa. Ambas são enfermidades crônicas que afetam o trato gastrointestinal e, até o momento, não têm cura definitiva. A coloproctologista Ana Sarah Portilho, diretora de comunicação da SBCP, destaca que o aumento nas internações se deve não apenas à gravidade dos casos, mas também à elevação no número de novos diagnósticos. Ela também aponta que os casos são mais frequentes em áreas urbanas e industrializadas, principalmente nas capitais. Em meio a esse cenário, a SBCP promove ao longo de maio a campanha Maio Roxo, voltada para a conscientização sobre as doenças inflamatórias intestinais. O ponto alto da mobilização é o dia 19, reconhecido mundialmente como o Dia das Doenças Inflamatórias Intestinais. A iniciativa busca ampliar o conhecimento da população sobre os sintomas, promover o diagnóstico precoce e reforçar a importância do acompanhamento médico contínuo.
O ex-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, de 82 anos, foi diagnosticado com um câncer de próstata com metástase nos ossos, conforme divulgado por seu gabinete nesta semana. A doença, em estágio avançado, é considerada agressiva e recebeu escore 9 na escala de Gleason — usada para classificar o grau de gravidade e agressividade do câncer de próstata. A metástase óssea ocorre quando células cancerígenas se desprendem do tumor primário — neste caso, na próstata —, entram na corrente sanguínea e se instalam em estruturas ósseas do corpo. Essa condição é comum em pacientes com câncer de próstata ou de mama e pode causar dores intensas, dificuldade de locomoção e fraturas, comprometendo significativamente a qualidade de vida. A próstata é uma glândula do sistema reprodutor masculino localizada abaixo da bexiga e é responsável por produzir parte do fluido seminal. O câncer na região é o segundo mais comum entre os homens no mundo, ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma. Cerca de 75% dos casos ocorrem em homens com mais de 65 anos. O gabinete do ex-presidente ainda não informou detalhes sobre o plano de tratamento, mas afirmou que Biden segue sob cuidados médicos. A notícia reacende o alerta para a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento regular da saúde da próstata, especialmente em homens acima dos 50 anos.