
Operador 88
A influenciadora digital e enfermeira Larissa de Jesus dos Santos, de 27 anos, residente na Serra, região da Grande Vitória (ES), chamou a atenção nas redes sociais após relatar uma experiência inusitada: ela desenvolveu uma inflamação no olho após o contato com uma mosca de banheiro. O episódio ocorreu enquanto Larissa se preparava para tomar banho. Segundo ela, o inseto entrou diretamente em seu olho, provocando ardência imediata e, em seguida, um inchaço perceptível. Alarmada com a situação, Larissa procurou atendimento médico e recebeu o diagnóstico de quemose ocular — uma inflamação que provoca o inchaço da conjuntiva, a membrana transparente que recobre a parte branca do olho. Em vídeos publicados em suas redes sociais, Larissa descreveu que percebeu uma camada amarelada sobre o globo ocular, como se fosse uma espécie de "gordura", além do desconforto visual. O conteúdo, que mistura relato pessoal com alertas de saúde, ultrapassou 16 milhões de visualizações, gerando ampla repercussão. Felizmente, após o tratamento adequado, a inflamação regrediu em apenas dois dias, e Larissa já se recuperou totalmente. O caso inusitado também serviu como alerta para os riscos de infecções oculares causadas por insetos e reforçou a importância de procurar orientação médica ao perceber qualquer alteração nos olhos.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu na segunda-feira (14) uma nova diretriz histórica ao recomendar o uso do medicamento lenacapavir como método de prevenção ao HIV. O antirretroviral de ação prolongada, que pode ser administrado por meio de injeção semestral, representa um avanço significativo na resposta global ao vírus. Segundo a OMS, o lenacapavir oferece uma alternativa eficaz aos tradicionais comprimidos orais diários, especialmente para pessoas que enfrentam barreiras como dificuldade de adesão ao tratamento, estigmatização ou falta de acesso regular a serviços de saúde. Com apenas duas aplicações por ano, o medicamento promete facilitar a proteção contínua de populações vulneráveis. “É a segunda melhor coisa em relação a uma vacina contra o HIV”, declarou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, enfatizando que o remédio se mostrou altamente eficaz em ensaios clínicos, prevenindo quase todas as infecções entre pessoas sob risco. Ele também destacou o compromisso da organização em acelerar a chegada da inovação às comunidades mais afetadas. A recomendação da OMS surge em um contexto preocupante. Os esforços de prevenção do HIV estagnaram e, somente em 2024, foram registrados 1,3 milhão de novos casos no mundo. Ao final do ano, cerca de 40,8 milhões de pessoas viviam com o vírus, sendo 65% delas na África. Ainda segundo a organização, aproximadamente 630 mil mortes ocorreram em decorrência de complicações associadas à infecção. A aprovação do lenacapavir como estratégia de prevenção reforça o papel da ciência no enfrentamento à epidemia global de HIV/AIDS e amplia as possibilidades de proteção para populações historicamente mais expostas ao vírus.
Uma clínica de estética situada em Vitória da Conquista foi definitivamente interditada na última quinta-feira (10), após uma série de denúncias e irregularidades confirmadas durante fiscalizações realizadas por órgãos de controle sanitário e de defesa do consumidor. A medida foi determinada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), após o descumprimento de exigências legais. A investigação, que contou com a participação da Vigilância Sanitária e do PROCON, revelou um cenário preocupante: o local operava sem alvará sanitário, utilizava produtos com validade vencida e outros sem registro junto à Anvisa. Apesar de ter recebido um prazo de 90 dias para se adequar, a clínica ignorou as determinações e continuou em atividade. Além das irregularidades administrativas, a Polícia Civil concluiu um inquérito que revelou consequências graves para ao menos duas mulheres que passaram por procedimentos estéticos na clínica. Uma delas sofreu lesões permanentes, ficando com deformidades visíveis, o que agravou ainda mais a situação do estabelecimento. Diante do risco à saúde pública e da reincidência nos descumprimentos, a interdição definitiva foi executada, e os responsáveis podem responder judicialmente por danos à integridade física das vítimas e por exercício ilegal de atividade.
Um caso inusitado e grave foi registrado na revista médica American Journal of Case Reports: uma mulher de 45 anos sofreu uma ruptura na aorta enquanto mantinha relações sexuais com o marido. O episódio ocorreu durante o orgasmo, quando ela sentiu um estalo no peito, seguido de dor intensa irradiando para as costas. Ao dar entrada na emergência, a paciente relatou que estava com as pernas dobradas sobre o peito durante o ato sexual. Exames de imagem revelaram a presença de um hematoma intramural na aorta — uma condição potencialmente fatal, classificada como Síndrome Aórtica Aguda (SAA). De acordo com os médicos responsáveis pelo atendimento, a mulher possuía fatores de risco importantes: era hipertensa e estava há um ano sem tratamento adequado, além de ser fumante há quase duas décadas. Essas condições podem fragilizar a parede da aorta, aumentando a vulnerabilidade diante de esforços físicos intensos, como ocorre durante a atividade sexual. A SAA é caracterizada por lesões graves na parede da maior artéria do corpo e apresenta alta taxa de mortalidade, que cresce com o passar das horas sem tratamento — podendo atingir até 1% de risco por hora. Em muitos casos, o diagnóstico só ocorre após a morte do paciente. Apesar da gravidade, a paciente foi rapidamente medicada e passou por cirurgia cardíaca especializada. Ela se recuperou bem e recebeu alta hospitalar três dias após o procedimento. Embora raro, o caso acende um alerta para pessoas com doenças cardiovasculares não tratadas: até mesmo atividades rotineiras, como o sexo, podem desencadear complicações graves se a saúde do coração estiver comprometida.
Pacientes diagnosticadas com endometriose passam a contar com duas novas alternativas terapêuticas na rede pública de saúde. O Sistema Único de Saúde (SUS) incorporou recentemente o uso do dispositivo intrauterino com liberação de levonorgestrel (DIU-LNG) e do anticoncepcional hormonal desogestrel como opções de tratamento para a doença, que afeta milhões de mulheres no Brasil. A decisão segue recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e tem como objetivo ampliar o acesso a cuidados mais eficazes e personalizados. Segundo o Ministério da Saúde, o DIU-LNG é indicado principalmente para mulheres com contraindicação ao uso de anticoncepcionais orais combinados, oferecendo benefícios a longo prazo, já que sua substituição só é necessária a cada cinco anos. Já o desogestrel, que também atua bloqueando a ação hormonal que favorece o avanço da endometriose, poderá ser prescrito já nas primeiras etapas da avaliação clínica, mesmo antes da confirmação do diagnóstico por exames. Essa abordagem visa garantir o início precoce do tratamento e o alívio dos sintomas. Apesar da incorporação ao SUS, o início da distribuição dos métodos depende de etapas técnicas, como a atualização do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da Endometriose. A inclusão das novas opções representa um avanço significativo na oferta de terapias que podem melhorar a qualidade de vida das mulheres que convivem com a doença.
Dados divulgados pelo Ministério da Saúde revelam que a Bahia conseguiu reduzir significativamente o número de óbitos por hepatites virais na última década. A maior queda foi registrada nos casos de hepatite C, com uma redução de 58,7% nas mortes — passando de 75 para 31 registros entre 2014 e 2024. Já em relação à hepatite B, o estado apresentou uma diminuição mais modesta, de 6,7%, o que reforça a necessidade de ampliar as ações de testagem e adesão ao tratamento. Em nível nacional, os números também apontam avanços no combate às hepatites virais. As mortes por hepatite B caíram 50% no período, com um índice de mortalidade estimado em 0,1 óbito para cada 100 mil habitantes. Já a hepatite C teve uma redução de 60%, com coeficiente de 0,4 por 100 mil. Entre crianças menores de 10 anos, o número de casos de hepatite A praticamente desapareceu: a redução foi de 99,9%. A transmissão vertical da hepatite B — de mãe para filho — também apresentou recuo expressivo, com queda de 55% na detecção em gestantes e 38% nos registros em crianças de até cinco anos. Apesar dos avanços, os números de novos casos ainda chamam atenção. Em 2023, o Brasil contabilizou 11.166 infecções por hepatite B e 19.343 por hepatite C. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reforçou a importância do diagnóstico precoce como ferramenta essencial para o controle da doença.
O chef e apresentador Edu Guedes compartilhou com o público um momento delicado de sua vida ao revelar que foi submetido a uma cirurgia de grande porte para a retirada de um tumor no pâncreas. O procedimento, conhecido como pancreatectomia corpo-caudal com esplenectomia, foi realizado após a detecção precoce de um nódulo localizado na cauda do órgão. Em vídeo publicado nas redes sociais, Edu tranquilizou seus seguidores e disse estar se recuperando bem. A operação durou cerca de seis horas. De acordo com especialistas, esse tipo de intervenção costuma ser indicado quando o tumor se encontra nas regiões chamadas corpo e cauda do pâncreas. Por estar próximo ao baço, o órgão também é removido durante o procedimento, devido à conexão linfática entre eles, o que poderia favorecer a disseminação de células tumorais. O cirurgião Rodrigo Surjan, do Hospital Nove de Julho, explica que, embora tecnicamente menos complexa do que a retirada da cabeça do pâncreas — uma cirurgia que pode durar até 10 horas —, a pancreatectomia corpo-caudal ainda exige atenção redobrada no pós-operatório. Entre os cuidados estão a aplicação de vacinas e a prevenção de infecções, já que o baço é uma peça importante no sistema imunológico. O câncer de pâncreas, apesar de relativamente raro, é um dos mais letais. O oncologista Stephen Stefani destaca que isso se deve, em grande parte, ao fato de que os sintomas costumam surgir apenas quando a doença já está avançada. Dor abdominal persistente, perda de peso sem explicação, fraqueza e pele amarelada são sinais de alerta que não devem ser ignorados. A detecção precoce foi essencial para o bom prognóstico de Edu Guedes, que agora segue em recuperação e agradece o carinho do público. Sua experiência reforça a importância de exames de rotina e atenção aos sinais do corpo.
O Instituto Butantan prevê que sua vacina contra a dengue, conhecida como Butantan-DV, comece a ser oferecida à população brasileira já no início de 2026. O imunizante, que está em análise pela Anvisa desde o fim de 2024, foi desenvolvido com tecnologia nacional e demonstrou alta eficácia nos estudos clínicos realizados em diversas regiões do Brasil. De acordo com o Butantan, a vacina é tetravalente, ou seja, oferece proteção contra os quatro sorotipos do vírus da dengue. Um dos grandes diferenciais é que será aplicada em dose única, facilitando a logística de campanhas de vacinação em larga escala. Os estudos clínicos apontaram eficácia geral de cerca de 80% na prevenção da dengue e redução de 90% nas hospitalizações. Contra os sorotipos DENV-1 e DENV-2, a eficácia ficou em 89% e 70%, respectivamente. Embora o estudo clínico não tenha registrado infecções suficientes para avaliar diretamente os sorotipos 3 e 4, especialistas do Butantan garantem que há dados que indicam proteção também contra esses tipos.
O governo federal estima que cerca de 60 milhões de doses sejam produzidas em 2026, com a capacidade de expansão para até 100 milhões de doses ao ano nos próximos ciclos. Em 2025, a produção inicial deve chegar a 1 milhão de doses, em caráter preparatório.Após aprovação da Anvisa, a vacina ainda precisará passar por avaliação da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS) para ser incluída no calendário nacional de vacinação. A expectativa é que esteja disponível gratuitamente pelo SUS. A chegada da vacina ocorre em um momento crucial: o Brasil enfrentou em 2024 e 2025 surtos severos de dengue, com recordes de casos e óbitos. A nova vacina deve se somar à Qdenga, já aprovada no Brasil, ampliando a cobertura vacinal e contribuindo para a redução do impacto da doença em todo o país.
Anvisa pretende evitar uso sem prescrição médica e garantir medicamento para tratar obesidade e diabetes tipo 2,
A partir de hoje, farmácias e drogarias de todo o país passam a ser obrigadas a reter a receita médica na venda das chamadas canetas emagrecedoras, como Ozempic, Saxenda e Wegovy, medicamentos usados em tratamento contra obesidade e diabetes.
A nova exigência da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) tem como objetivo conter o uso indiscriminado desses remédios. Apesar de serem considerados medicamentos de tarja vermelha, o consumidor conseguia comprá-los sem prescrição médica. Com a nova regra, os farmacêuticos ficarão com o documento no ato da compra, visando um controle maior na comercialização dos produtos. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União em abril, mas só passa a valer oficialmente a partir desta segunda. Por unanimidade, a agência entendeu que a retenção é necessária para aumentar o controle do uso desses medicamentos e proteger a saúde coletiva do “consumo irracional” dos emagrecedores.
A decisão vale para todos os medicamentos à base de semaglutida e liraglutida, substâncias que passaram a ser consumidas em larga escala por pessoas interessadas em emagrecer, mesmo sem diagnóstico de obesidade ou diabetes. Nos últimos anos, o uso dessas canetas injetáveis se espalhou pelas redes sociais, impulsionado por celebridades, influenciadores e vídeos que prometem resultados rápidos. Com isso, aumentou a preocupação de especialistas sobre o uso sem acompanhamento médico, já que os medicamentos podem causar efeitos adversos e não são indicados para todos os perfis.
Entre os possíveis efeitos colaterais, estão náuseas, vômitos, dor abdominal, além de riscos mais graves, como pancreatite. A própria bula dos produtos alerta que o uso deve ser feito com prescrição e orientação médica, dentro de um plano de tratamento. Além da retenção da receita, a nova regra também estabelece que os produtos passem a ser vendidos sob controle especial, com tarja preta ou vermelha, como já acontece com antibióticos e outros medicamentos sujeitos a regras mais rígidas.
56% de brasileiros utilizam Ozempic para perda de peso
Pesquisa do Instituto Datafolha realizada com 812 entrevistados em fevereiro de 2025 mostrou que 45% dos usuários de remédios como Ozempic já compraram esses medicamentos sem prescrição médica. Do percentual, 73% revelaram que não tiveram orientação médica, enquanto 25% passaram por algum profissional. O levantamento também mostrou que 56% dos entrevistados utilizam o medicamento para perda de peso, sendo que desse percentual, 37% possuem IMC (Índice de Massa Corporal) considerado normal.
O cardiologista Dr. Antônio Tanajura, da Clínica Médica Santa Helena, em Livramento de Nossa Senhora, participou do 45º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP), realizado nos dias 19, 20 e 21 de junho. O evento é considerado um dos mais importantes da área cardiovascular no país, reunindo especialistas e pesquisadores de diversas regiões para discutir avanços, tratamentos, diagnósticos e inovações na cardiologia. A presença do Dr. Antônio Tanajura no congresso reforça a importância da atualização médica contínua, essencial para garantir um atendimento cada vez mais qualificado e seguro à população. Profissionais que se dedicam à formação permanente contribuem diretamente para uma medicina mais moderna e eficiente. A Clínica Médica Santa Helena destaca a relevância da participação do especialista e reafirma seu compromisso com a saúde e o bem-estar dos pacientes de Livramento e região.
O ator e empresário Rafael Zulu viveu um momento de grande susto em fevereiro, quando precisou ser internado por quatro dias após consumir cerca de 2,5 litros de energético combinados com gin em apenas um dia. O próprio Zulu relatou o episódio em suas redes sociais, transformando a experiência em um alerta sobre os perigos do consumo excessivo dessas bebidas, especialmente quando associadas ao álcool. Em entrevista o ator revelou que os exames realizados no hospital diagnosticaram fibrilação atrial — uma arritmia que faz o coração bater de forma descompassada.
Os médicos explicaram que a condição pode provocar complicações graves, como trombose e acidente vascular cerebral (AVC). Felizmente, os exames não apontaram sequelas no caso de Zulu, que agora reforça o alerta sobre o tema. O episódio ganhou ainda mais relevância diante do crescente consumo de energéticos no país. De acordo com estudos recentes, cerca de 22% dos brasileiros — sobretudo jovens com até 29 anos das classes C, D e E — ingerem esse tipo de bebida fora de casa, muitas vezes em combinação com álcool. Médicos e especialistas chamam atenção para os riscos da mistura, já que a alta concentração de cafeína pode levar a palpitações, elevação da pressão arterial e alterações no funcionamento do sistema nervoso central.
A Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) promulgou, no dia 15 de abril, a Lei nº 14.886/2025, criando oficialmente o Programa Estadual de Cuidados para Pessoas com Fibromialgia (PCPF). Publicada no Diário Oficial do Legislativo no dia 16, a nova legislação tem como objetivo garantir atenção especial aos baianos que convivem com a doença crônica caracterizada por dores intensas e persistentes. De autoria da deputada estadual Maria del Carmen (PT), a lei é fruto do Projeto de Lei nº 23.996/2020, que tramitou por anos na Casa. O programa busca ampliar o acesso ao diagnóstico e tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS), além de promover ações educativas, campanhas de conscientização e incentivo à pesquisa científica sobre a fibromialgia no estado. Entre as diretrizes do PCPF estão o respeito à autonomia dos pacientes, priorização do diagnóstico precoce, atendimento multiprofissional, acesso a medicamentos e integração com as redes de saúde existentes. A nova legislação também prevê a capacitação de profissionais, familiares e da rede de apoio dos pacientes, por meio de programas de Educação Permanente. A lei permite, ainda, que o governo do estado firme convênios com entidades privadas, preferencialmente sem fins lucrativos, e estabeleça parcerias com prefeituras e organizações da sociedade civil para a implementação do programa. Ao justificar a proposta, Maria del Carmen destacou a urgência de políticas públicas voltadas às pessoas com fibromialgia, que enfrentam grandes desafios na vida cotidiana. A parlamentar citou especialistas como o médico Dráuzio Varella, que descreve a condição como uma falha no sistema nervoso central que afeta a percepção da dor, e a fisiatra Lin Tchia Yeng, que defende uma abordagem multidisciplinar para o tratamento. A deputada também chamou atenção para a ausência da fibromialgia nos decretos federais que definem os critérios de deficiência, o que tem impedido muitos pacientes de acessarem benefícios e direitos previstos em lei. Segundo ela, a nova legislação representa um passo importante para dar visibilidade à causa e garantir mais dignidade a quem convive com a doença.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou, no sábado (07), um novo caso de gripe aviária de alta patogenicidade em território brasileiro. Desta vez, o foco foi identificado em uma criação doméstica de aves de subsistência no município de Campinápolis, no estado do Mato Grosso. Após a confirmação laboratorial da presença do vírus, equipes do Serviço Veterinário Oficial isolaram a propriedade e iniciaram imediatamente os protocolos de controle sanitário. A área afetada agora passa por um rigoroso processo de erradicação e vigilância, que se estende por um raio de 10 quilômetros ao redor do local onde o foco foi detectado. Este é o quarto registro de gripe aviária em aves de subsistência no Brasil. De acordo com o Mapa, não há estabelecimentos avícolas comerciais no perímetro atingido, o que reduz o risco de propagação em larga escala no setor produtivo. As autoridades reforçam que, embora a gripe aviária não represente risco imediato ao consumo de carne ou ovos, é essencial manter a vigilância ativa, principalmente em pequenas criações e entre criadores independentes. A população também é orientada a comunicar qualquer suspeita de mortalidade anormal de aves aos órgãos competentes.
A Bahia já contabiliza mais de 21 mil casos prováveis de dengue apenas nos primeiros meses de 2025, segundo informações do Ministério da Saúde. Ao todo, dez mortes foram confirmadas em decorrência da doença, acendendo um sinal de alerta para gestores e moradores em todo o estado. Diante da situação, o Ministério da Saúde tem reforçado as medidas de combate ao Aedes aegypti em 12 municípios baianos com maior índice de transmissão ou crescimento acelerado de casos. Desde a ativação do Centro de Operações de Emergências para Dengue e outras arboviroses, o trabalho de prevenção e assistência tem sido ampliado, com ações integradas entre governo federal, estados e municípios. O secretário adjunto da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente, Fabiano Geraldo Pimenta Júnior, destacou a importância de manter a mobilização mesmo nos períodos de menor incidência. Além da eliminação dos focos do mosquito, a orientação é clara: procurar ajuda médica ao surgirem os primeiros sintomas, como febre alta, dores no corpo, náuseas e manchas vermelhas na pele. O diagnóstico precoce pode evitar complicações graves e salvar vidas. A campanha nacional contra a dengue segue ativa e tem como objetivo principal conscientizar a população sobre os cuidados contínuos com o ambiente doméstico e o papel crucial da vigilância comunitária na contenção da doença.
Um caso de meningite meningocócica foi registrado em Guanambi, no sudoeste baiano, e envolve um aluno da rede de ensino particular do município. A Secretaria Municipal de Saúde confirmou a ocorrência na terça-feira (03) e informou que o estudante está hospitalizado em Salvador, recebendo cuidados especializados. Logo após a confirmação, equipes da Vigilância Epidemiológica entraram em ação para aplicar o protocolo de resposta rápida recomendado em casos como esse. Os esforços concentram-se na identificação e no acompanhamento das pessoas que tiveram contato próximo com o paciente — entre elas, colegas de sala, professores e amigos mais próximos — que poderão ser submetidos a tratamento preventivo com antibióticos. Além disso, a secretaria reforçou medidas sanitárias na instituição de ensino, incluindo higienização intensificada, melhoria da ventilação nas salas de aula e revisão da caderneta de vacinação de alunos e funcionários. A comunidade escolar também está sendo orientada sobre a doença e os cuidados necessários para prevenir novos casos. A meningite meningocócica é uma infecção bacteriana considerada grave e de rápida progressão. É transmitida principalmente por secreções das vias respiratórias, como gotículas eliminadas ao falar, tossir ou beijar. Os sintomas mais comuns incluem febre alta repentina, dor de cabeça intensa, rigidez no pescoço, vômitos frequentes, confusão mental e aparecimento de manchas avermelhadas ou arroxeadas na pele. A detecção precoce e o tratamento imediato são essenciais para evitar complicações e salvar vidas.