
Operador 88
Foram anos de trabalho e meses de recuperação após lesões no joelho para que a ginasta brasileira Rebeca Andrade chegasse aqui, como medalhista olímpica de prata no individual geral dos Jogos Olímpicos de Paris 2024. Medalhista de prata na prova em Tóquio 2020, Rebeca ficou atrás apenas de Simone Biles em Paris 2024 na quinta-feira (01). Ao conquistar mais uma medalha, Rebeca deu mais um passo para se tornar a maior atleta brasileira de todos os tempos. Ela soma quatro medalhas olímpicas e precisa de mais uma para igualar o recorde dos velejadores Robert Scheidt e Torben Grael, ambos com cinco medalhas. Ao conquistar mais uma medalha, Rebeca deu mais um passo para se tornar a maior atleta brasileira de todos os tempos. Ela soma quatro medalhas olímpicas e precisa de mais uma para igualar o recorde dos velejadores Robert Scheidt e Torben Grael, ambos com cinco medalhas. As duas maiores candidatas à medalha em Paris 2024 aqueceram juntas, fizeram rotações espelhadas durante toda a apresentação e tiveram o primeiro embate direto no salto.
A vantagem foi de Biles. Rebeca executou melhor o Cheng proposto, mas a maior dificuldade do movimento da principal adversária (mesmo com um passo largo na saída) fez a diferença nas notas: 15.100 x 15.766. Nas apresentações variadas pelos tablados da Arena Bercy, quem mais se aproximou da marca de largada das favoritas foi a canadense Elsabeth Black. Ela recebeu 14.066 pela série nas barras paralelas. Outra brasileira envolvida na disputa, Flávia Saraiva iniciou a apresentação em busca de medalhas individual no mesmo aparelho e, com uma série muito bem executada, largou na disputa com 13.900. O cenário deixou claro o embate Rebeca x Biles. Nas barras, a brasileira equilibrou. Praticamente impecável, fez 14.666 (a melhor nota dela no aparelho em Paris 2024) e se aproveitou de um deslize da americana. Com uma escapada, Simone tirou 13.733 e caiu para terceiro. No aparelho favorito, Kaylia Nemour, da Argélia, posicionou-se entre as favoritas. Com série consistente na trave, Flavinha se posicionou na nona colocação, com um 14.266. Atrás, Biles abriu as apresentações na trave. Mesmo com pequenos desequilíbrios nas execuções, mostrou desenvoltura no aparelho. A expectativa de nota alta se cumpriu: 14.566. Penúltima a se apresentar, Rebeca teve momentos de tensão, mas fez boa série. O 14.133 de avaliação deixou tudo em aberto para o aparelho final. Ali, a diferença era de 1.66.
Embalada pela torcida na passagem de rotação pelo solo, Flavinha cometeu um deslize sério em uma aterrissagem e saiu da disputa pelo bronze. No solo, o embate derradeiro entre duas expoentes da ginástica artística. As duas se apresentaram por último e nenhuma das concorrentes ameaçou, de fato, as primeiras posições. Primeira a entrar no tablado, Rebeca causou frisson no público na Arena Bercy. O passo fora no início pouco interferiu. Cravando mortais, colocou certa pressão em Biles ao ganhar nota 14.033. Com reação semelhante na torcida, a americana precisava fazer apenas uma série segura. Mas foi além. Sem deslizes fatais e encantando, garantiu o ouro com aplausos de pé.
Sob liderança de Rebeca Andrade, o Brasil fez pontuação de 164.497 na final por equipes da ginástica artística feminina e garantiu medalha de bronze inédita na modalidade. Na Bercy Arena, as brasileiras fizeram um espetáculo à parte na tarde de terça-feira (30) e conquistaram o pódio histórico nas Olimpíadas de Paris. Com equipe liderada por Simone Biles, os Estados Unidos terminaram com a medalha de ouro. A Itália adquiriu a prata olímpica, por menos de um ponto de distância para o Brasil, terceiro colocado. As brasileiras garantiram o pódio apenas na última rotação, com salto praticamente perfeito do maior nome da ginástica brasileira: Rebeca Andrade.
Nesta quarta-feira (24), foi lançado oficialmente o programa Voa Brasil, que promete revolucionar a inclusão social na aviação brasileira, ao oferecer passagens aéreas por R$ 200. A cerimônia de lançamento ocorreu às 15h no auditório do Ministério dos Portos e Aeroportos, em Brasília. Nesta fase inicial, o programa é direcionado a aposentados do INSS que não tenham viajado de avião nos últimos 12 meses, sem restrição de renda. Cada beneficiário poderá adquirir até dois bilhetes aéreos por ano a preços reduzidos. O ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destacou a importância do Voa Brasil, classificando-o como o maior programa de inclusão social da aviação no país.
A iniciativa é fruto de uma parceria entre o governo federal e companhias aéreas, que disponibilizam passagens com descontos significativos para assentos que, de outra forma, ficariam vazios. O objetivo é estimular a demanda por viagens aéreas entre um público que historicamente não tem acesso a esse meio de transporte, promovendo assim a democratização do uso de aviões no Brasil.