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Aliane Aguiar

MP recomenda suspensão de contratos do São João de Paramirim por suspeita de sobrepreço em cachês

  • 15.Mai.2026 // 07h30

  • Bahia

MP recomenda suspensão de contratos do São João de Paramirim por suspeita de sobrepreço em cachês

A menos de dois meses dos festejos juninos, a Prefeitura de Paramirim, no Sudoeste baiano, entrou na mira do Ministério Público da Bahia (MP-BA). O órgão recomendou a suspensão imediata de contratos firmados para apresentações artísticas no tradicional Santo Antônio de 2026, após identificar indícios de sobrepreço nos cachês e possíveis irregularidades nas contratações. A recomendação foi publicada nesta quarta-feira (13) pelo promotor de Justiça substituto Victor de Araújo Fagundes. Entre os contratos questionados estão os dos artistas Rey Vaqueiro e Léo Foguete, ambos contratados pelo valor de R$ 450 mil. De acordo com o MP-BA, o cachê pago a Rey Vaqueiro está cerca de 60% acima da média registrada em apresentações realizadas pelo artista durante os festejos juninos da Bahia em 2025. Já no caso de Léo Foguete, a diferença apontada pelo órgão ministerial gira em torno de 28% acima dos valores praticados em outros municípios.

O Ministério Público também destacou a necessidade de maior transparência e justificativa técnica nos processos de contratação, especialmente diante do uso de recursos públicos para eventos festivos. A recomendação orienta que o município suspenda os contratos até que sejam apresentados esclarecimentos e documentos que comprovem a regularidade dos valores. O caso repercute fortemente na região e aumenta o debate sobre os altos investimentos em atrações musicais durante o período junino, enquanto diversos municípios enfrentam dificuldades financeiras e demandas em áreas essenciais como saúde, educação e infraestrutura. Até o momento, a Prefeitura de Paramirim não se pronunciou oficialmente sobre a recomendação do Ministério Público.comentário : A atuação do Ministério Público da Bahia em Paramirim mostra que os festejos juninos deste ano estão sendo acompanhados de perto pelos órgãos de fiscalização. O debate não é sobre ser contra a cultura, contra o São João ou contra os artistas, porque as festas movimentam a economia, geram renda e mantêm viva uma tradição forte do Nordeste. O questionamento gira em torno da responsabilidade com o dinheiro público.

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