
Operador 88
Aumentou para 31 o número de mortes provocadas pelos temporais no Rio Grande do Sul, de acordo com balanço da Defesa Civil Estadual divulgado nesta sexta-feira (03). Pelo menos 74 pessoas estão desaparecidas e 56 ficaram feridas. Os óbitos foram registrados em 20 cidades. No total, 235 municípios gaúchos foram afetados pelas enchentes. Cerca de 24,3 mil pessoas estão desabrigadas ou desalojadas e o Rio Grande do Sul decretou estado de calamidade pública. Além disso, Eduardo Leite (PSDB), governador do Rio Grande do Sul, anunciou por meio das redes sociais um rompimento parcial da barragem da Usina 14 de Julho, que fica entre Cotiporã e Bento Gonçalves (RS) e compreende os rios Antas e Taquari. Juntas, as três hidrelétricas formam o complexo energético Rio das Antas, operado pela Ceran. A 14 de Julho opera desde 2008 e serve para gerar energia elétrica para a região. A hidrelétrica 14 de Julho possui 100 megawatts (MW) de potência instalada. Segundo informações do site da companhia, a Usina tem uma estrutura com mais de 30 metros de altura e uma potência instalada de 100 megawatts (MW). A barragem produziu 369.768 MWh em 2022. Ela é uma barragem de gravidade, feita com concreto compactado a rolo, e ganha esse nome por usar o próprio peso para conter a água. Já as usinas Castro Alves e a Monte Claro têm 130 MW cada uma, totalizando 360 MW no complexo energético localizado na região nordeste do Rio Grande do Sul. A usina 14 de Julho, rompida parcialmente, já estava em estado de alerta e teve o plano de ação de emergência colocado em prática na quarta-feira (01), em coordenação com as Defesas Civis da região, acarretando acionamento de sirenes de evacuação da área, para que a população local pudesse ser retirada com antecedência e em segurança.
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