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Fala do Jornalista Raimundo Marinho

  • Por Redação do Jornal da 88

  • 12.Jul.2023 // 00h00

  • Geral

Fala do Jornalista Raimundo Marinho

Jornalista RAIMUNDO MARINHO
Transcrição adaptada da fala na Rádio 88 FM –12.07.2023

Função desvirtuada Na sessão de 7/7, 6ª feira, o vereador Paulo Lessa Filho, de Livramento, expeliu sua indignação, que chamou de desabafo, contra críticas, para ele injustas, de colegas da oposição, ao dizer que os governistas não trabalham. É até covardia pensar assim, pois a situação tem maioria esmagadora (10 x 3). Mas, na verdade, a maior crítica aos vereadores vem da comunidade, que tem péssima imagem do Legislativo, hoje vergonhoso puxadinho do prefeito. Para mostrar trabalho, Lessa cita que conseguiu calçar ruas, importar poltronas para hospital, melhorar estradas, fazer minicampos, reformar postos de saúde, trocar ônibus. Só que tudo isso é função do prefeito! Até parece que prefeito só serve para obedecer a vereador.

Cabe ao vereador (edil), como manda a Constituição Federal, cuidar das leis municipais e fiscalizar os atos do prefeito. Mas eles colam no gestor, para ganhar votos com obras e serviços públicos. Se atendido, dizem que foram eles que fizeram! Quando não são atendidos, dizem que vereador não faz obras, e culpa o prefeito. O puxa-saquismo, na forma de intermináveis parabéns, nas sessões de todas as 6ª feiras, é um teatro de deboche e afronta aos cidadãos. O jovem vereador Paulo Lessa Filho foi ainda mais vexatório ao dizer que quantos passaram pela prefeitura e não se empenharam em obter recursos, por exemplo, para construir a ponte no Taquari. Só que quem abriu a via, em 2013, foi o então prefeito Paulo Azevedo, depois dele veio Ricardo Ribeiro, que sempre ignorou a obra, agora feita pelo Estado. 
 
O parlamentar disse o mesmo sobre a urbanização da Lagoa da Estocada, onde, segundo ele, antecessores não teriam se empenhado para viabilizar o projeto. Faltou mencionar que seu pai, o saudoso Paulo Roberto Lessa Pereira, o qual, como vereador, defendeu a obra, sem conseguir viabilizá-la. Aliás, é uma obra meramente voluptuária, serve mais para o prazer de quem nem mora lá, enquanto os moradores do bairro amargam a falta, por exemplo, de saneamento, urbanização, pavimentação de ruas, atendimento médico, segurança, entre outros.  Por fim, Paulo Lessa Filho fechou o desabafo, dizendo: “Me considero fiel ao lado do prefeito Ricardinho. Estou com ele para a derrota ou para a vitória”. É sintomático que ele tenha colocado a derrota na frente, antes da vitória!

Vetos aceitos, na boa Como esperado e por lógica, os vereadores de Livramento, sem outra opção, tiveram de aceitar os vetos do prefeito Ricardo Ribeiro a dos projetos de leis de autoria do vereador Paulo Lessa Filho, regulando a atividade de catador de lixo reciclável, e criando proteção ambiental, na área da cachoeira. O fundamento dos vetos foi irrefutável, pois violam a Constituição Federal, coisa imperdoável numa Casa de Leis, como é a Câmara Municipal. Na votação dos vetos, o vereador autor, Paulo Lessa, passou pelo vexame maior, que foi votar contra ele mesmo. Mas saiu pela tangente correta, dizendo que vai transformar os projetos em indicações, e que o prefeito garantiu que as substituirá por projetos de leis do Executivo. 

Para refletir Adaptei da Internet interessante mensagem que fala sobre um grande muro separando dois grupos de pessoas. De um lado, estavam pessoas que acreditavam e tinham Deus no coração. Do outro, as pessoas pareciam gente sem fé em Deus, demonstrando serem dominadas pelo mal. E se costuma dizer que o chefe do mal é o próprio Satanás. E, encima daquele muro, havia um jovem, criado num lar cristão, mas que tinha dúvidas sobre se seguia os princípios do cristianismo, ou se aproveitaria os prazeres da vida. As pessoas do lado de Deus gritavam para o jovem, em coro: “Ei, desce daí, agora, venha pra cá!” E o grupo do outro lado, nada dizia. Então, ainda atormentado pela indecisão, o jovem resolve perguntar ao próprio chefe do mau: “Por que você não me chama, nem tenta me convencer a descer para o lado de vocês?” E Satanás responde: “Porque o muro é meu!”. A historinha mostra que não opinar, não se posicionar, nunca é a melhor opção! Principalmente, se nossa manifestação pode evitar injustiças, angústias e dores a outras pessoas! Pensem nisso!

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