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Fala do Jornalista Raimundo Marinho

  • Por Redação do Jornal da 88

  • 04.Nov.2022 // 00h00

  • Geral

Fala do Jornalista Raimundo Marinho

Jornalista RAIMUNDO MARINHO
Transcrição adaptada da fala na Rádio 88 FM – 04.11.2022

Brasil em movimento Os brasileiros continuam divididos em vencedores e perdedores da eleição! Desde o último dia 2, os bolsonaristas movimentam o país! Caminhoneiros nas rodovias e multidões em frente de unidades do Exército, por várias cidades, ainda manifestando inconformismo e desconfiança para com o resultado da eleição, que deu como eleito Luís Inácio da Silva para presidente da República! Há muitas incertezas, com relatórios sobre suspeitas de fraudes nas urnas, embora haja conversas e sinais de pacificação, inclusive com a formação de uma equipe para fazer a transição de governo! 

O que a população quer? O histórico do processo eleitoral está cheio de questionamentos, principalmente envolvendo decisões judiciais consideradas fora da Constituição. Está aberto para as impugnações legais, e tomara que tudo seja pacificado, como sempre digo, dentro da ordem legal. O próprio presidente Jair Bolsonaro, apesar de entender as manifestações de insatisfação, pediu que as rodovias não fossem bloqueadas, nem a lei desobedecida! Estamos certos de que as instituições integrantes do Estado, atentas ao clamor do povo, sabem o que precisa ser feito!

Alagamento ameaça escola Chove há três dias em Livramento, trazendo alegria e esperança, principalmente na roça! Vieram, também, os costumeiros alagamentos, não por culpa da natureza, e sim do homem, que nunca se previne. Uma escola e um campo de futebol, por exemplo, estão ameaçados pelas águas, na sede do Distrito de Itanajé. Foram construídos numa área sabidamente alagadiça, devido às enchentes de um rio, perto da igreja, onde surgiu o núcleo urbano que deu origem à sede do distrito. Ao longo dos anos, os moradores migraram para a parte alta, ficando a igreja sozinha. Mesmo assim, a escola e o campo foram construídos na baixada alagadiça.

Ônibus da hemodiálise Muito triste a cena de pessoas de Livramento, diante de um ônibus quebrado, que as levaria para o procedimento de hemodiálise, em Brumado! Circula um vídeo denunciando o estado precário do veículo, de quase 20 anos de uso, contratado pela prefeitura! Os pacientes sofrem com a doença e o estresse e desespero com o transporte precário! Também foi denunciado que o ônibus, a serviço da prefeitura, está com documentação irregular e é apadrinhado por uma autoridade municipal. Espera-se que isso seja apurado por quem de direito!

Para refletir: Sinto vergonha de mim/por ter sido educador de parte desse povo/por ter batalhado sempre pela justiça/por compactuar com a honestidade/por primar pela verdade/e por ver este povo já chamado varonil/enveredar pelo caminho da desonra./Sinto vergonha de mim/por ter feito parte de uma era/que lutou pela democracia/pela liberdade de ser/e ter que entregar aos meus filhos/simples e abominavelmente/a derrota das virtudes pelos vícios/a ausência da sensatez/no julgamento da verdade/a negligência com a família/célula-mater da sociedade/a demasiada preocupação/com o “eu” feliz a qualquer custo/buscando a tal “felicidade”/em caminhos eivados de desrespeito/para com o seu próximo./Tenho vergonha de mim/pela passividade em ouvir/sem despejar meu verbo/a tantas desculpas ditadas/pelo orgulho e vaidade/a tanta falta de humildade/para reconhecer um erro cometido/a tantos “floreios” para justificar/atos criminosos/a tanta relutância/em esquecer a antiga posição/de sempre “contestar”/voltar atrás/e mudar o futuro./

Tenho vergonha de mim/pois faço parte de um povo que não reconheço/enveredando por caminhos/que não quero percorrer…/Tenho vergonha da minha impotência/da minha falta de garra/das minhas desilusões/e do meu cansaço./Não tenho para onde ir/pois amo este meu chão,/vibro ao ouvir meu Hino/e jamais usei a minha Bandeira/para enxugar o meu suor/ou enrolar meu corpo/na pecaminosa manifestação de nacionalidade./Ao lado da vergonha de mim/tenho tanta pena de ti/povo brasileiro!/De tanto ver triunfar as nulidades/de tanto ver prosperar a desonra/de tanto ver crescer a injustiça/de tanto ver agigantarem- se os poderes/nas mãos dos maus/o homem chega a desanimar da virtude/A rir-se da honra/a ter vergonha de ser honesto.

[Esse texto parece de hoje, mas é um poema do jurista baiano Rui Barbosa (1849-1923), que faria 173 anos amanhã (5). Foi diplomata, deputado geral e senador]. Pensem nisso!

 

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