
Operador 88
O prefeito de Livramento de Nossa Senhora, Ricardo Ribeiro, o Ricardinho, enviou o Projeto de Lei nº 25/2018 em que solicita autorização para abertura de crédito especial no valor de até R$ 11.967.341,43 (onze milhões, novecentos e sessenta e sete mil, trezentos e quarenta e um reais e quarenta e dois centavos). A PL 25/2018 objetiva adequar a peça orçamentária para atender as despesas com recursos originados do O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (FUNDEF). Basicamente, os professores seriam contemplados com 60% do montante citado que seria investido na formação e qualificação dos mesmos. No entanto, o PL nº 25/2018, seria revertido para outros setores da educação, como por exemplo, construção de uma creche, entre outras obras, que segundo os próprios profissionais da educação não faz nenhum sentido no momento, pois Livramento carece de alunos.
A medida gerou indignação por parte dos educadores livramentenses.
O vereador e também educador Josemar Miranda fez em seu discurso uma defesa da causa dos professores.
“Vivemos um dos piores momentos da nossa história. A moda agora é filmar o que fazemos em sala de aula. Seria bom se filmasse mesmo para que o Brasil inteiro saiba as condições precárias que trabalhamos, são salas superlotadas, alunos que não respeitam a nossa autoridade, enfim, medidas como o plano de carreira para nós demoram uma eternidade para chegar, mas leis como esta chega rapidamente”, lamentou o vereador.
Silvia Leticia, professora, presidente do Sindicato dos Profissionais de Educação de Livramento, afirmou que o prefeito deve esperar a decisão do Tribunal de Contas da União, o TCU.
“Que ele invista o dinheiro da forma que achar melhor. Mas o prefeito não pode pular etapas desta forma. Que ele espere pelo menos a decisão judicial de Brasília”.
Sua colega de profissão, a diretora do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia em Livramento, Eliane Souza, defendeu que os 60% do FUNDEF seja investido na formação e qualificação dos professores. “Que ele faça com os 40% do dinheiro o que lhe for melhor. Mas que nós professores não deixemos de receber esse benefício”, pediu.
Já Jovelina Moura, professora em educação infantil, afirmou que os gestores querem discutir sobre educação, no entanto, acabam ignorando a educação infantil. “A educação infantil é esquecida e ignorada. Esse pensamento deve ser mudado, pois esse segmento educacional é base de todos os outros”.
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