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Marcos Oliver

Um motociclista identificado como Wesley Barbosa Gonçalves, de 23 anos, sofreu um acidente de trânsito na manha desta sexta-feira (07), por volta das 10:30h, na Avenida Dr. Nelson Leal, em Livramento. Segundo informações passadas ao site Livramento Manchete, a vítima trafegava pela referida avenida, conduzindo uma motocicleta CG Titan 150 e de repente foi surpreendida por um caminhão baú que entrava em uma travessa da via. A moto colidiu bruscamente na lateral do veículo de carga, o condutor foi lançado ao solo e sofreu escoriações pelo corpo, foi socorrido pela equipe do SAMU 192 e encaminhado para UPA 24h, onde recebeu atendimento médico. Uma guarnição da Polícia Militar foi acionada para registrar a ocorrência. A frente da moto ficou parcialmente destruída por conta da colisão.

Estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado hoje (7), mostra o aumento contínuo das mortes no trânsito. Pelos dados do relatório, mais de 1,35 milhão de pessoas perdem a vida todos os anos em decorrência de acidentes de trânsito. Os dados mais alarmantes estão na África. Para especialistas, os governos reduziram os esforços na busca por solução para o problema.

O Relatório da Situação Global da OMS sobre segurança no trânsito de 2018 destaca que as lesões causadas pelo trânsito são hoje a principal causa de morte de crianças e jovens entre 5 e 29 anos. O documento inclui informações sobre o aumento no número total de mortes e diz que as taxas de mortalidade da população mundial se estabilizaram nos últimos anos.

"Essas mortes são um preço inaceitável a pagar pela mobilidade", disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. “Este relatório é um apelo aos governos e parceiros para que tomem medidas muito maiores para executar essas medidas”, acrescentou.

Os relatórios de status global da OMS sobre segurança no trânsito são divulgados a cada dois ou três anos e servem como ferramenta de monitoramento para a Década de Ação para Segurança Viária 2011-2020.

Mortes

Pelo relatório, o risco no trânsito é três vezes maior nos países de baixa renda do que nos países de alta renda. As taxas são mais elevadas em países da África e as mais baixas na Europa.  Três regiões do mundo relataram um declínio nas taxas de mortalidade no trânsito: Américas, Europa e Pacífico Ocidental.

Os pedestres e ciclistas são responsáveis por 26% de todas as mortes no trânsito, enquanto os motociclistas e passageiros por 28%.

De acordo com o relatório, apenas 40 países, representando 1 bilhão de pessoas, implementaram pelo menos 7 ou todos os 8 padrões de segurança de veículos das Nações Unidas.

Investimentos

Para o fundador e diretor da Bloomberg Philanthropies e embaixador global da OMS, Michael R Bloomberg, é preciso investir mais na educação do trânsito, na prevenção e atenção à segurança nas estradas e pistas.

Segundo ele, é necessário adotar “políticas fortes” e fiscalização, repensar as estradas para que se tornem inteligentes e adotar campanhas de conscientização.

"A segurança no trânsito é uma questão que não recebe nem perto da atenção que merece. [E] é realmente uma das nossas grandes oportunidades para salvar vidas em todo o mundo", ressaltou.

Avanços

De acordo com o estudo, apesar do alerta, houve progressos, pois a legislação de forma geral foi aperfeiçoada, visando a redução de riscos, o excesso de velocidade e vetos à ingestão de bebida alcoólica antes da direção. Também há menção à obrigatoriedade quanto ao uso de cintos de segurança e capacetes.

Há, ainda, a citação da preocupação com os cuidados com as crianças, da adoção de infraestrutura mais segura, como calçadas e pistas exclusivas para ciclistas e motociclistas, melhores padrões de veículos, como os que exigem controle eletrônico de estabilidade e frenagem avançada e aprimoramento dos cuidados depois de uma colisão.

O relatório diz, ainda, que essas medidas contribuíram para a redução das mortes no trânsito em 48 países de renda média e alta. Porém, informa que não há dados sobre redução no total de mortes referindo-se aos países de baixa renda.

Uma compra de R$ 220 milhões feita pelo Ministério da Saúde, que contou com a participação de um funcionário cedido pela empresa ganhadora do contrato, está sob investigação do Tribunal de Contas da União (TCU). Rodrigo Silvestre, que deixou o cargo de assessor no laboratório paranaense Tecpar em 2016 para assumir um cargo na Secretaria de Ciência e Tecnologia e Insumos Estratégicos, voltou à empresa neste ano, depois de atuar na negociação. Na volta, foi promovido a diretor industrial.

A contratação, firmada em 2017, tinha como objetivo o fornecimento do trastuzumabe ao Sistema Único de Saúde (SUS). O medicamento é usado no tratamento para câncer de mama. O TCU, porém, determinou a suspensão da parceria com o laboratório, que é vinculado ao governo do Paraná, por suspeita de irregularidades e sobre preço.

Em decisão provisória no mês passado, o tribunal solicita que o Ministério da Saúde retenha 27,39% das despesas com a aquisição do medicamento, tanto já desembolsadas quanto programadas. O porcentual equivale à diferença entre o valor estabelecido pelo laboratório paranaense e o preço de mercado.

Segundo a análise da Corte de contas, o frasco-ampola do medicamento na parceria custou R$ 1.293,10, enquanto o Ministério da Saúde fez compras recentes da mesma droga por R$ 938,94. Atualmente, 7.813 pacientes estão em tratamento com a droga, segundo o Ministério da Saúde.

Os documentos mostram que Silvestre atuou na contratação, que se deu por meio de parceira de desenvolvimento produtivo (PDP). Como diretor do departamento no Complexo de Inovação em Saúde da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, Silvestre participou do processo de reorganização de projetos para a produção no País de anticorpos monoclonais, usados no tratamento de diversos tumores.

Nesse rearranjo, o laboratório paranaense ficou encarregado de abastecer 40% da demanda do SUS. Biomanguinhos, que é vinculado à pasta, ficou responsável pela produção de outros 40% e o Instituto Butantã, ligado ao governo de São Paulo, pelos 20% restantes.

A análise do TCU sobre um eventual favorecimento à Tecpar teve início em julho. Entre os pontos investigados está o de que a parceria com o laboratório paranaense foi feita sem o aval necessário de órgãos colegiados e em desacordo com a Consultoria Jurídica do Ministério da Saúde.

Documentos mostram a participação ativa de Silvestre na negociação. Em um memorando, descreve-se o novo formato das PDPs de anticorpos monoclonais. Em uma nota técnica, de fevereiro deste ano, atesta-se o cumprimento de todos os requisitos da PDP, dando sinal verde para o início de uma nova fase da produção. Neste documento, o preço do produto também é citado.

Procurado pela reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, Silvestre descartou conflito de interesse ou favorecimento ao laboratório que agora dirige. Ele afirma que as notas técnicas que assinou durante o processo não envolviam tomada de decisões, mas apenas envio de informações. "Era uma manifestação técnica", afirmou. De acordo com o diretor da Tecpar, a tomada de decisões era atribuição apenas de secretários e do próprio ministro da Saúde, cargo exercido na época pelo deputado Ricardo Barros (PP-PR).

Silvestre diz não ter filiação política e não ser o primeiro funcionário de laboratório público a atuar no ministério e depois retornar para o posto de origem. "A nomeação de um diretor é um rito administrativo público. Meu nome foi indicado, passou por Casa Civil e órgãos de inteligência. Todas essas questões foram verificadas. Em nenhum momento, eu interrompi meu vínculo como servidor. Estava cedido formalmente, renovado anualmente por documento público."

Empresa

Em nota, a Tecpar afirmou que já respondeu os questionamentos do tribunal nos autos do processo. O Ministério da Saúde, por sua vez, informou cumprir o acórdão do TCU e destacou ter suspendido o processo.

A pasta acrescentou que Silvestre pertenceu aos quadros do órgão em um momento em que a parceria não estava em fase de compra dos produtos. "Portanto, ele não realizou o monitoramento de etapas e preços", disse. Para o Ministério da Saúde, não houve conflito de interesse na sua atuação.

Hoje foi entrevistada no Jornal da 88 a diretora do Sindicato dos Agentes de Saúde e Combate a Endemias de Livramento, Cleide Coelho, que afirmou que a verba do Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica, o PMAQ, nunca foi repassado aos agentes comunitários de saúde de Livramento.

A verba funciona como um incentivo financeiro ao trabalho dos agentes, porém, para que as unidades de saúde sejam contempladas é necessário que os profissionais envolvidos no programa obedeçam a critérios de qualidade. “Nós de Livramento estamos lutando para ter direito ao incentivo do PMAQ desde 2010. Esse dinheiro precisa ser gasto fielmente nisso.  Para que a gente receba esse incentivo é necessário que os profissionais das unidades desempenhem um bom papel. E existe uma classificação de desempenho. Por tanto, quando não há colaboração mútua da equipe, algumas unidades recebem nota zero. Porém, para que haja uma classificação considerada ótima, os médicos, enfermeiros, técnicos, agentes de saúde, serviços gerais e demais envolvidos dependem também da gestão. Se algum equipamento da unidade deu problema, como por exemplo, a cadeira do dentista, o número de atendimentos cai e isso tem impacto direto na nota do PMAQ”, explicou Cleide.

Cleide também informou na entrevista sobre o valor da verba. “De setembro de 2017 a setembro de 2018 mensal foi estimado em 46 mil reais, o que totaliza mais de 500 mil reais. Seria interessante sabermos em que foi gasto esse dinheiro.”, questionou a diretora que disse ainda que a verba do PMAQ é um direito.

Para finalizar, Cleide Coelho fez questão de deixar claro que o programa é de adesão voluntária. E caso o incentivo financeiro não seja repassado, os profissionais não vão mais se submeterem a critérios de avaliação, por tanto, Livramento não receberá mais os recursos do PMAQ. 

Levantamento divulgado nesta quinta-feira (6) pelo Ministério da Saúde aponta que ainda restam 123 vagas disponíveis no programa Mais Médicos. Segundo a pasta, 3.721 médicos já se apresentaram aos municípios onde deverão trabalhar. O edital oferta, ao todo, 8.517 vagas em 2.824 municípios e 34 distritos indígenas.

Na última terça-feira (4), 200 profissionais desistiram de trabalhar no Mais Médicos e as vagas foram reabertas.

O prazo de inscrição vai até sexta (7), às 23h59, e os médicos têm até o dia 14 para se apresentarem nos municípios.

Novo edital

Em audiência pública na Comissão Mista de Orçamento (CMO), no Congresso Nacional, o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, afirmou esperar que, até o prazo final de inscrição no programa, as vagas remanescentes sejam ocupadas por médicos brasileiros.

De acordo com ele, um novo edital do Mais Médicos será publicado na segunda-feira (17) abrindo vagas para médicos brasileiros formados no exterior e para estrangeiros formados no exterior. Os médicos brasileiros formados no país, explicou o ministro, também poderão continuar aderindo ao programa.

“Aquilo que parecia ser um grande problema, estamos solucionando gradativamente, paulatinamente, não deixando a população e os municípios brasileiros desassistidos de médicos na atenção básica”, declarou o ministro da Saúde.

Em números

Quantas vagas estão disponíveis no edital? 8.517.

Quantas foram preeenchidas no sistema? 8.394 (98,5%).

Quantos profissionais já se apresentaram nos municípios? 3.721. (44,3% das vagas preenchidas).

 

O menino que teve 31 agulhas inseridas no corpo pelo ex-padrastro, em 2009, ainda convive com quatro dos objetos dentro do corpo, nove anos após o caso. Hoje, com 11 anos, a criança ainda é acompanhada por médicos, depois de ter passado por três cirurgias, quando ainda tinha dois anos.

O caso aconteceu em Ibotirama, no oeste da Bahia, e ganhou repercussão no mundo inteiro. O garoto deu entrada no hospital chorando e sentindo muitas dores, quando tinha 2 anos e 7 meses. Sem diagnóstico evidente, os médicos pediram uma radiografia e encontraram as 31 agulhas espalhadas pelo corpo do menino.

Atualmente, a criança vive bem e com boa saúde. Ele estuda, brinca com os irmãos e participa de projetos sociais. As agulhas que ainda restam no corpo não oferecem risco à saúde, porque elas não mudam de lugar.

Maria Souza Santos, mãe do garoto, que acompanhou todo o sofrimento do filho, está aliviada de ver o menino tão cheio de saúde.

"Isso é um sonho, ver meu filho amparado, indo para a escola, brincando com o irmão, com os amiguinhos. Porque eu pensava naquilo que ele estava passando, que meu filho ia se acabar naquela hora por causa de mãos de gente ordinária, que não tem coração", disse Maria, emocionada.

Na época, o padrastro da criança confessou a violência. Roberto Carlos Magalhães, ex-ajudante de pedreiro, vivia com a mãe do menino havia seis meses. Em 2014, cinco anos após o crime, ele foi condenado a 12 anos e seis meses de prisão, por tentativa de homicídio triplamente qualificado.

Roberto Carlos cumpre a pena no presídio de Salvador. Para a polícia, ele disse que as agulhas inseridas no corpo da criança faziam parte de um ritual e que duas mulheres o ajudaram.

Uma dessas mulheres é Maria dos Anjos Nascimento, de 56 anos, conhecida como Bia. A outra é a lavradora Angelina dos Santos, de quem Roberto dizia ser amante. As duas foram liberadas das acusações pela Justiça por falta de provas.

Suposto ritual

O caso aconteceu em dezembro de 2009, em Ibotirama. A situação foi descoberta depois que o menino passou por atendimento no hospital. Questionado pela polícia, Roberto Carlos confessou o crime.

Ele contou que levava a criança para a casa de Angelina, onde o ritual supostamente acontecia. Segundo Roberto Carlos, lá ele tinha a ajuda de Angelina e de Maria dos Anjos, responsável por preparar a bebida que era dada à criança.

Logo depois de tomar essa bebida, o menino desmaiava. Angelina segurava o garoto desacordado enquanto Roberto Carlos enfiava as agulhas.

O menino foi levado às pressas para Salvador, em um avião-UTI. Ele chegou acompanhado da mãe e de paramédicos. Do aeroporto foi de ambulância direto para o Hospital Ana Nery, onde ficou internado.

O garoto passou por três cirurgias, procedimentos de alto risco para uma criança que, na época, tinha 2 anos e 7 meses. Ele só teve alta em fevereiro de 2010, depois de passar cerca de um mês internado.

Em apenas um ano, o Brasil passou a ter quase 2 milhões de pessoas a mais vivendo em situação de pobreza. A pobreza extrema também cresceu em patamar semelhante. É o que mostra a Síntese de Indicadores Sociais (SIS), divulgada nesta quarta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com a pesquisa, em 2016 havia no país 52,8 milhões de pessoas em situação de pobreza no país. Este contingente aumentou para 54,8 milhões em 2017, um crescimento de quase 4%, e representa 26,5% da população todal do país, estimada em 207 milhões naquele ano (em 2016, eram 25,7%).

Já a população na condição de pobreza extrema aumentou em 13%, saltando de 13,5 milhões para 15,3 milhões no mesmo período. Do total de brasileiros, 7,4% estavam abaixo da linha de extrema pobreza em 2017. Em 2016, quando a população era estimada em cerca de 205,3 milhões, esse percentual era de 6,6%.

O gerente da pesquisa, André Simões, enfatizou que o aumento da pobreza se deu pela maior deterioração do mercado de trabalho. Ele lembrou que em 2017 houve um pequeno crescimento do PIB, ao contrário dos dois anos anteriores, mas que essa alta foi puxada pela agroindústria, “que não emprega tanto quanto outras atividades”.

“A renda do trabalho compõe a maior parte da renda domiciliar. A taxa de desocupação continuou elevada neste ano, por isso a pobreza aumentou”, destacou.

Segundo o IBGE, é considerada em situação de extrema pobreza quem dispõe de menos de US$ 1,90 por dia, o que equivale a aproximadamente R$ 140 por mês. Já a linha de pobreza é de rendimento inferior a US$ 5,5 por dia, o que corresponde a cerca de R$ 406 por mês. Essas linhas foram definidas pelo Banco Mundial para acompanhar a pobreza global.

O rendimento médio mensal domiciliar per capita (a soma das rendas de todos os moradores do domicílio, dividida pelo número de pessoas) obtido no país foi de R$ 1.511 em 2017.

Distribuição da pobreza

Dos estimados 54,8 milhões de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza, mais de 25 milhões estão nos estados do Nordeste. Nessa região, 44,8% da população estava em situação de pobreza em 2017.

Já na região Sul viviam 3,8 milhões de pessoas em situção de pobreza – o equivalente a 12,8% dos quase 30 milhões de habitantes dos três estados. No Sudeste, eram 15,2 milhões de pessoas, o equivalente a 17,4% da população total da região.

"O crescimento do percentual de pessoas abaixo dessa linha [de pobreza extrema] aumentou em todas as regiões, com exceção da Região Norte, onde se manteve estável", destacou o IBGE.

Entre os estados, o Maranhão registrou a maior proporção de pobres, segundo o IBGE. No estado, mais da metade da população está abaixo da linha da pobreza. Acre, Amazonas, Pará, Amapá, Piauí, Ceará, Alagoas e Bahia tinham quase metade da população pobre também.

Já Santa Catarina aparece com o menor percentual de pobres - 8,5% de sua população estava abaixo da linha de pobreza. Em todas as demais Unidades da Federação este percentual ficou acima de 13%.

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