
Marcos Oliver
Os Estados Unidos realizaram a primeira grande operação contra imigrantes em situação irregular durante o governo Trump, resultando na prisão de 538 pessoas, conforme relatório divulgado pela Casa Branca na noite de quinta-feira (23). A nova porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, informou que centenas de pessoas já foram deportadas, sem detalhar números exatos ou os destinos dos deportados. Leavitt afirmou que as deportações foram realizadas por meio de aeronaves militares, mas destacou que o processo de remoção de imigrantes, normalmente demorado devido à necessidade de acordos bilaterais, parece ter sido acelerado. Segundo uma reportagem do jornal The New York Times publicada nesta sexta-feira (24), autoridades de fronteira com o México receberam permissão para realizar deportações instantâneas, prática que contraria leis internacionais e pode ter contribuído para a rapidez no processo. De acordo com a Casa Branca, todos os imigrantes detidos na operação tinham algum tipo de condenação judicial nos Estados Unidos, com a maioria das sentenças emitidas recentemente. As ações refletem a postura rigorosa do governo Trump em relação à imigração, gerando controvérsia tanto dentro quanto fora do país.
Durante um evento relacionado à posse de Donald Trump na segunda-feira (20), em Washington, Elon Musk, proprietário da Tesla e da plataforma X, gerou controvérsia com um gesto que dividiu opiniões nas redes sociais. A cerimônia, realizada no ginásio Capitol One Arena, contou com a presença de apoiadores do republicano, onde Musk discursou em um tom enérgico e provocativo. Ao subir ao palco, Musk foi recebido com aplausos e realizou um gesto com as mãos que rapidamente gerou interpretações conflitantes. Alguns internautas apontaram semelhanças com uma saudação nazista, enquanto outros argumentaram que o movimento remonta ao período do Império Romano. O empresário, que foi escolhido por Trump para liderar o recém-criado Departamento de Eficiência Governamental, parecia estar em clima de celebração, pulando e abrindo os braços com entusiasmo antes de iniciar sua fala. A situação repercutiu amplamente nas plataformas digitais, levantando debates sobre o simbolismo dos gestos e a intenção por trás da atitude. Apesar das especulações, Musk não comentou as reações diretamente, mantendo o foco em seu discurso sobre modernização e eficiência no governo dos Estados Unidos. O episódio, no entanto, adiciona um elemento controverso ao já movimentado início do novo mandato de Trump.
A guerra entre Ucrânia e Rússia ganhou novos contornos nesta terça-feira (14), com a realização de um ataque em larga escala conduzido pelas forças ucranianas. Autoridades locais confirmaram que mais de 200 mísseis e drones foram disparados contra alvos estratégicos em diversas cidades russas. Segundo Andriy Kovalenko, chefe do Centro Oficial da Ucrânia Contra a Desinformação, os bombardeios tiveram como foco fábricas de armamentos, refinarias de petróleo e armazéns. Um dos ataques mais graves atingiu uma central de gás nos arredores de Kazan, resultando em um grande incêndio. Apesar das perdas relatadas, a Rússia afirmou ter neutralizado parte da ofensiva. De acordo com o Ministério da Defesa russo, 180 drones ucranianos foram abatidos, assim como seis mísseis norte-americanos e oito mísseis Storm Shadow, de fabricação britânica. A região de Saratov também foi duramente afetada, com instalações industriais em Saratov e Engels sendo danificadas. O governador local informou que ataques de drones causaram prejuízos significativos, mas os detalhes sobre as consequências ainda estão sendo avaliados. Em resposta, a Rússia intensificou seus ataques aéreos contra cidades ucranianas. A Força Aérea da Ucrânia declarou ter derrubado 58 drones em 11 regiões diferentes do país. O aumento na frequência e na magnitude dos ataques ressalta a escalada do conflito, que também resultou na imposição de restrições de voo em diversos aeroportos, conforme anunciado pelo órgão regulador de aviação russo. Este é mais um capítulo de uma guerra que segue impactando não apenas as partes diretamente envolvidas, mas também a estabilidade geopolítica global.
Los Angeles enfrenta uma tragédia sem precedentes: o maior incêndio de sua história está devastando a região, deixando mais de cem mil pessoas desabrigadas e resultando na morte de cinco pessoas. O cenário, que normalmente seria improvável durante o inverno, é agravado por condições climáticas extremas atribuídas às mudanças climáticas globais. Especialistas explicam que a combinação de uma seca prolongada e temperaturas acima da média tem alimentado as chamas. Após um período de chuvas intensas entre 2022 e 2023, a vegetação da área cresceu consideravelmente, fornecendo mais material inflamável. Além disso, os ventos de Santa Ana, conhecidos por sua intensidade e características secas, estão atuando como catalisadores, espalhando o fogo rapidamente com rajadas que chegam a 160 km/h. O impacto é catastrófico: cerca de 1.900 imóveis foram completamente destruídos, e outros 13.000 sofreram danos. Diante da gravidade da situação, o governo da Califórnia decretou estado de emergência, mobilizando recursos para conter o avanço das chamas. Bombeiros trabalham incansavelmente em turnos ininterruptos, enfrentando condições desafiadoras para proteger vidas e propriedades. O incêndio histórico lança luz sobre a vulnerabilidade da região aos efeitos das mudanças climáticas e a necessidade urgente de estratégias para mitigar desastres futuros. Enquanto os esforços de combate continuam, moradores e autoridades refletem sobre o impacto devastador dessa crise ambiental.
O ano de 2024 entrou para a história como o mais quente já registrado, ultrapassando pela primeira vez a marca de 1,5°C de aumento na temperatura média global em relação aos níveis pré-industriais. De acordo com dados divulgados pelo centro europeu Copernicus, a média global foi de 15,10°C, um aumento de 1,6°C em relação ao período de referência. Embora esse marco não signifique o rompimento oficial do limite estabelecido pelo Acordo de Paris — que considera um período de 20 anos para análise —, ele serve como um forte alerta sobre a gravidade da crise climática. Durante 11 meses de 2024, as temperaturas globais permaneceram acima do limite crítico de 1,5°C. No dia 22 de julho de 2024, o mundo enfrentou seu dia mais quente, com a temperatura média global alcançando 17,16°C. Todos os continentes registraram recordes históricos, confirmando o avanço alarmante do aquecimento global.
Os oceanos, que desempenham um papel fundamental no equilíbrio climático, também atingiram temperaturas inéditas. A temperatura média anual da superfície do mar foi de 20,87°C, refletindo um aquecimento geral do planeta. Com os oceanos funcionando como "reservatórios de calor", o aumento da temperatura marítima intensifica a formação de vapor de água, o que contribui para eventos climáticos extremos, como tempestades e chuvas intensas. Antes de 2024, o recorde de ano mais quente pertencia a 2023, evidenciando uma tendência contínua de aumento das temperaturas globais. Esses dados mostram a urgência de ações globais mais efetivas para mitigar os impactos das mudanças climáticas e frear o aquecimento global. Com os impactos do aquecimento atingindo proporções nunca vistas, especialistas reforçam a necessidade de união internacional para cumprir as metas climáticas e proteger o futuro do planeta.
O aumento expressivo de infecções pelo metapneumovírus humano (HMPV) está sobrecarregando hospitais e postos de saúde na China, levando autoridades a reforçar a vigilância e implementar ações emergenciais. O surto, que ocorre no inverno chinês, levanta preocupações cinco anos após o impacto global da pandemia de Covid-19. De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças do país, houve uma escalada significativa nos casos de infecções respiratórias, desencadeando a adoção de sistemas de monitoramento mais rígidos. Um programa piloto foi lançado para identificar rapidamente casos de pneumonia com origem desconhecida, uma tentativa de mitigar os impactos do vírus. O HMPV, identificado inicialmente em 2001, é transmitido por gotículas respiratórias ou contato com superfícies contaminadas. Embora seus sintomas sejam semelhantes aos de outras infecções respiratórias — como congestão nasal, tosse, rouquidão e secreção —, casos mais graves podem evoluir para dificuldade respiratória, exigindo cuidados hospitalares. Apesar da pressão sobre o sistema de saúde, a Organização Mundial da Saúde (OMS) ainda não declarou emergência global, indicando que a situação, embora preocupante, está sendo monitorada. As autoridades chinesas seguem trabalhando para conter o avanço do vírus e proteger a população.
O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, reafirmou seu compromisso com a aplicação rigorosa da pena de morte em declarações feitas nesta terça-feira (24). Trump informou que, ao assumir o cargo, ordenará ao Departamento de Justiça que intensifique os esforços para que a pena capital seja aplicada a estupradores, assassinos e outros criminosos que ele classificou como "monstros". A declaração ocorre em um momento de contraste direto com a decisão recente do atual presidente, Joe Biden, que comutou as sentenças de 37 dos 40 condenados à morte pela Justiça federal, transformando-as em prisão perpétua. Com essa medida, Biden retirou qualquer possibilidade de que essas execuções sejam retomadas, mesmo após o fim de seu mandato. Trump, um defensor declarado da pena de morte, tem reiterado sua posição ao longo de sua campanha e nos discursos após sua vitória eleitoral. Ele afirmou repetidamente que pretende expandir o uso da pena capital como um instrumento de justiça e dissuasão de crimes graves. A medida sinaliza uma guinada em relação às políticas mais moderadas adotadas pela administração Biden e promete reacender o debate sobre a validade ética e a eficácia da pena de morte nos Estados Unidos. Com sua posse prevista para o final de janeiro de 2025, Trump reforça uma abordagem punitiva ao sistema de justiça, que deve gerar discussões intensas tanto no âmbito político quanto na sociedade americana.
Uma sequência de luzes estranhas no céu, vistas desde Nova Jersey até Ohio, tem gerado debates nas redes sociais e inquietado autoridades nos Estados Unidos. Os avistamentos, que começaram em 18 de novembro, ocorreram em áreas urbanas, rurais e até em zonas militares, como na Base Aérea Wright-Patterson, onde o espaço aéreo foi fechado temporariamente para monitoramento. Embora vídeos e relatos acompanhem os fenômenos, as explicações permanecem inconclusivas. As hipóteses variam desde drones sofisticados – permitidos por mudanças recentes na legislação americana – até meteoritos ou operações militares secretas. Algumas teorias até sugerem tecnologia estrangeira ou alienígena. Autoridades, incluindo o FBI e o Pentágono, seguem investigando, mas a falta de respostas tem gerado insegurança. O presidente Joe Biden declarou que não há indícios de ameaças à segurança nacional, enquanto o presidente eleito, Donald Trump, questionou a transparência do governo, sugerindo que mais informações deveriam ser reveladas. Apesar das especulações, a origem das luzes e dos possíveis drones ainda é um mistério, deixando a população em suspense e o debate aberto sobre o que realmente está acontecendo nos céus da costa leste.
O dia 11 de setembro de 2001 ficou marcado como uma das datas mais trágicas da história dos Estados Unidos e do mundo. Neste 11 de setembro de 2024, completam-se 23 anos desde os ataques terroristas que mudaram para sempre o cenário político, econômico e social global. A queda das Torres Gêmeas, parte do complexo do World Trade Center em Nova York, o ataque ao Pentágono e a queda do voo 93 da United Airlines foram eventos que não apenas ceifaram a vida de cerca de 3.000 pessoas, mas também trouxeram à tona questões profundas sobre segurança, terrorismo e as liberdades civis. Os atentados foram orquestrados pela organização terrorista Al-Qaeda, liderada por Osama bin Laden, com o objetivo de atingir símbolos do poder econômico, militar e político dos Estados Unidos.
O impacto dos aviões sequestrados colidindo com as Torres Gêmeas, seguido do colapso dos edifícios, é uma imagem que permanece viva na memória de milhões de pessoas ao redor do mundo. Além das vidas perdidas, milhares ficaram feridos, e a área de Manhattan enfrentou uma destruição e uma nuvem de poeira tóxica que afetou a saúde de muitas pessoas, incluindo socorristas que atuaram nos resgates. As consequências dos ataques de 11 de setembro foram devastadoras e de longo alcance. No cenário internacional, o governo dos EUA lançou a "Guerra ao Terror", resultando em intervenções militares no Afeganistão e no Iraque. No âmbito doméstico, o país implementou mudanças drásticas em suas políticas de segurança, com destaque para a criação do Departamento de Segurança Interna e a aprovação do Ato Patriota, que ampliou os poderes de vigilância do governo. À medida que o mundo marca o 23º aniversário do 11 de setembro, as homenagens e lembranças continuam a honrar as vítimas e os heróis daquele dia. Em Nova York, o Memorial e Museu do 11 de Setembro, erguido no local onde ficavam as Torres Gêmeas, é um espaço onde visitantes podem aprender sobre as histórias daqueles que perderam suas vidas e refletir sobre a tragédia. Cerimônias de leitura de nomes das vítimas e momentos de silêncio são realizados todos os anos. No entanto, além das homenagens, a data também convida à reflexão sobre o impacto contínuo do terrorismo, as complexidades da política externa e os desafios da segurança em um mundo globalizado. Mesmo após duas décadas, as questões que surgiram naquela manhã de setembro continuam a ressoar, e o legado do 11 de setembro ainda influencia a política global. Neste 11 de setembro de 2024, a memória dos ataques serve não apenas como um tributo às vidas perdidas, mas também como um lembrete da importância da resiliência, do diálogo internacional e da construção de um futuro em que tragédias como essa não se repitam.
O caso de uma jovem acusada de matar o homem que a explorava e abusava sexualmente vem gerando polêmica nos Estados Unidos há vários anos. Na segunda-feira (19), Chrystul Kizer, de 24 anos, foi condenada a 11 anos de prisão, encerrando uma batalha jurídica de seis anos. Kizer foi acusada de homicídio por atirar em Randall Volar, de 34 anos, em 2018, quando tinha 17 anos. Ela aceitou um acordo judicial no início deste ano, em que se declarou culpada para evitar a pena de prisão perpétua. A longa batalha jurídica contou com a intervenção de organizações de defesa das mulheres e da comunidade negra. Os advogados de Kizer argumentaram que ela agiu em legítima defesa — e usaram um mecanismo legal conhecido como "defesa afirmativa", em vigor em vários Estados dos EUA, que protege as vítimas de tráfico sexual de algumas acusações, incluindo prostituição ou roubo, se essas ações forem resultantes do tráfico.
Kizer tinha 16 anos quando conheceu Volar, que tinha o dobro da sua idade, em um ponto de ônibus. Ele se ofereceu para levá-la em casa, e pediu seu número de telefone. Segundo ela, os dois saíram para jantar e fazer compras. Mas logo ficou claro que ele esperava uma retribuição sexual. E o relacionamento se tornou obscuro. Por quase dois anos, Volar abusou sexualmente de Kizer — e, sem o conhecimento dela, filmou os encontros. Como foi revelado no processo judicial, Volar já estava na mira da polícia de Kenosha, em Wisconsin, por ter gravado os abusos de outras meninas. Ela não sabia. Um ano antes da morte de Volar, a menor já era vítima de prostituição forçada. Mas uma noite, quando Volar tentou tocá-la, Kizer sacou uma arma e atirou na cabeça dele. Ela ateou fogo à casa e fugiu no carro dele. Ela havia compartilhado o que fez em uma transmissão ao vivo no Facebook, pouco antes de ser presa e acusada de homicídio, incêndio criminoso e roubo de veículo.
Atletas transgênero e intersexo ainda enfrentam um cenário de incerteza em grandes eventos esportivos, como os Jogos Olímpicos de Paris. É o caso da boxeadora argelina Imane Khelif. Ela venceu a luta contra a italiana Ângela Carini na quinta-feira (01). Carini, que desistiu do combate após 46 segundos de luta, explicou que o abandono não teve nada a ver com a situação envolvendo a adversária. Mesmo assim, as boxeadoras foram alvo de fake news que afirmavam que Carini havia deixado a luta porque a adversária seria uma atleta transgênero. Em nota, o Comitê Olímpico Internacional (COI) afirmou que "toda pessoa tem o direito de praticar esportes sem discriminação", afirmou que "as duas atletas têm participado em competições internacionais de boxe por muitos anos na categoria feminina" e classificou como "enganosas" as publicações questionando a legitimidade de Khelif. Imane Khelif não é transgênero, é intersexo.
A atleta faz parte do grupo de pessoas que nasceram com alguma condição que não se encaixa nas normas médicas para corpos do sexo feminino ou masculino. Antigamente, era utilizado o termo 'hermafrodita', que, além de não estar correto do ponto de vista biológico, é considerado ofensivo. Algumas pessoas com a condição têm órgãos genitais femininos, mas têm cromossomos sexuais XY (que determinam o sexo masculino) e níveis de testosterona no sangue compatíveis com o corpo masculino. É o caso de Khelif e também da corredora sul-africana Caster Semenya, que foi impedida de disputar as olimpíadas de Tóquio em 2021. O que define se atletas intersexo podem ou não participar de competições esportivas são as normas das federações de cada modalidade esportiva. A Associação Internacional de Boxe (IBA), por exemplo, tem regras mais rígidas, que impediriam atletas com cromossomos XY de competir em eventos femininos. Apesar disso, Imane Khelif pôde competir porque a IBA foi suspensa pelo COI em 2023.
Nesta sexta-feira (19) um problema tecnológico global causou interrupções em vários setores, afetando companhias aéreas, emissoras de televisão e sistemas bancários em todo o mundo. O caos começou nas primeiras horas do dia e impactou milhões de pessoas. A falha parece estar associada a uma interrupção nos serviços em nuvem da Microsoft, que afetou diversas companhias aéreas, especialmente as de baixo custo. No entanto, não está claro se todas as empresas mencionadas estão envolvidas diretamente com esse problema específico. A situação foi atribuída a um problema com o software da empresa global de segurança cibernética Crowdstrike. Segundo um alerta emitido pela Crowdstrike e analisado pela Reuters, o software Falcon Sensor da empresa está provocando travamentos no Microsoft Windows, resultando na conhecida Tela Azul da Morte. O alerta, enviado às 2h30 (horário de Brasília), incluía instruções para uma solução manual do problema.