Fala do Jornalista Raimundo Marinho


Fala do Jornalista Raimundo Marinho

Por: Redação do Jornal da 88

Jornalista RAIMUNDO MARINHO
Adaptação da fala na Rádio 88 FM, dia 06.11.2023

Poucos são preparados O Dr. Emerson Leal foi a última grande liderança política de Livramento, apoiado por uma inconfundível liderança estadual, Antônio Carlos Magalhães (ACM). Mas o priquitão não fez sucessor, nem mesmo o filho, deputado estadual Nelson Leal. Surgidos sob sua influência, temos os doutores Carlos Batista e Paulo Azevedo, que não lhe foram fiéis, politicamente falando! Paulo não fez ninguém, ele mesmo continua! E Carlos gerou José, o Ricardo Ribeiro, longe de ser um líder, apesar de dois mandatos de prefeito! Segue pensando como produtor de manga! Temos de reconhecer que, infelizmente, faltam nomes preparados para os desafios que o município tem e precisa vencer.

Muita água vai jorrar Em 2012, último mandado do prefeito Carlos Batista, ele queria fazer o sucessor. Tinha compromisso, sob pressão do grupo, com José Ricardo Assunção Ribeiro, que tinha baixa viabilidade eleitoral. O vice-prefeito era Paulo Azevedo, que disputava a indicação. Mas o Carlos manteve José Ricardo na cabeça da chapa. Do outro lado, Dr. Emerson Leal tinha dificuldades para montar sua chapa. Lembro-me que alguém do grupo da situação me perguntou o que eu achava, como jornalista, do cenário. Respondi: “Diga a Dr. Carlos que, se quiser fazer o sucessor, deixe Ricardinho para a próxima e coloque Paulo Azevedo”. Não me ouviram! E, coincidência ou não, perderam a eleição! 

Grupo foi implodido O grupo da situação, em verdade, foi implodido eleitoralmente, naquela época, por Emerson Leal, que só precisou acolher Paulo Azevedo na cabeça da chapa da oposição! E derrotou José Ricardo. Agora, a história parece que se repete, em outros moldes e novos personagens. O prefeito Ricardo Ribeiro quer fazer o sucessor e também agora tem uma vice na sua cola, Joanina Sampaio, e um compromisso com quem viabilizou sua candidatura em 2016, Jânio Lima, que lhe deu o partido Rede, depois que Carlos Batista deixou o grupo e levou o PDS para Emerson Leal. Igualmente, a vice atual é vista como eleitoralmente mais viável. Para a história se repetir, ou ser contrariada, só depende do prefeito!

Situação de emergência O prefeito Ricardo Ribeiro decretou estado de emergência, em razão da seca, nos distritos de Iguatemi, São Timóteo e Itanagé, com base na Portaria nº 260/2022, do Ministério do Desenvolvimento Regional. Considerou que falta água potável por lá, e o decreto é para facilitar ações emergenciais de socorro à população. Na verdade, apenas renova atos que vem sendo publicados, de seis em seis meses, desde o ano passado. Mas é estranho dizer que falta água potável em Iguatemi, depois da inauguração da adutora que levaria água para a região.

Para refletir - NO CEMITÉRIO (Hora do Ângelus, PENSARES PARA REZAR, pp. 26/27).

Os vivos deviam visitar sempre cemitérios, não só nos dolorosos enterros. As tumbas nos fazem lembrar que a maioria das coisas da vida, pelas quais costumamos, de nada vale. A morte é certa, impiedosa, para rico e pobre, feio e bonito, como mostram os túmulos. Não adianta fingir que não sabemos! Fazemos cara de dor e tristeza, muitas vezes para parecer socialmente agradáveis nos sepultamentos. A dor de quem fica logo passa! Amor, atenção, abraços apertado, amizade, fraternidade, caridade, solidariedade, negados em vida, passam a fazer parte de tentativas inúteis de compensação, como ajudar a carregar o caixão, missa de 7º dia, flores e mensagens, talvez uma foto, no túmulo frio de cimento, onde um corpo antes viril e saudável, apodrecerá, comido pelos vermes, até nada mais restar da pessoa física. 

Em muitos túmulos, as flores secaram, as lembranças caíram, a sujeira tomou conta dos sepulcros, antes caiados ou revestidos de mármores luxuosos. Poucos são bem cuidados! Já ouvi uma alma viva resmungar caminhando por entre covas e carneiros, dizendo que ali terminavam todas as diferenças. Lembrava que, ao chegar ao cemitério, pobres, ricos, importantes, insignificantes, humildes, orgulhosos, eram igualados pela foice implacável da morte. Túmulos são variados e diferentes, conforme sejam caiados, cimentados, azulejados, revestidos com mármores e granitos ou no chão puro! Ornamentados com flores naturais ou de plástico, com crucifixos de resinas ou de bronze! Até entre as covas humildes há diferenças, umas são mais bem arrumadas que outras. São diferenças que revelam o lado incorrigível do ser humano, que quer parecer um melhor que o outro, mesmo na morte.

Mas há os que depositam flores, não pela ilusão de que o morto não morreu, mas pelo sentimento do amor e de consideração. Não podemos modificar as leis inquestionáveis da natureza. E se uma visita ao cemitério não servir para despertar a correta percepção da vida, outro meio não haverá, a não ser o longo suceder da existência, regido por aquelas mesmas leis, as quais, no tempo certo, nos serão dadas a conhecer plenamente. Então, se você for tentado a ter sentimentos e paixões destrutivos, como vaidade, arrogância, vingança, mania de grandeza, vontade de submeter ou aniquilar o próximo, compulsão pelos vícios e tantos outros, contenha-se e vá ao cemitério. Pense, também, que a vida é um misterioso mergulho na solidão de si mesmo, na qual só sentimentos e paixões nobres podem nos ajudar! Pensem nisso!