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Nutricionista Isadora Tanajura

Fogo em Livramento: quando a omissão pública transforma clima adverso em perigo permanente

Fogo em Livramento: quando a omissão pública transforma clima adverso em perigo permanente

Foto: Reprodução

Os últimos 60 dias revelam um cenário alarmante em Livramento de Nossa Senhora: vegetação seca, umidade crítica, temperaturas acima de 35°C e ventos constantes formam o palco perigoso para uma sucessão de incêndios que avança pelo município. No domingo (11), o fogo atingiu a vegetação aos fundos da Câmara de Vereadores, no Centro; em seguida, consumiu parte do Casarão dos Assis, patrimônio local também na área central. Outros focos foram registrados no centro na Rua “A”, na zona rural, na Várzea, e na subestação da Coelha, no bairro Piçarrão. Ainda que não haja vítimas, os prejuízos materiais já são reais — e o risco, iminente.

O fogo não surge sozinho. A combinação de estiagem prolongada com interferência humana — especialmente a limpeza de terrenos com fogo — é o principal combustível desses eventos. A prática, comum e muitas vezes vista como inofensiva, é devastadora: destrói a camada orgânica do solo, elimina nutrientes essenciais, rompe a cobertura protetora e compromete a infiltração da água. Consequentemente, prejudica diretamente a recarga dos lençóis freáticos — reserva hídrica que sustenta nascentes, poços e o abastecimento do município. O que parece solução rápida torna-se dano duradouro: solo empobrecido, água escassa e ciclo de seca agravado.


Radialista sai em defesa de melhores condições e valorização para os bombeiros civis da GASA

Radialista sai em defesa de melhores condições e valorização para os bombeiros civis da GASA

Foto: Rádio 88 FM

Durante a edição do Jornal da Rádio 88 FM, o apresentador Luís Terêncio chamou a atenção dos ouvintes para um tema de extrema importância no município: a atuação indispensável dos bombeiros civis e brigadistas voluntários da GASA. Diante do frequente registro de incêndios na região, especialmente em períodos de seca e baixa umidade, esses profissionais têm estado na linha de frente combatendo as chamas e protegendo o patrimônio de Livramento de Nossa Senhora. Apesar do reconhecimento do trabalho essencial que prestam à comunidade e de algumas conquistas recentes, como a disponibilização de um caminhão-pipa abastecido pelo poder público, Luís Terêncio enfatizou que é preciso ir muito além. Segundo o radialista, esses "guerreiros do fogo" precisam de atenção permanente, parcerias sólidas para o fornecimento de equipamentos e, acima de tudo, de valorização e reconhecimento financeiro dignos. A cobrança reforça que, na hora do desespero e das emergências, são esses voluntários que garantem a resposta rápida antes da chegada de equipes externas. Por isso, vestir a camisa da GASA e apoiar suas reivindicações é um ato de justiça com quem arrisca a própria segurança para defender a nossa cidade.



Painel indica que El Ninõ pode ser um dos mais intensos desde 1950

Painel indica que El Ninõ pode ser um dos mais intensos desde 1950

Foto: Ilustração Nottus/Divulgação

O Painel El Niño 2026-2027, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), indica em seu boletim nº 4, que há 95% de probabilidade de que o fenômeno alcance intensidade “muito forte” no trimestre outubro-novembro-dezembro, entre a primavera e o verão no Hemisfério Sul. Caso o cenário se confirme, o evento poderá estar entre os mais intensos registrados desde 1950.

De acordo com o documento, o cenário previsto para o próximo trimestre, em razão da intensidade do El Ninõ, é de chuva acima da média no Sul do Brasil, com possibilidade de cheias. O centro-norte do país deverá apresentar condições mais secas e maior risco de incêndio.

As temperaturas deverão permanecer acima da média em grande parte do território nacional.

A previsão ainda indica chuvas acima da média em parte do Sudeste e no leste do Nordeste. No Norte e no Nordeste, o cenário de menor ocorrência de chuvas e temperaturas elevadas poderá contribuir para o agravamento das condições de seca e para o aumento do risco de incêndios.


Inmet: calor acima da média e chuvas irregulares devem marcar outubro

Inmet: calor acima da média e chuvas irregulares devem marcar outubro

Foto: Agência Brasil

O mês de outubro deve ser marcado por temperaturas acima da média em grande parte do país e por uma distribuição desigual das chuvas entre as regiões, segundo previsão climática divulgada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

O prognóstico foi apresentado em meio a uma onda de calor prevista para o fim de setembro, com temperaturas que podem superar 40°C em áreas de diversos estados.

De acordo com o instituto, os maiores desvios de temperatura em outubro estão previstos para as regiões Centro-Oeste e Sudeste.

Em algumas áreas de Goiás, do Distrito Federal e de Minas Gerais, os termômetros podem registrar médias superiores em mais de 2°C aos valores normalmente observados no período.

Chuvas

Em relação às chuvas, a tendência é de acumulados acima da média em áreas do Sul, de Mato Grosso do Sul, de São Paulo e do sudeste de Minas Gerais. No Rio de Janeiro, os volumes devem ficar próximos da média histórica.

Parte das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste deve registrar precipitações abaixo do padrão climatológico para outubro. O prognóstico também aponta distribuição irregular das chuvas em Minas Gerais e no Espírito Santo.

Impactos

O cenário pode provocar impactos na agricultura. Em Mato Grosso e Goiás, a combinação de calor e chuvas irregulares tende a dificultar a recuperação da umidade do solo e o avanço da semeadura da safra de verão.

Em Mato Grosso do Sul, a expectativa de chuvas mais frequentes pode favorecer a recuperação da umidade do solo e oferecer melhores condições para a semeadura e o desenvolvimento inicial das lavouras.


Em entrevista ao Jornal da 88, meteorologista do Inema alerta agricultores da Chapada Diamantina sobre escassez de chuvas

Em entrevista ao Jornal da 88, meteorologista do Inema alerta agricultores da Chapada Diamantina sobre escassez de chuvas

Foto: Felipe Carvalho

O fenômeno El Niño, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico, já começou a redefinir o regime de chuvas e temperaturas na Bahia, trazendo alertas urgentes para produtores rurais. Com a mudança no padrão climático, áreas do sudoeste baiano, incluindo a Chapada Diamantina e municípios como Livramento de Nossa Senhora, enfrentam períodos de seca prolongada ou, em outras regiões, chuvas intensas e desreguladas — dois cenários que colocam em risco a produtividade de culturas fundamentais para a economia local e estadual. 

E sobre o tema, o repórter do Jornal da 88 Antônio Carlos ouviu o meteorologista do Inema —  Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos  — , Thiago Barros, que explanou sobre os impactos ambientais e econômicos na região do semiárido. Em um primeiro instante, Thiago afirma que o momento é de cautela no que diz respeito ao plantio, dada a escassez de chuva, que se configura como a característica marcante do El Niño juntamente com o aumento das temperaturas. “O pequeno agricultor deve tomar muito cuidado com a questão das chuvas. Tem que fazer o acompanhamento dessa tendência climática. É muito comum nas primeiras chuvas, o agricultor se animar e querer plantar. Só que não estamos lidando com uma tendência de seca mais prolongada, um atraso no retorno da chuva mais abrangente, de forma mais homogênea. Quando vier a chuva, a chuva pode ser mais violenta, inclusive com queda de granizo, por isso o pequeno agricultor deve se manter atento às previsões para que não haja perdas relevantes na sua agricultura”, alertou Barros. 
Ainda sobre os impactos do El Niño, a União dos Municípios da Bahia (UPB) vai coordenar um esquema permanente de resposta aos impactos do fenômeno na Bahia, com reuniões semanais reunindo representantes do governo federal, do governo estadual e das prefeituras das áreas classificadas como de maior risco climático. O anúncio foi feito pelo presidente da entidade, Wilson Cardoso, no último dia (1º), durante encontro com gestores de Defesa Civil realizado na sede da UPB, em Salvador. A medida integra um conjunto de prioridades definidas pela entidade para dar suporte aos municípios diante do cenário de estiagem que já começa a ameaçar a agropecuária e a segurança alimentar no interior baiano, com foco em antecipar soluções por meio de ações articuladas entre as áreas de saúde, infraestrutura e recursos hídricos, além da distribuição de equipamentos e insumos direcionados aos pequenos produtores rurais.

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