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Nutricionista Isadora Tanajura

Fogo em Livramento: quando a omissão pública transforma clima adverso em perigo permanente

Fogo em Livramento: quando a omissão pública transforma clima adverso em perigo permanente

Foto: Reprodução

Os últimos 60 dias revelam um cenário alarmante em Livramento de Nossa Senhora: vegetação seca, umidade crítica, temperaturas acima de 35°C e ventos constantes formam o palco perigoso para uma sucessão de incêndios que avança pelo município. No domingo (11), o fogo atingiu a vegetação aos fundos da Câmara de Vereadores, no Centro; em seguida, consumiu parte do Casarão dos Assis, patrimônio local também na área central. Outros focos foram registrados no centro na Rua “A”, na zona rural, na Várzea, e na subestação da Coelha, no bairro Piçarrão. Ainda que não haja vítimas, os prejuízos materiais já são reais — e o risco, iminente.

O fogo não surge sozinho. A combinação de estiagem prolongada com interferência humana — especialmente a limpeza de terrenos com fogo — é o principal combustível desses eventos. A prática, comum e muitas vezes vista como inofensiva, é devastadora: destrói a camada orgânica do solo, elimina nutrientes essenciais, rompe a cobertura protetora e compromete a infiltração da água. Consequentemente, prejudica diretamente a recarga dos lençóis freáticos — reserva hídrica que sustenta nascentes, poços e o abastecimento do município. O que parece solução rápida torna-se dano duradouro: solo empobrecido, água escassa e ciclo de seca agravado.


Moradores sofrem prejuízos após incêndio destrói pastagens e estruturas rurais na zona rural de Candiba

Moradores sofrem prejuízos após incêndio destrói pastagens e estruturas rurais na zona rural de Candiba

Foto: Redes Sociais

Um incêndio de grandes proporções atingiu propriedades rurais na região da Fazenda Dourado, zona rural de Candiba, no Sudoeste da Bahia, na última quarta-feira (2). As chamas se espalharam rapidamente por áreas de vegetação seca e causaram destruição de pastagens, instalações de criação de animais e estruturas rurais, com prejuízos expressivos a famílias que vivem da agropecuária. O fogo também colocou residências em risco, com relatos de casas atingidas pelas chamas. A comunidade acompanhou com apreensão o avanço do incêndio e se mobilizou para tentar conter o fogo e proteger novas áreas. Entre os estragos já contabilizados estão extensas áreas de pastagem, currais, chiqueiros e demais estruturas de produção rural. Uma moradora da região relatou que apenas a pastagem pertencente ao seu esposo teve 11 hectares totalmente consumidos pelo fogo. A área seria utilizada neste período para alimentação do rebanho. “Só do meu esposo foram 11 hectares queimados. Era uma pastagem que seria utilizada agora para os animais. A gente não sabe nem o que fazer”, desabafou a moradora. Segundo relatos de moradores, o fogo teria tido origem em uma queima de coivara realizada em propriedade rural próxima. As chamas se alastraram pela vegetação seca e avançaram em direção a outras propriedades, ganhando grandes proporções. Diante da situação, moradores se uniram e atuaram com os recursos disponíveis para combater as chamas e impedir que o fogo atingisse mais propriedades e moradias. O Corpo de Bombeiros foi acionado e também esteve no local apoiando os trabalhos de controle e extinção do incêndio. Durante toda a ocorrência, a comunidade permaneceu em alerta, principalmente pela proximidade das chamas com residências e áreas onde se concentravam animais e estruturas de produção. Com o fogo controlado, os produtores atingidos passam agora a contabilizar os danos e avaliar a extensão dos prejuízos deixados pela destruição.


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