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SUS detecta HPV de alto risco em quase 10 mil amostras e amplia exame preventivo em todo o país

SUS detecta HPV de alto risco em quase 10 mil amostras e amplia exame preventivo em todo o país

Foto: Reprodução

O Sistema Único de Saúde (SUS) detectou o HPV de alto risco em 9.904 das 93 mil amostras do exame de DNA-HPV processadas neste ano — cerca de 10% do total. O novo método identifica o vírus antes que surjam alterações no colo do útero, permitindo acompanhamento precoce e prevenção de casos de câncer. Desde o início da implantação, em 2025, já foram coletadas 153 mil amostras em todo o território nacional. O exame já está disponível em 26 das 27 unidades da federação, com pelo menos um município atendido em cada uma. O Espírito Santo é o único estado que ainda não deu início ao rastreamento. Diferente do Papanicolau, que busca alterações nas células, o DNA-HPV detecta diretamente o material genético do vírus, incluindo os tipos 16 e 18 — os mais associados ao desenvolvimento de câncer. Quando o resultado é negativo, a próxima coleta só é recomendada após cinco anos. Um resultado positivo não significa que a mulher já tenha câncer.

O encaminhamento segue o tipo de vírus detectado: nos casos dos tipos 16 ou 18, a paciente é direcionada diretamente à colposcopia, exame detalhado do colo do útero que pode incluir biópsia. Para outros subtipos de alto risco, é feita análise complementar; a colposcopia só é indicada se forem encontradas alterações. A coleta é realizada nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Em situações previstas em protocolo, a própria mulher pode realizar a coleta após orientação profissional. Os kits do exame são produzidos pelo Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP), vinculado à Fiocruz.

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