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Para comandante da GASA, descarte irregular de lixo pode estar por trás dos incêndios em Livramento

Para comandante da GASA, descarte irregular de lixo pode estar por trás dos incêndios em Livramento

Foto: Foto: Rádio 88 FM

O jornalismo da Rádio 88 FM tem dado destaque nesses últimos 30 dias para a grande quantidade de incêndios ocorridos em diversas partes do município de Livramento de Nossa Senhora, no sudoeste da Bahia, a exemplo do ocorrido na Travessa Alaíde, nas imediações do bairro Belo Horizonte, região central da cidade, que lançou na atmosfera grande quantidade de fumaça, ocasionando mal estar a moradores do entorno. Para falar sobre as ocorrências, esteve nos estúdios da 88 FM, nesta terça-feira (25), o comandante de operações do GASA - Guardiões Ambientais da Serra das Almas - Carlos Novais e a comandante de operações Rosânia Teixeira. De acordo com Carlos, o descarte irregular de lixo tem contribuído substancialmente para o surgimento de incêndios. “O fator mais provável de incêndios é o descarte e a queima irregular de lixo. Você sabe que o mês de agosto é um mês de muito vento, de calor, com temperaturas acima dos 30 graus, com umidade abaixo dos 30% e ventos acima de 30 Km/h, o que a gente chama de ‘fator dos 30’, há uma grande probabilidade de incêndios. E lá gente localizou o descarte e a queima irregular de lixo e por conta da ação do vento, dispersa fagulhas, atingindo o mato seco e aí o fogo se alastra”, explicou. 

Novais disse ainda que Livramento lida com outra problemática: a falta de ações de monitoramento. “As ações de monitoramento e prevenção são, muitas vezes, mais importantes, pois elas evitam o combate, nenhum bombeiro, nenhum brigadista gosta de estar combatendo incêndio. E sempre o Corpo de Bombeiro tem emitido alertas, a defesa civil, para não colocar fogo em pastagens, em lixo no quintal e manter as propriedades limpas ajudam bastante na prevenção”, destacou o brigadista. Já Rosânia, em sua fala, chamou atenção para as dificuldades enfrentadas pelo GASA, no que tange ao desgaste de equipamentos de proteção individual, já que a atividade é intensa e, portanto, a reposição de botas, roupas com tecido especiais e máscaras devem ser constantes. “Ontem (24) mesmo a nossa dificuldade foi as máscaras, balaclavas, até o próprio coturno, já que estamos usando há muito tempo e vai desgastando. Por isso, nós temos uma necessidade maior desses equipamentos”, afirmou a comandante, que ainda destacou que contribuições da sociedade civil têm sido fundamentais para a manutenção do trabalho do grupo. 

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