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Carnaval de Rio de Contas reafirma tradição com mais de 100 anos de história

Carnaval de Rio de Contas reafirma tradição com mais de 100 anos de história

Foto: Foto/Reprodução: WhatsApp

O município de Rio de Contas realizou, em 2026, mais uma edição do seu tradicional Carnaval, consolidando uma história que ultrapassa um século de celebrações populares. A programação começou na quarta-feira (11), com a entrega simbólica da chave da cidade ao Rei Momo, ato que marcou oficialmente a abertura da festa e deu início a sete dias de atividades que mobilizaram moradores, turistas e visitantes de diferentes regiões. A partir da cerimônia de abertura, o clima carnavalesco tomou conta das ruas do centro histórico. Na quinta-feira (12), foi realizado o Baile Vermelho e Preto, no Clube Riocontense, evento em que os participantes comparecem fantasiados e mantêm a tradição de cores que identifica a noite festiva. O baile integra o calendário cultural do município e antecede os shows no palco principal. Na sexta-feira (13), começaram as apresentações no palco montado no circuito oficial da festa, que seguiram até a terça-feira (17). Durante os cinco dias, artistas de diferentes estilos passaram pela programação, entre eles Cheiro de Amor, Filhos de Jorge, Isaque Gomes, Guig Ghetto e Theuzinho, além de outras atrações que compuseram a grade musical. A diversidade de ritmos buscou contemplar públicos variados, reunindo idosos, jovens e crianças em um mesmo espaço.

Outro momento tradicional foi o cortejo das baianas, que percorreu as ruas ao som de marchinhas até a Igreja de Pedras, reafirmando a ligação entre o Carnaval e as manifestações culturais locais. A presença das baianas, com trajes típicos, mantém viva uma das expressões mais simbólicas da festa, associada à memória e à identidade cultural da cidade. Além do palco principal e dos cortejos, a Rural Elétrica funcionou como alternativa para foliões que preferem repertórios tradicionais. De forma itinerante, o veículo circulou pelo circuito durante os dias de festa, alternando os pontos de parada e tocando marchinhas e músicas baianas de épocas passadas. A proposta ampliou as opções musicais e descentralizou parte da programação. Com mais de 110 anos de história, o Carnaval de Rio de Contas foi publicamente celebrado, em 2026, como tendo 112 anos de tradição. Registros jornalísticos indicam que, em 2013, a cidade comemorou o centenário da festa, o que reforça a estimativa de que as primeiras celebrações ocorreram entre 1913 e 1916, no início do século XX. Não há uma data documentada com precisão, mas os indícios apontam para o surgimento do Carnaval nesse período. As origens da festa estão ligadas à tradição do carnaval de rua brasileiro, cuja formação remonta ao Entrudo trazido pelos colonizadores portugueses e às manifestações populares que se espalharam pelo país ao longo do século XIX. Em Rio de Contas, cidade marcada por seu patrimônio arquitetônico colonial, o Carnaval começou como um encontro comunitário em praças e ruas, com máscaras, marchinhas, desfiles simples e personagens simbólicos, como o Rei Momo e as rainhas da folia. Ao longo das décadas, a celebração acompanhou o desenvolvimento cultural do município e se consolidou como ponto de encontro antes do período da Quaresma. Em anos anteriores, o evento ganhou maior projeção no calendário baiano, tornando-se uma das alternativas de Carnaval no interior do estado e atraindo visitantes de outras cidades e estados brasileiros. A combinação entre programação variada, estrutura organizacional e o cenário histórico contribuiu para a ampliação do público. Nas últimas duas décadas, o aumento do fluxo de visitantes também influenciou a dinâmica local. Moradores passaram a alugar casas e espaços durante o período carnavalesco, prática que se transformou em característica marcante da festa. Esses imóveis, utilizados como pontos de encontro e hospedagem por grupos de amigos, funcionam como extensões da programação oficial e fortalecem a interação entre foliões e a comunidade. Em 2026, a realização de mais uma edição do Carnaval reafirmou a continuidade de uma tradição que atravessa gerações, mantendo elementos históricos e incorporando novas formas de participação, em um evento que integra cultura, turismo e convivência comunitária no interior baiano.

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