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Nutricionista Isadora Tanajura

Governo da Bahia enviará alertas pelo WhatsApp a todos os 417 municípios por riscos do El Niño

Governo da Bahia enviará alertas pelo WhatsApp a todos os 417 municípios por riscos do El Niño

Foto: Inês Campelo

O Governo da Bahia vai distribuir alertas preventivos diretamente pelo WhatsApp à população de todos os 417 municípios do estado para orientar sobre os efeitos adversos do El Niño. A ação será operada por meio do portal oficial ba.gov.br e focará nos riscos ligados ao calor extremo, à baixa umidade do ar e ao aumento da probabilidade de incêndios florestais. As cidades foram agrupadas em três faixas de prioridade para o envio das mensagens: a primeira reúne 142 municípios, a segunda 150 e a terceira 125. A divisão segue critérios técnicos que definem o nível de exposição de cada região aos fenômenos climáticos. A iniciativa é coordenada pela Superintendência de Proteção e Defesa Civil (Sudec), em articulação com a Secretaria do Meio Ambiente (Sema), por meio do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), e a Secretaria de Comunicação Social (Secom). Dados do Inema indicam que temperaturas podem superar 41°C em áreas do centro-oeste baiano, enquanto a umidade relativa do ar poderá registrar patamares inferiores a 15%. O quadro, que deve se manter ao longo do trimestre, eleva o risco de queimadas e pode agravar problemas respiratórios e de saúde associados ao clima seco e ao calor excessivo. Os comunicados trarão orientações práticas de prevenção, cuidados com a saúde e medidas de segurança diante dos períodos de seca e temperatura elevada.


Preço do limão está acima da média, mesmo na entressafra

Preço do limão está acima da média, mesmo na entressafra

Tânia Rêgo/Agência Brasil

Mesmo em período de entressafra, o limão está caro para o consumidor além da média. A razão está na pouca produção, e quem tem cobra pela dificuldade em garantir a colheita.

"O limão tem como uma de suas características ter uma volatilidade muito alta em seu histórico de preços, diferente do que estamos acostumados a ver em outras plantas. O momento atual é um período bem precário, com uma condição especial de chuvas que afetou a florada no começo do ano", explicou à Agência Brasil o pesquisador Renato Garcia Ribeiro, do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq).

Levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta que no cinturão cítrico paulista, de onde sai 80% da produção nacional, a média do preço pago ao produtor do limão tahiti passou de R$ 32,10 pela caixa de 27,2 kg em junho para R$ 55,60 em julho e R$ 104,78 em agosto.


Painel indica que El Ninõ pode ser um dos mais intensos desde 1950

Painel indica que El Ninõ pode ser um dos mais intensos desde 1950

Foto: Ilustração Nottus/Divulgação

O Painel El Niño 2026-2027, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), indica em seu boletim nº 4, que há 95% de probabilidade de que o fenômeno alcance intensidade “muito forte” no trimestre outubro-novembro-dezembro, entre a primavera e o verão no Hemisfério Sul. Caso o cenário se confirme, o evento poderá estar entre os mais intensos registrados desde 1950.

De acordo com o documento, o cenário previsto para o próximo trimestre, em razão da intensidade do El Ninõ, é de chuva acima da média no Sul do Brasil, com possibilidade de cheias. O centro-norte do país deverá apresentar condições mais secas e maior risco de incêndio.

As temperaturas deverão permanecer acima da média em grande parte do território nacional.

A previsão ainda indica chuvas acima da média em parte do Sudeste e no leste do Nordeste. No Norte e no Nordeste, o cenário de menor ocorrência de chuvas e temperaturas elevadas poderá contribuir para o agravamento das condições de seca e para o aumento do risco de incêndios.


Após meses de seca e calor extremo, forte chuva surpreende e traz alívio a Rio do Pires; fenômeno El Niño influencia padrões climáticos

Após meses de seca e calor extremo, forte chuva surpreende e traz alívio a Rio do Pires; fenômeno El Niño influencia padrões climáticos

Foto: Redes Sociais

Após longo período de estiagem e mais um dia de temperaturas elevadas no Vale do Paramirim, moradores de Rio do Pires foram surpreendidos por uma forte precipitação no final da tarde desta quinta-feira (24). A chuva, acompanhada de intensas rajadas de vento, foi recebida com alívio pela população, após meses de seca que afetavam a região. O fenômeno está ligado à concentração de nuvens volumosas sobre a área, em um cenário que reflete a influência do El Niño sobre os padrões climáticos na Bahia. O aquecimento anômalo das águas do Oceano Pacífico altera a circulação de ventos e a distribuição de umidade, provocando, em distintas áreas do território baiano, tanto períodos prolongados de escassez de chuvas quanto a ocorrência de precipitações intensas e concentradas em curto intervalo de tempo. Registros feitos no centro da cidade mostram o momento em que o temporal atingiu a zona urbana. A força do vento e da chuva assustou quem transitava pelas vias públicas, mas foi logo comemorada por moradores que enfrentavam calor intenso e a falta de chuvas há meses. O fenômeno também atingiu com força as comunidades da zona rural do município. A chegada da água reacendeu as esperanças de produtores agrícolas e famílias do campo, que conviviam com a seca extrema e seus impactos sobre a produção e o abastecimento local. Especialistas lembram que, em decorrência da atuação do El Niño, os regimes de chuva e estiagem tendem a se mostrar mais voláteis e extremos em diversas regiões do estado, exigindo atenção contínua aos alertas meteorológicos e planejamento de ações de adaptação por parte de gestões públicas e da população.


Aumento de 369% nos casos de Chikungunya marca cenário de arboviroses na Bahia em 2026; Sesab descarta surto

Aumento de 369% nos casos de Chikungunya marca cenário de arboviroses na Bahia em 2026; Sesab descarta surto

Foto: Reprodução

A Bahia registrou crescimento expressivo dos casos prováveis de Chikungunya entre 4 de janeiro e 22 de setembro deste ano, com 10.264 notificações, ante 2.187 no mesmo intervalo de 2025 — elevação de 369,3%, conforme dados da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab). Três óbitos ligados à doença foram confirmados até o momento, embora a pasta afirme que ainda não há configuração de surto no território baiano. O aumento da transmissão das arboviroses — grupo que inclui doenças veiculadas por insetos como o Aedes aegypti — motivou alerta do Ministério da Saúde direcionado a instâncias estaduais e municipais neste ano. O cenário é associado ao fenômeno El Niño, responsável por elevação das temperaturas e alteração no regime de chuvas, condições que favorecem a proliferação do mosquito transmissor. A vigilância epidemiológica abrange 201 municípios baianos.

O maior coeficiente de incidência, calculado por 100 mil habitantes, foi registrado em Alagoinhas, com 2.534,18 casos. Em contraste com a Chikungunya, os casos prováveis de dengue recuaram 15,4% no período: passaram de 28.199 em 2025 para 23.844 em 2026. Já o Zika Vírus apresentou leve alta de 2%, com 260 notificações neste ano frente a 255 no ano anterior. A Sesab reforça que a prevenção permanece centrada na eliminação de criadouros do Aedes aegypti. A população deve impedir o acúmulo de água parada em pneus, garrafas, recipientes diversos e vasos de plantas, além de manter caixas-d’água totalmente vedadas. Em caso de focos em áreas públicas ou terrenos baldios, os moradores podem acionar a prefeitura e órgãos responsáveis para as devidas intervenções.



Sob El Niño, primavera deve ter calor, seca e tempestades severas

Sob El Niño, primavera deve ter calor, seca e tempestades severas

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A primavera de 2026 chega ao Hemisfério Sul nesta terça-feira (22), às 21h05, com previsão de altas temperaturas e formação rápida de tempestades severas no Brasil. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a influência do El Niño deve acentuar a seca nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Já no Sudeste e no Sul do país, a projeção é de que o fenômeno vai agravar o excesso de chuvas.“O El Niño tem potencial para influenciar as condições climáticas no Brasil durante a primavera, especialmente nas regiões Sul, Norte e Nordeste”, afirma o meteorologista do Inmet, Mozar de Araújo Salvador. Nesta primavera, o El Niño tem mais de 90% de probabilidade de atingir a categoria de muito forte e 75% de chance de ser o evento mais forte registrado desde 1950, conforme as projeções do Centro de Previsão Climática da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (CPC/NOAA). Segundo Mozar Salvador, a influência do fenômeno El Niño na primavera deste ano faz com que a estação ganhe diferentes contornos em relação aos anos anteriores.“De modo geral, as temperaturas devem ficar elevadas, podendo ultrapassar a média para o período em praticamente todo o Brasil, variando de intensidade conforme a região”, conclui.



Em entrevista ao Jornal da 88, meteorologista do Inema alerta agricultores da Chapada Diamantina sobre escassez de chuvas

Em entrevista ao Jornal da 88, meteorologista do Inema alerta agricultores da Chapada Diamantina sobre escassez de chuvas

Foto: Felipe Carvalho

O fenômeno El Niño, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico, já começou a redefinir o regime de chuvas e temperaturas na Bahia, trazendo alertas urgentes para produtores rurais. Com a mudança no padrão climático, áreas do sudoeste baiano, incluindo a Chapada Diamantina e municípios como Livramento de Nossa Senhora, enfrentam períodos de seca prolongada ou, em outras regiões, chuvas intensas e desreguladas — dois cenários que colocam em risco a produtividade de culturas fundamentais para a economia local e estadual. 

E sobre o tema, o repórter do Jornal da 88 Antônio Carlos ouviu o meteorologista do Inema —  Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos  — , Thiago Barros, que explanou sobre os impactos ambientais e econômicos na região do semiárido. Em um primeiro instante, Thiago afirma que o momento é de cautela no que diz respeito ao plantio, dada a escassez de chuva, que se configura como a característica marcante do El Niño juntamente com o aumento das temperaturas. “O pequeno agricultor deve tomar muito cuidado com a questão das chuvas. Tem que fazer o acompanhamento dessa tendência climática. É muito comum nas primeiras chuvas, o agricultor se animar e querer plantar. Só que não estamos lidando com uma tendência de seca mais prolongada, um atraso no retorno da chuva mais abrangente, de forma mais homogênea. Quando vier a chuva, a chuva pode ser mais violenta, inclusive com queda de granizo, por isso o pequeno agricultor deve se manter atento às previsões para que não haja perdas relevantes na sua agricultura”, alertou Barros. 
Ainda sobre os impactos do El Niño, a União dos Municípios da Bahia (UPB) vai coordenar um esquema permanente de resposta aos impactos do fenômeno na Bahia, com reuniões semanais reunindo representantes do governo federal, do governo estadual e das prefeituras das áreas classificadas como de maior risco climático. O anúncio foi feito pelo presidente da entidade, Wilson Cardoso, no último dia (1º), durante encontro com gestores de Defesa Civil realizado na sede da UPB, em Salvador. A medida integra um conjunto de prioridades definidas pela entidade para dar suporte aos municípios diante do cenário de estiagem que já começa a ameaçar a agropecuária e a segurança alimentar no interior baiano, com foco em antecipar soluções por meio de ações articuladas entre as áreas de saúde, infraestrutura e recursos hídricos, além da distribuição de equipamentos e insumos direcionados aos pequenos produtores rurais.

Inema prevê chuvas escassas e calor acima da média na Bahia até novembro

Inema prevê chuvas escassas e calor acima da média na Bahia até novembro

Foto: Reprodução

O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) divulgou previsão climática apontando chuvas entre o normal e abaixo da média histórica e temperaturas acima do padrão em todo o estado entre setembro e novembro. O cenário foi elaborado com base na reunião de análise climática da região Nordeste. A variação por região define o comportamento das precipitações. Leste e litoral: setembro marca o fim do período chuvoso, com volumes dentro ou abaixo do esperado; Centro-Sul e Oeste: estação chuvosa tem início previsto para outubro/novembro, mas com probabilidade de volumes reduzidos e possível atraso por influência do El Niño; Centro-Norte e Nordeste baiano: fora do período chuvoso no trimestre.

As temperaturas devem ficar acima da média em todo o estado, com registros próximos a 40°C em algumas localidades e umidade relativa do ar em queda. O fenômeno El Niño — aquecimento anormal das águas do Pacífico — é o principal fator que influencia o clima no período. O acompanhamento permanente subsidia ações estaduais organizadas no Comitê de Convivência com o Semiárido e no Plano de Enfrentamento aos Impactos do El Niño 2026/2027, com medidas de garantia de acesso à água, segurança alimentar, saúde, prevenção de queimadas (Programa Bahia Sem Fogo) e preparação para eventos extremos.


Estiagem severa e El Niño elevam risco de incêndios na Chapada Diamantina

 Estiagem severa e El Niño elevam risco de incêndios na Chapada Diamantina

Foto: WhatsApp 88 FM

A combinação de um período prolongado de estiagem, índices críticos de baixa umidade do ar e os reflexos intensificados do fenômeno El Niño colocou a região da Chapada Diamantina e o interior da Bahia em situação de alerta máximo para incêndios florestais. O cenário é tratado pelo Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBMBA) como o período de maior vulnerabilidade ambiental dos últimos anos. Em entrevista exclusiva concedida ao repórter Antônio Carlos, para o jornal da 88 FM, o comandante-general da corporação, coronel Aloísio Mascarenhas Fernandes, destacou que o volume de ocorrências em 2026 já supera o registrado em períodos anteriores, incluindo o último ciclo do El Niño entre 2023 e 2024. "Nós temos uma condição de baixíssima umidade e elevadas temperaturas. Enfim, essa é a receita ideal para a eclosão dos incêndios, e nesse sentido nós temos tido muitas queimadas, num volume maior do que nos anos anteriores, inclusive num volume maior do que o último El Niño que aconteceu de 23 para 24", salientou Aloísio, que ainda firmou que, em apenas 72 dias de operação contínua, as equipes de salvamento já extinguiram 345 incêndios florestais de pequeno, médio e grande portes em solo baiano. Desafios no relevo e tecnologia de ponta - A topografia acidentada e o difícil acesso característicos da Chapada Diamantina impõem barreiras severas às equipes de combate ao fogo. Para superar esses obstáculos, a estratégia operacional foi reestruturada com foco em inovação e monitoramento preditivo. "Essa é uma região que nos preocupa muito por conta do tipo de vegetação e do tipo de relevo. É uma região que apresenta difícil acesso sempre aos locais de incêndio; nós estamos utilizando mais tecnologias, empregamos mais viaturas e aumentamos o número de drones nesse monitoramento", reforçou o comandante. 


Vereador cobra ampliação da estação de tratamento de água da Embasa em Livramento

Vereador cobra ampliação da estação de tratamento de água da Embasa em Livramento

YouTube | Câmara de Vereadores de Livramento

O cenário de escassez de chuva que se avizinha em Livramento de Nossa Senhora, no sudoeste da Bahia, em razão dos efeitos climáticos do El Niño, têm preocupado as autoridades e a população livramentense. E essa questão foi levantada pelo vereador Márcio Alan, o Alan de Gonçalinho, em sessão da Câmara de Vereadores, realizada na manhã desta sexta-feira (04). Em sua fala, Alan afirmou que a estação foi viabilizada em uma época em que a demanda da cidade era bem menor e que a estação precisa ser modernizada.


Efeitos do fenômeno climático El Niño preocupam a União dos Municípios da Bahia

Efeitos do fenômeno climático El Niño preocupam a União dos Municípios da Bahia

UPB

A União dos Municípios da Bahia (UPB) vai coordenar um esquema permanente de resposta aos impactos do El Niño no estado, com reuniões semanais reunindo governo federal, governo estadual e prefeituras nas áreas de maior risco. O anúncio foi feito pelo presidente da entidade, Wilson Cardoso, na terça-feira (1º), durante encontro com gestores de Defesa Civil na sede da UPB, em Salvador. As informações são do site Bahia Notícias.  A medida integra um conjunto de prioridades definidas pela entidade para apoiar os municípios diante de cenário de estiagem que ameaça a agropecuária e a segurança alimentar. O foco é antecipar soluções por meio de ações coordenadas entre saúde, infraestrutura e recursos hídricos.

Equipamentos e insumos para pequenos produtores - Entre as ações imediatas, Wilson Cardoso destacou a formação de parcerias voltadas à infraestrutura produtiva. A UPB trabalha em projeto conjunto com a Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR) para equipar associações locais, com foco na disponibilização de misturadores de ração. Segundo o dirigente, o pequeno produtor “recebe o milho e termina não tendo nem as condições de moer”, o que justifica a prioridade em fornecer equipamentos que permitam processar e balancear a alimentação animal. Paralelamente, a entidade articula com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) a oferta de milho “50% mais barato do que é vendido no balcão”, como forma de reduzir custos e garantir sustentabilidade à produção. Crédito flexível e monitoramento contínuo para os grandes produtores e irrigantes, que podem ser fortemente afetados pela redução do volume de água nos barramentos, a estratégia defendida é a flexibilização de crédito.

A UPB vai atuar junto a instituições financeiras — Banco do Nordeste, Caixa Econômica e Banco do Brasil — para facilitar a renegociação de dívidas. O objetivo, segundo Cardoso, é evitar que perdas neste ano inviabilizem a safra seguinte. Além das medidas econômicas, a UPB orienta os municípios a agirem com urgência na conscientização da população e na instauração de forças-tarefa locais. As reuniões semanais com os três níveis de governo servirão para avaliar cenários de perto e, nas palavras do presidente da entidade, “amenizar de vez esses problemas do efeito do El Niño, que pode ser desastroso”. O encontro foi promovido em parceria com a Secretaria Especial de Assuntos Federativos e buscou alinhar ações integradas para mitigar os efeitos da seca que se avizinha no Nordeste.


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