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Operação Quatro Torres: R$ 300 milhões em bens bloqueados; mandados também são cumpridos em Vitória da Conquista

Operação Quatro Torres: R$ 300 milhões em bens bloqueados; mandados também são cumpridos em Vitória da Conquista

Foto: Polícia Civil | Divulgação

A Polícia Civil da Bahia deflagrou nesta terça-feira (22) a Operação Quatro Torres, voltada a desarticular organização criminosa suspeita de tráfico de drogas e homicídios, com bloqueio de até R$ 300 milhões em bens e valores. Mandados de prisão e busca e apreensão estão sendo cumpridos em cinco estados e em diversos municípios baianos, entre eles Vitória da Conquista, no sudoeste do estado. Mais de 200 policiais atuam na ação na Bahia. Ao todo, a Justiça determinou a indisponibilidade de ativos de 31 pessoas físicas e 11 empresas, com o objetivo de desmantelar não só a estrutura de atuação direta do grupo, mas também seu patrimônio acumulado com atividades ilícitas. A investigação identificou quatro líderes — denominados “Torres” — que comandavam áreas distintas em Ilhéus, no sul da Bahia, e agiam de forma articulada para definir operações de venda de drogas, compra de armamentos e execução de homicídios. Na Bahia, os mandados estão sendo cumpridos em Ilhéus, Itabuna, Feira de Santana, Serrinha, Luís Eduardo Magalhães, Porto Seguro, Salvador, Simões Filho e Vitória da Conquista. Parte dos investigados já se encontrava presa e recebeu novos mandados de prisão nesta terça-feira. Entre os alvos estão também dois policiais militares, suspeitos de integrarem a organização e de receberem valores indevidos para facilitar suas atividades. Um advogado também é alvo de investigação, acusado de intermediar comunicações e pagamentos entre os integrantes do grupo. A operação segue em andamento com cumprimento de mandados, levantamento de bens e continuidade das diligências para aprofundar a estrutura da organização.


Justiça determina bloqueio de bens do ex-prefeito de Correntina em até R$ 12,7 milhões

Justiça determina bloqueio de bens do ex-prefeito de Correntina em até R$ 12,7 milhões

Foto: Reprodução

A pedido do Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), a Justiça determinou no dia 10 deste mês o bloqueio dos bens do ex-prefeito de Correntina, Nilson José Rodrigues, em valor que pode alcançar R$ 12,7 milhões. A medida responde a ação civil pública proposta pela promotora de Justiça Suelim Braga. A decisão foi motivada por investigações que apontam omissão do ex-gestor no repasse de contribuições previdenciárias devidas ao Instituto Municipal de Previdência Social (Imupre). Constatou-se ainda a celebração de sucessivos parcelamentos e refinanciamentos da dívida previdenciária do município. Segundo o MPBA, a conduta causou prejuízos aos cofres públicos e comprometeu o equilíbrio financeiro do regime próprio de previdência dos servidores municipais. A indisponibilidade dos bens tem por objetivo garantir o ressarcimento do dano, caso as irregularidades apontadas sejam confirmadas ao final do processo. O montante fixado — R$ 12.726.741,16 — corresponde à estimativa dos prejuízos apresentada na ação. Ficam sujeitos à restrição veículos, imóveis, ações e quotas societárias eventualmente registrados em nome do ex-prefeito. O bloqueio de valores em contas bancárias será admitido apenas se os demais bens localizados não forem suficientes para atingir o valor determinado.


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