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Mendonça acusa Moraes de abuso de autoridade e direcionamento de investigação

Mendonça acusa Moraes de abuso de autoridade e direcionamento de investigação

Foto: Fellipe Sampaio/STF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), acusou Alexandre de Moraes de cometer ilegalidades ao solicitar à Polícia Federal relatórios de inteligência sobre sua atuação como relator da Operação Compliance Zero. Segundo Mendonça, a iniciativa teria ocorrido sem provocação e configuraria abuso de autoridade e tentativa de direcionar a investigação.A manifestação foi apresentada nesta terça-feira (22), dentro do prazo de defesa no processo aberto pelo presidente do STF, Edson Fachin. A investigação envolve relatórios da PF relacionados à condução do caso que apura suspeitas de corrupção e fraudes financeiras ligadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do antigo Banco Master.Moraes, por sua vez, afirmou que a investigação conduzida por Mendonça foi “inconstitucional e ilegal” e encaminhou os relatórios ao presidente do STF.


Pesquisa aponta aumento da desconfiança dos brasileiros no STF

Pesquisa aponta aumento da desconfiança dos brasileiros no STF

Foto: Gustavo Moreno/STF

A confiança dos brasileiros no Supremo Tribunal Federal (STF) caiu de forma significativa, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (14). O levantamento mostra que 56% dos entrevistados dizem não confiar na Corte, dez pontos percentuais a mais do que o registrado em agosto.

Entre os entrevistados, 9% afirmam confiar muito no STF e 30% dizem confiar pouco. Em agosto, 18% declaravam confiar muito e 33% confiavam pouco.

A pesquisa também perguntou sobre o conflito entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. Para 37% dos entrevistados, Mendonça está agindo corretamente, enquanto 16% consideram que Moraes tem razão. A disputa está relacionada à condução de investigações envolvendo o Banco Master.

A desconfiança varia conforme a posição política. Entre os eleitores que se identificam como lulistas, 30% afirmam não confiar no STF. Entre os bolsonaristas, o índice chega a 69%. Já entre os independentes, a desconfiança aumentou de 50% em agosto para 65% neste mês.

A Quaest ouviu 2.004 pessoas entre os dias 10 e 13 de setembro, em municípios de todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o protocolo BR-03607/2026.



Fachin rejeita pedido de Moraes para unificar investigações do caso Banco Master

Fachin rejeita pedido de Moraes para unificar investigações do caso Banco Master

Foto: SCO / STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, rejeitou o pedido do ministro Alexandre de Moraes para que duas investigações relacionadas ao caso Banco Master fossem analisadas de forma conjunta. A decisão foi oficializada neste sábado (12).Com isso, Fachin manteve para a próxima terça-feira (15) a sessão plenária que vai analisar o caso envolvendo Alexandre de Moraes e marcou para o dia 23 de setembro a análise da investigação relacionada à conduta do ministro André Mendonça.Moraes havia solicitado a unificação dos processos sob o argumento de que a análise separada poderia provocar decisões contraditórias e gerar tumulto processual.Fachin, no entanto, considerou que os procedimentos estão em fases diferentes. 


Flávio Dino determina reintegração de diretor-geral e dirigente de Inteligência da PF afastados por Mendonça

Flávio Dino determina reintegração de diretor-geral e dirigente de Inteligência da PF afastados por Mendonça

STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino determinou nesta quarta-feira (9) a reintegração imediata do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial da corporação, Leandro Almada da Costa. A decisão restabelece integralmente as funções dos dois delegados, afastados preventivamente um dia antes. A medida atende a requerimento incidental apresentado por Andrei Rodrigues e suspende os efeitos da decisão proferida na terça-feira (8) pelo ministro André Mendonça. Na ocasião, Mendonça havia decretado o afastamento dos dois servidores e determinado a paralisação da elaboração de relatórios de inteligência da PF, com base em indícios de uma suposta ação coordenada de "monitoramento" de autoridades no interior da corporação. O caso havia sido levado a julgamento virtual na Segunda Turma do STF. Em sua decisão, encaminhada também ao Presidente da República, Dino garantiu o retorno imediato dos dirigentes aos seus cargos. O ministro determinou, adicionalmente, que os dois oficiais fiquem protegidos contra a aplicação de novas medidas cautelares que tenham como motivação o cumprimento regular de ordens judiciais.


Segunda Turma do STF forma maioria para afastar diretor-geral da PF

Segunda Turma do STF forma maioria para afastar diretor-geral da PF

Reprodução

 A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta terça-feira (8) para manter a decisão do ministro André Mendonça que afastou o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, de suas funções. A conclusão do julgamento, contudo, foi interrompida por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. Enquanto isso, a liminar (decisão urgente e provisória) de Mendonça segue em vigor. O pedido de vista foi requerido por Gilmar Mendes assim que a sessão extraordinária da Segunda Turma para analisar o caso foi aberta, às 10h. Pouco depois, porém, os ministros Luiz Fux e Nunes Marques anteciparam o voto para confirmar a decisão de Mendonça, formando maioria de três entre os cinco ministros que compõem o colegiado. O ministro Dias Toffoli também integra a Segunda Turma. A sessão extraordinária da Segunda Turma foi convocada horas depois de Mendonça ter assinado a decisão de afastar Rodrigues e o delegado Leandro Almada, diretor de inteligência da PF. Ele atendeu a um pedido do partido Novo. 



Vorcaro relata ameaças durante transferências e diz ter temido pela vida

Vorcaro relata ameaças durante transferências e diz ter temido pela vida

Divulgação / Banco Master

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro afirmou ter sofrido ameaças e intimidações durante transferências realizadas após sua prisão. Segundo ele, os episódios teriam dificultado as tentativas de negociação de um acordo de delação premiada. As declarações foram dadas em depoimento ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e divulgadas pela revista Veja nesta sexta-feira (4). Vorcaro relatou que um dos episódios ocorreu durante o transporte de São Paulo para Brasília. Segundo ele, além das condições que classificou como abusivas, teria ouvido uma ameaça relacionada à possibilidade de revelar informações sobre uma pessoa que chamou de “chefe”.



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