Foto: Reprodução
Pesquisa desenvolvida pelo Instituto Federal Baiano (IF Baiano), Campus Guanambi, detectou concentrações extremamente baixas de urânio em mangas cultivadas na região da Província Uranífera de Lagoa Real. Os valores encontrados estão muito abaixo dos limites de referência toxicológica e não indicam risco associado ao consumo da fruta. O estudo analisou amostras coletadas em diferentes localidades — incluindo áreas próximas à unidade de mineração e regiões de controle afastadas — com o objetivo de verificar a presença natural do elemento nas frutas cultivadas em solos geologicamente ricos em urânio. Os resultados mostraram concentrações entre 0,0003 e 0,0013 mg/kg de manga, patamares que não representam exposição significativa. “Mesmo nos locais onde foram observadas as maiores concentrações, os valores permaneceram em níveis baixos e muito abaixo dos parâmetros utilizados para avaliação toxicológica”, afirmou Caio Vitor Santos Batista Lopes, estudante de Química e autor do trabalho. A pesquisa foi divulgada com apoio das Indústrias Nucleares do Brasil (INB) e busca aprofundar o conhecimento sobre a transferência natural de elementos do solo para produtos agrícolas. A região de Lagoa Real é conhecida pela ocorrência natural de urânio nas rochas e solos, condição geológica estudada há décadas. A manga foi escolhida por ser fruta amplamente cultivada e consumida pela população local. O estudo reforça que a detecção de traços do elemento não equivale a contaminação, tratando-se de ocorrência natural em ambiente com geologia específica.


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