Foto: Câmara de Vereadores de Matina
A morte de um jovem vítima de picada de serpente venenosa gerou cobrança oficial por transparência e revisão de protocolos na rede de saúde pública do município de Matina, no sudoeste da Bahia. A vítima faleceu no trajeto entre o Hospital Municipal Hermenegildo Cardoso de Castro e o Hospital Geral de Guanambi (HGG), sem acompanhamento de profissional de saúde a bordo da ambulância que realizava o transporte. O caso foi apresentado à Câmara Municipal na sessão da última segunda-feira (26) pela vereadora Luzia de Marilac Pereira de Castro, que relatou que a unidade hospitalar local, de pequeno porte, não dispõe de estoque de soro antiofídico. Diante da urgência do quadro, foi acionada a regulação para transferência ao HGG — referência regional —, mas o jovem não resistiu às complicações causadas pelo veneno e faleceu na estrada. A parlamentar esclareceu que sua intervenção visa à fiscalização do serviço público e à apuração rigorosa dos fatos, ao mesmo tempo em que prestou solidariedade aos familiares da vítima. Três pontos centrais foram levantados: o intervalo de tempo entre a entrada do paciente no hospital e a saída da ambulância, a ausência de profissional de saúde para prestar assistência durante o percurso e dificuldades burocráticas relacionadas à emissão da declaração de óbito, registrado fora do ambiente hospitalar.

