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Flamengo mantém a liderança do Brasileirão após rodada de clássicos

Flamengo mantém a liderança do Brasileirão após rodada de clássicos

Foto: Adriano Fontes/CRF

A rodada do fim de semana do Campeonato Brasileiro separou diversos clássicos estaduais pelo Brasil, em um momento chave da competição. Neste domingo (11), os dois primeiros colocados na tabela, principais candidatos ao título de 2026, enfrentaram e venceram rivais históricos e seguem separados por apenas um ponto na classificação. O Flamengo derrotou o Fluminense por 1 a 0 no Maracanã, enquanto o Palmeiras não teve piedade do Corinthians e fez 4 a 1 no Nubank Parque. O Rubro-Negro agora soma 64 pontos, contra 63 do Verdão.

No Rio de Janeiro, 63 mil pessoas foram assistir ao clássico entre Flamengo e Fluminense, que teve lance polêmico na primeira etapa. O chileno Erick Pulgar recebeu cartão amarelo em entrada dura sobre Rodrigo Castillo, do Fluminense, causando revolta dos tricolores que exigiam a expulsão.

No segundo tempo, o colombiano Carrascal marcou o gol da vitória rubro-negra, aos 20 minutos, tranquilizando o torcedor que acompanhava o resultado do principal rival na corrida pelo troféu de campeão.



Vale que Dança celebra 10 anos na Chapada Diamantina unindo ancestralidade, corpo e resistência afro-brasileira.

Vale que Dança celebra 10 anos na Chapada Diamantina unindo ancestralidade, corpo e resistência afro-brasileira.

Foto: Eri Efieli

 O município de Palmeiras, localizado no coração do Vale do Capão, na Chapada Diamantina, recebe de 10 a 13 de setembro, a 10ª edição do festival Vale que Dança. Consolidado como um dos principais eventos de valorização da dança afro-brasileira e contemporânea na região, o festival reúne artistas, grupos profissionais e o público em uma programação que une formação, espetáculo e reflexão política. Para o coordenador do festival e artista premiado Toni Silva, que concedeu uma entrevista ao repórter do Jornal da 88, Antônio Carlos, a chegada à décima edição representa um marco de consolidação. O evento, que carrega em sua gênese uma década anterior de mobilizações com os encontros de danças negras na localidade, atinge agora uma maturidade artística e estrutural alinhada ao próprio fortalecimento do movimento cultural. “Então, eu penso que ele já tem uma maturidade enquanto dança, e o Vale que Dança tá chegando também nessa maturidade. Então a gente juntou os dois e formamos esse grande caldeirão cultural de dança, arte e cultura”, pontua Toni.

Corpo, Território e Conhecimento - Sob o tema territorial "Corpo como Território, Memória", a edição deste ano aprofunda o entendimento da dança não apenas como entretenimento, mas como uma potente ferramenta de produção de conhecimento. A proposta pedagógica e artística busca levar esse repertório aos estudantes e à comunidade, estimulando a proliferação de saberes a partir dos corpos. O grande destaque internacional desta edição é a presença do mestre da dança mundial Clyde Morgan, norte-americano, professor e ex-diretor da Escola de Dança da Bahia, que ministrou oficinas e apresentou sua maestria no Vale do Capão. Ao todo, o festival envolve mais de 300 artistas, distribuídos em 12 oficinas e duas mesas redondas, promovendo um intercâmbio de saberes raros e de alto nível técnico.

Raízes Locais e Economia da Cultura - O festival mantém forte compromisso com a escuta e a valorização das identidades locais. Figuras centrais da cultura popular, como Dona Belli — mestre dos saberes tradicionais do terno de ciganias —, conduzem reflexões e celebrações sobre as raízes dos terreiros e das manifestações tradicionais que estruturam o cotidiano da Chapada. Além do impacto artístico e identitário, o Vale que Dança movimenta expressivamente a economia da região. Com a circulação de centenas de participantes, o evento impulsiona o turismo, a rede de serviços e garante a remuneração por meio de cachês para dezenas de profissionais da dança, fortalecendo um ciclo econômico sustentável para os trabalhadores da cultura.

Um Ato Político e de Resistência - Em sua essência, o festival reafirma a urgência de combater as violências raciais e sociais por meio da arte. Para a organização, a dança feita por corpos negros e periféricos é indissociável de sua dimensão política. Encapsulando a filosofia do evento após uma década de história, Toni Silva define o projeto em sua essência: "O Vale que Dança para mim ele é respeito, amor, afeto e ancestralidade". Com a circulação de espetáculos por diversas cidades da Chapada ao longo do mês, o festival reafirma que o passado e o presente caminham juntos para preparar um futuro fundamentado na dignidade e na potência da cultura afro-brasileira.


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