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PF avalia pedir aos EUA extradição de Eduardo Bolsonaro após decisão de Moraes

PF avalia pedir aos EUA extradição de Eduardo Bolsonaro após decisão de Moraes

A Polícia Federal avalia solicitar aos Estados Unidos a extradição do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar o início do cumprimento da pena de quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo. A informação foi publicada nesta sexta-feira (09) pelo colunista Gustavo Uribe, da CNN.

Eduardo mora nos Estados Unidos e é considerado procurado pelas autoridades brasileiras. Moraes também determinou o cancelamento dos passaportes do ex-deputado e a suspensão de seus direitos políticos durante o período da condenação. A pena foi definida em processo relacionado à atuação do ex-parlamentar para pressionar autoridades brasileiras por meio de medidas do governo norte-americano.

A extradição é uma das alternativas avaliadas para viabilizar o cumprimento da pena, mas a situação migratória de Eduardo pode dificultar o procedimento, já que ele recebeu um green card nos Estados Unidos em julho. O ex-deputado classificou a decisão de Moraes como “arbitrária, inoportuna e inócua”.


Quase 1 milhão de brasileiros no exterior poderão votar nas eleições

Quase 1 milhão de brasileiros no exterior poderão votar nas eleições

Foto: José Cruz/Arquivo/Agência Brasil

Quase 1 milhão de brasileiros com domicílio eleitoral no exterior estão aptos a votar nas eleições de 2026. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), são 918.876 eleitores em 134 países, o equivalente a pouco mais de 0,5% dos cerca de 158,7 milhões totais do país. Os brasileiros que vivem fora do país votam apenas para os cargos de presidente e vice-presidente da República. O número de brasileiros aptos a votar fora do país vem crescendo ano a ano. De 2010 a 2026, o aumento registrado foi de 358%. Em 2010, eram cerca de 210 mil eleitores habilitados, contingente que subiu para 354 mil em 2014. Em 2018 eram 500 mil eleitores registrados fora do país e, em 2022, quase 700 mil.

Quase 1 milhão de brasileiros no exterior poderão votar nas eleições

Eleições 2026: eleitores no exterior. - Arte/Agência Brasil

A jornalista Victoria Duarte, de 30 anos, está entre esses eleitores. Estudante de mestrado na University of Niagara Falls, ela mora em Ontário, no Canadá, desde agosto de 2025. Esta será a primeira vez que ela participará de uma eleição brasileira no exterior.“Queria votar, mesmo morando fora, porque sei da importância dessas eleições para o futuro do meu país. Fiz todo o processo necessário para isso”, disse ela à Agência Brasil. Para votar, Victoria e outros amigos brasileiros terão de se deslocar até Toronto, onde fica a seção eleitoral mais próxima.Segundo o TSE, serão instaladas seções eleitorais em 186 cidades do exterior. Elas funcionarão principalmente em consulados e embaixadas brasileiras, mas também poderão ser instaladas em escolas, hotéis e outros espaços. O número de brasileiros aptos a votar fora do país vem crescendo nos últimos anos. Em 2014, havia cerca de 354 mil eleitores habilitados. Em 2022, esse contingente chegou a quase 700 milA experiência de morar fora reforçou o vínculo de Victoria com o Brasil. “Fiquei mais patriota e orgulhosa do próprio país”, afirmou. “Quem mora fora sabe disso porque compara.” Os países com o maior número de eleitores brasileiros são os Estados Unidos (265,4 mil), Portugal (134,7 mil), Japão (88,3 mil), Canadá (46,4 mil) e Alemanha (41,5 mil).

Eduardo Bolsonaro é demitido da Polícia Federal por abandono de cargo

Eduardo Bolsonaro é demitido da Polícia Federal por abandono de cargo

Crédito: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O Ministério da Justiça oficializou nesta segunda-feira (21) a demissão de Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União e aponta faltas injustificadas por mais de 30 dias consecutivos, após ele não retornar ao cargo depois de perder o mandato de deputado federal. A medida encerra um processo administrativo disciplinar aberto pela Polícia Federal para apurar a ausência do ex-deputado. Eduardo está nos Estados Unidos desde 2025.


Lula rejeita enquadramento de PCC e CV como organizações terroristas pelos EUA

Lula rejeita enquadramento de PCC e CV como organizações terroristas pelos EUA

Foto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (18), durante um evento sobre segurança pública no Rio de Janeiro, que não concorda com a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelos Estados Unidos.

Em seu discurso, Lula declarou que as facções devem ser tratadas como organizações criminosas e afirmou que, em sua avaliação, episódios como os atos de 8 de janeiro e o planejamento para assassinar autoridades se enquadrariam como terrorismo.

A declaração ocorre após um relatório divulgado nesta semana pelo governo dos Estados Unidos apontar falhas do Brasil no combate ao PCC e ao CV. O documento classifica as duas facções como ameaças à segurança internacional e cobra medidas consideradas urgentes pela administração do presidente Donald Trump.

A inclusão das organizações na lista de grupos terroristas representa uma mudança na abordagem do governo norte-americano, que passou a destacar o combate ao narcotráfico sul-americano como uma de suas prioridades.

No Brasil, autoridades demonstraram preocupação com possíveis intervenções estrangeiras e ressaltaram que PCC e CV já são enquadrados como organizações criminosas pela legislação nacional, estando sujeitos a penas previstas em lei.

O Ministério da Justiça também contestou as alegações apresentadas por Washington. A pasta destacou operações de combate às organizações criminosas, incluindo ações de desarticulação financeira, além de acordos de inteligência e cooperação com agências dos Estados Unidos no enfrentamento ao tráfico de drogas e armas.


Em Vitória da Conquista, Flávio Bolsonaro nega que oposição tenha ajuda do governo dos EUA nas eleições

Em Vitória da Conquista, Flávio Bolsonaro nega que oposição tenha ajuda do governo dos EUA nas eleições

Foto: Reprodução / Redes Sociais

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) negou, nesta quinta-feira (17), durante agenda de campanha em Vitória da Conquista, que a oposição brasileira receba ajuda do governo dos Estados Unidos. O senador foi questionado sobre a revelação de que a gestão Donald Trump apresentou ao governo Lula uma exigência relacionada à participação de "dissidentes políticos" nas eleições deste ano. Ele afirmou que o pleito será decidido pelos brasileiros e rejeitou a ideia de que a cobrança feita por Washington represente uma ajuda à oposição."Vamos ser bem claros, não existe ajuda do governo americano. Essa narrativa não vai colar, desculpa. Quem resolve a eleição é a gente aqui. A oposição tá disputando a eleição. A gente disputa a eleição com as regras que estão aí. E, se Deus quiser, vai ser no primeiro turno", afirmou.

Joe Biden anuncia desistência da candidatura à reeleição nos EUA

Joe Biden anuncia desistência da candidatura à reeleição nos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, cedeu à pressão de aliados do Partido Democrata e anunciou que não disputará a reeleição. Em uma nota publicada nas redes sociais na tarde de domingo (21), Biden informou que cumprirá seu mandato até janeiro de 2025. Na mensagem, ele destacou os projetos aprovados durante seu governo e agradeceu o apoio dos eleitores. Ele também prometeu fornecer mais detalhes sobre sua decisão ao longo da semana. Em uma nova postagem, o presidente declarou seu apoio à vice-presidente Kamala Harris como candidata na corrida eleitoral. A insatisfação dentro do Partido Democrata aumentou após o desempenho de Biden no primeiro debate contra Donald Trump, candidato do Partido Republicano, no final de junho. Na ocasião, a capacidade cognitiva de Biden foi questionada por aliados e opositores. Outro episódio recente de descontentamento ocorreu quando Biden confundiu o nome do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, com o do presidente da Rússia, Vladimir Putin. Os dois países estão em guerra há mais de dois anos.


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