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Em entrevista ao Jornal da 88, meteorologista do Inema alerta agricultores da Chapada Diamantina sobre escassez de chuvas

Em entrevista ao Jornal da 88, meteorologista do Inema alerta agricultores da Chapada Diamantina sobre escassez de chuvas

Foto: Felipe Carvalho

O fenômeno El Niño, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico, já começou a redefinir o regime de chuvas e temperaturas na Bahia, trazendo alertas urgentes para produtores rurais. Com a mudança no padrão climático, áreas do sudoeste baiano, incluindo a Chapada Diamantina e municípios como Livramento de Nossa Senhora, enfrentam períodos de seca prolongada ou, em outras regiões, chuvas intensas e desreguladas — dois cenários que colocam em risco a produtividade de culturas fundamentais para a economia local e estadual. 

E sobre o tema, o repórter do Jornal da 88 Antônio Carlos ouviu o meteorologista do Inema —  Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos  — , Thiago Barros, que explanou sobre os impactos ambientais e econômicos na região do semiárido. Em um primeiro instante, Thiago afirma que o momento é de cautela no que diz respeito ao plantio, dada a escassez de chuva, que se configura como a característica marcante do El Niño juntamente com o aumento das temperaturas. “O pequeno agricultor deve tomar muito cuidado com a questão das chuvas. Tem que fazer o acompanhamento dessa tendência climática. É muito comum nas primeiras chuvas, o agricultor se animar e querer plantar. Só que não estamos lidando com uma tendência de seca mais prolongada, um atraso no retorno da chuva mais abrangente, de forma mais homogênea. Quando vier a chuva, a chuva pode ser mais violenta, inclusive com queda de granizo, por isso o pequeno agricultor deve se manter atento às previsões para que não haja perdas relevantes na sua agricultura”, alertou Barros. 
Ainda sobre os impactos do El Niño, a União dos Municípios da Bahia (UPB) vai coordenar um esquema permanente de resposta aos impactos do fenômeno na Bahia, com reuniões semanais reunindo representantes do governo federal, do governo estadual e das prefeituras das áreas classificadas como de maior risco climático. O anúncio foi feito pelo presidente da entidade, Wilson Cardoso, no último dia (1º), durante encontro com gestores de Defesa Civil realizado na sede da UPB, em Salvador. A medida integra um conjunto de prioridades definidas pela entidade para dar suporte aos municípios diante do cenário de estiagem que já começa a ameaçar a agropecuária e a segurança alimentar no interior baiano, com foco em antecipar soluções por meio de ações articuladas entre as áreas de saúde, infraestrutura e recursos hídricos, além da distribuição de equipamentos e insumos direcionados aos pequenos produtores rurais.

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