O candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) declarou, nesta quinta-feira (8/10), apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições. O posicionamento foi formalizado em um Termo de Compromisso Público assinado pelos dois.
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O candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) declarou, nesta quinta-feira (8/10), apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições. O posicionamento foi formalizado em um Termo de Compromisso Público assinado pelos dois.
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A pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta quinta-feira (08) mostra que 40% dos eleitores que não votaram no primeiro turno afirmam que não irão às urnas no segundo turno, marcado para 25 de outubro. Outros 38% dizem que provavelmente também não votarão, enquanto 8% ainda consideram a possibilidade de comparecer.
O levantamento ouviu 1,6 mil pessoas entre os dias 6 e 7 de outubro, sendo 400 eleitores de Augusto Cury (Avante), 400 de Renan Santos (Missão), 400 de Ronaldo Caiado (PSD) e 400 eleitores indecisos. A margem de erro é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
Foto: REUTERS/Tita Barros/ Proibido reprodução
O candidato à Presidência da República pelo Avante, Augusto Cury, afirmou que vai ficar em “silêncio” em relação ao segundo turno, que será disputado entre o candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva e o senador do PL pelo Rio de Janeiro (RJ) Flávio Bolsonaro.
"Eu me silencio completamente em relação àqueles que estarão no segundo turno, dizendo o seguinte, que ninguém está autorizado em meu nome e nem em nome do Júlio [Delgado, coordenador da campanha] a pedir ou dizer que vai apoiar qualquer um dos candidatos. E eu gostaria de me silenciar em relação a isso. Não quero responder nada em relação ao segundo turno”, disse a jornalistas na noite de ontem (4).
Em terceiro colocado no primeiro turno, Cury teve 3,44 milhões de votos, o que representou 2,89% dos votos válidos. O apoio do político do Avante torna-se alvo de disputa entre os candidatos que chegaram ao segundo turno.
Cury disse ainda que deve abandonar a vida político-partidária. "Hoje eu tenho claro dentro de mim 100% de convicção que eu não vou continuar na política. Amanhã ninguém sabe, mas eu costumo não mudar de opinião quando eu tenho uma convicção muito grande, até porque nós temos vários projetos", disse aos jornalistas.
O candidato do Avante fez uma campanha apelando para o fim da polarização do eleitorado. Em carta divulgada à imprensa após o resultado do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ele agradeceu os votos e cumprimentou os candidatos que passaram ao segundo turno. Cury pediu que Lula e Flávio Bolsonaro considerem as propostas dele durante o próximo governo.
“Quero que um conservador consiga ouvir um progressista sem odiá-lo; que um progressista consiga conversar com um conservador sem desumanizá-lo; que possamos criticar ideias sem destruir pessoas. Quem ganhar torço para que governe pensando em um Brasil de esperança”, escreveu, em nota.
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O médico psiquiatra e escritor Augusto Cury, candidato pelo Avante, ganhou espaço na corrida presidencial de 2026 e aparece isolado na terceira colocação em dois levantamentos recentes. Na pesquisa BTG/Nexus, Cury passou de 2% para 11% das intenções de voto. Já na AtlasIntel/Bloomberg, subiu de 1,6% para 7,8%. Com o crescimento, ele se tornou o principal nome fora da polarização entre os líderes da disputa. Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) continuam nas primeiras posições. Segundo os levantamentos, o avanço de Cury estaria relacionado ao desempenho em debates e sabatinas, além da forte repercussão de seus conteúdos nas redes sociais. Entre as principais propostas apresentadas pelo candidato estão investimentos em saúde mental e educação, redução de gastos públicos, modernização da administração e uso de inteligência artificial no setor público.