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Moraes autoriza Flávio Bolsonaro a visitar o pai, preso em casa

Moraes autoriza Flávio Bolsonaro a visitar o pai, preso em casa

Marcello Casal JrAgência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou o senador Flávio Bolsonaro a visitar o pai, Jair Bolsonaro, preso em regime domiciliar.

As visitas de Flávio estavam proibidas desde julho, quando ele postou nas redes sociais uma carta escrita pelo pai em apoio à candidatura do filho à presidência da República.

A divulgação da carta descumpriu medida cautelar, que proibia Jair Bolsonaro de utilizar as redes sociais, ainda que por intermédio de terceiros. As visitas ficaram proibidas por 90 dias e Moraes, em sua decisão divulgada nesta segunda-feira (12), afirmou que não houve nenhum novo episódio que justificasse a prorrogação da suspensão das visitas.

Flávio, no entanto, continua proibido de usar a visita com caráter político-eleitoral e divulgar qualquer manifesto ou declaração de Jair Bolsonaro. Flávio Bolsonaro está no segundo turno da corrida presidencial, concorrendo com Luiz Inácio Lula da Silva.

Prisão

No ano passado, Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado após sair derrotado nas eleições de 2022. Em seguida, após passar por uma cirurgia, ele ganhou o direito de cumprir prisão domiciliar, para se recuperar de uma pneumonia bacteriana.


PF avalia pedir aos EUA extradição de Eduardo Bolsonaro após decisão de Moraes

PF avalia pedir aos EUA extradição de Eduardo Bolsonaro após decisão de Moraes

A Polícia Federal avalia solicitar aos Estados Unidos a extradição do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar o início do cumprimento da pena de quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo. A informação foi publicada nesta sexta-feira (09) pelo colunista Gustavo Uribe, da CNN.

Eduardo mora nos Estados Unidos e é considerado procurado pelas autoridades brasileiras. Moraes também determinou o cancelamento dos passaportes do ex-deputado e a suspensão de seus direitos políticos durante o período da condenação. A pena foi definida em processo relacionado à atuação do ex-parlamentar para pressionar autoridades brasileiras por meio de medidas do governo norte-americano.

A extradição é uma das alternativas avaliadas para viabilizar o cumprimento da pena, mas a situação migratória de Eduardo pode dificultar o procedimento, já que ele recebeu um green card nos Estados Unidos em julho. O ex-deputado classificou a decisão de Moraes como “arbitrária, inoportuna e inócua”.


Mendonça acusa Moraes de abuso de autoridade e direcionamento de investigação

Mendonça acusa Moraes de abuso de autoridade e direcionamento de investigação

Foto: Fellipe Sampaio/STF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), acusou Alexandre de Moraes de cometer ilegalidades ao solicitar à Polícia Federal relatórios de inteligência sobre sua atuação como relator da Operação Compliance Zero. Segundo Mendonça, a iniciativa teria ocorrido sem provocação e configuraria abuso de autoridade e tentativa de direcionar a investigação.A manifestação foi apresentada nesta terça-feira (22), dentro do prazo de defesa no processo aberto pelo presidente do STF, Edson Fachin. A investigação envolve relatórios da PF relacionados à condução do caso que apura suspeitas de corrupção e fraudes financeiras ligadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do antigo Banco Master.Moraes, por sua vez, afirmou que a investigação conduzida por Mendonça foi “inconstitucional e ilegal” e encaminhou os relatórios ao presidente do STF.


Vorcaro diz à PF não se lembrar para quem enviou mensagens atribuídas a conversas com Moraes

Vorcaro diz à PF não se lembrar para quem enviou mensagens atribuídas a conversas com Moraes

Foto: Reprodução

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro afirmou, em depoimento à Polícia Federal (PF), que não se lembra quem seria o destinatário de mensagens encontradas em seu celular e que os investigadores atribuem a conversas com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Vorcaro foi ouvido pela PF no dia 28 de agosto, em uma investigação que apura suspeitas de pagamento de propina a diretores do Banco Central (BC) e de possível vazamento de informações sobre investigações envolvendo o Banco Master.

Durante o depoimento, o delegado Albert Paulo Sérvio de Moura apresentou registros encontrados no celular do ex-banqueiro. Uma das mensagens, datada de 30 de outubro de 2025, cita uma mudança de viagem para um encontro com um ministro e menciona investigações do Banco Central relacionadas ao Banco Master.

No conteúdo, Vorcaro afirma ter recebido informações informais e confidenciais de dentro do Banco Central e relata supostas pressões da Polícia Federal e do Ministério Público Federal (MPF) relacionadas às investigações.

Questionado sobre uma anotação que citava uma viagem a Abu Dhabi, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e pessoas identificadas pelas iniciais “G”, além de Andrei e Paulo, Vorcaro disse não se lembrar do contexto. Segundo a PF, as referências poderiam ser ao presidente do BC, Gabriel Galípolo, ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Ao ser questionado sobre o destinatário das mensagens, Vorcaro afirmou que precisaria recuperar a memória sobre o contexto para evitar fazer uma afirmação sem certeza. Ele também disse que poderia esclarecer o conteúdo posteriormente, caso conseguisse identificar a situação.

A defesa de Vorcaro informou que ele está disposto a colaborar com as investigações por meio de uma eventual delação premiada.

O caso ganhou repercussão depois que o ministro André Mendonça retirou o sigilo de um relatório da PF que apontou a existência de 52 mensagens entre Vorcaro e Moraes. O plenário do STF deve analisar nesta terça-feira (15) a possibilidade de abertura de uma investigação contra o ministro.


Pesquisa aponta aumento da desconfiança dos brasileiros no STF

Pesquisa aponta aumento da desconfiança dos brasileiros no STF

Foto: Gustavo Moreno/STF

A confiança dos brasileiros no Supremo Tribunal Federal (STF) caiu de forma significativa, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (14). O levantamento mostra que 56% dos entrevistados dizem não confiar na Corte, dez pontos percentuais a mais do que o registrado em agosto.

Entre os entrevistados, 9% afirmam confiar muito no STF e 30% dizem confiar pouco. Em agosto, 18% declaravam confiar muito e 33% confiavam pouco.

A pesquisa também perguntou sobre o conflito entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. Para 37% dos entrevistados, Mendonça está agindo corretamente, enquanto 16% consideram que Moraes tem razão. A disputa está relacionada à condução de investigações envolvendo o Banco Master.

A desconfiança varia conforme a posição política. Entre os eleitores que se identificam como lulistas, 30% afirmam não confiar no STF. Entre os bolsonaristas, o índice chega a 69%. Já entre os independentes, a desconfiança aumentou de 50% em agosto para 65% neste mês.

A Quaest ouviu 2.004 pessoas entre os dias 10 e 13 de setembro, em municípios de todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o protocolo BR-03607/2026.



Fachin rejeita pedido de Moraes para unificar investigações do caso Banco Master

Fachin rejeita pedido de Moraes para unificar investigações do caso Banco Master

Foto: SCO / STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, rejeitou o pedido do ministro Alexandre de Moraes para que duas investigações relacionadas ao caso Banco Master fossem analisadas de forma conjunta. A decisão foi oficializada neste sábado (12).Com isso, Fachin manteve para a próxima terça-feira (15) a sessão plenária que vai analisar o caso envolvendo Alexandre de Moraes e marcou para o dia 23 de setembro a análise da investigação relacionada à conduta do ministro André Mendonça.Moraes havia solicitado a unificação dos processos sob o argumento de que a análise separada poderia provocar decisões contraditórias e gerar tumulto processual.Fachin, no entanto, considerou que os procedimentos estão em fases diferentes. 


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