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Taxa de mortalidade por Influenza A cresce e acende alerta no Brasil

Data: 30 Mai 2025 / 15h53 Autor: Redação do Jornal da 88
Foto/Reprodução: Google

O boletim Info Gripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado na quinta-feira (29), acendeu um sinal de alerta em todo o país. Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) provocados pela influenza A estão em níveis que variam de moderados a muito altos entre jovens, adultos e, principalmente, idosos e crianças com até dois anos de idade. A situação preocupa devido à alta taxa de mortalidade observada nesses dois últimos grupos. Nas últimas quatro semanas, 72,5% dos óbitos por SRAG foram atribuídos à influenza A, número muito superior ao de outras infecções virais respiratórias, como a influenza B (1,4%), o Vírus Sincicial Respiratório – VSR (12,6%), o rinovírus (9,7%) e o Sars-CoV-2 (5,9%). Embora o VSR ainda seja responsável por boa parte das hospitalizações de crianças pequenas, os dados apontam um início de queda nos casos desse vírus em estados como São Paulo, Rio Grande do Norte e Distrito Federal. Por outro lado, a influenza A, embora estabilizada em regiões como Mato Grosso do Sul e Pará, ainda mantém um patamar alto de incidência. O aumento dos casos de SRAG entre crianças de até quatro anos tem como principais causas o VSR, rinovírus e a própria influenza A. Já entre adolescentes, adultos e idosos, a influenza A se destaca como o principal agente responsável pelos casos mais graves. Diante do atual cenário, a pesquisadora do InfoGripe, Tatiana Portella, reforça a importância da vacinação, especialmente entre os grupos mais vulneráveis. Autoridades de saúde seguem recomendando que a população observe os sintomas respiratórios com atenção e que todos os integrantes dos grupos prioritários — como crianças, idosos, gestantes, pessoas com comorbidades e profissionais de saúde — se vacinem o quanto antes para reduzir os riscos de agravamento e mortes.