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Justiça rejeita acusão de abuso de poder econômico e mantém mandato de prefeito de Boquira

  • Por Redação do Jornal da 88

  • 29.Jul.2026 // 16h30

  • Política

Justiça rejeita acusão de abuso de poder econômico e mantém mandato de prefeito de Boquira
Foto: Reprodução

A Justiça Eleitoral decidiu manter o mandato do prefeito eleito de Boquira, Alan Machado França, e do vice-prefeito Emanuel Ribeiro Brito. A decisão, publicada na sexta-feira (24), rejeita dois pedidos que buscavam a cassação da chapa vencedora das eleições de 2024. Os processos foram movidos pela Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, e pela coligação Renovar é a Esperança. Eles acusavam os gestores de abuso de poder econômico e político, além de fraude durante a campanha e o pleito. A chapa eleita venceu a disputa por uma diferença de apenas 68 votos, o que levou as oposições a questionar o resultado na Justiça. Entre as acusações apresentadas, estavam a existência de um suposto esquema de transferência irregular de títulos eleitorais para o município e o transporte de eleitores vindos de São Paulo na véspera da votação. Um áudio foi apresentado como prova desse último ponto, mas não foi possível confirmar sua veracidade: o aparelho celular usado na gravação não foi entregue às autoridades, o que tirou validade ao arquivo como evidência.

 Os juízes também analisaram o aumento no número de pessoas que mudaram seu domicílio eleitoral para Boquira antes do pleito. Concluíram que a variação segue o mesmo padrão observado em eleições anteriores, não havendo indícios de manipulação. Uma testemunha chegou a relatar que um candidato a vereador aliado da chapa vencedora teria oferecido instalação de lâmpadas em troca de votos. Mas ela mesma informou que a atitude foi isolada, feita apenas para angariar votos para si próprio e sem qualquer participação ou conhecimento do prefeito e do vice eleitos. O juiz Márcio Reinaldo Miranda Braga, da 65ª Zona Eleitoral de Macaúbas, acompanhou o entendimento do Ministério Público Eleitoral e destacou que não há provas suficientes que liguem Alan Machado e Emanuel Ribeiro às irregularidades apontadas. Os processos foram encerrados com análise do mérito, mantendo-se válida a diplomação e o exercício do mandato pelos eleitos. Até o momento, não há elementos que comprometam o resultado das eleições no município.