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Após operação da Polícia Federal, o senador Jaques Wagner nega repasse de dinheiro em caso do Master

  • Por Redação do Jornal da 88

  • 19.Jun.2026 // 16h30

  • Política

Após operação da Polícia Federal, o senador Jaques Wagner nega repasse de dinheiro em caso do Master
Foto: Agência Senado

A decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que autorizou a nona fase da Operação Compliance Zero deflagrada na quinta-feira (18) foi baseada em uma investigação da Polícia Federal. De acordo com a apuração policial, o senador Jaques Wagner (PT-BA) teria recebido um apartamento avaliado em R$ 2,45 milhões do banqueiro Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master. Em entrevista à Band News, Wagner negou irregularidades e afirmou estar tranquilo em relação à investigação. “De 2019 para cá, recebi de diárias aproximadamente 79 mil dólares. E outras vezes que fui viajar, eu comprei, via Banco do Brasil, onde tenho conta, dólares ou euros, para fazer a viagem. Não tenho nenhuma coisa para esconder nesse dinheiro, estava guardado no cofre porque eu nem sempre levo dinheiro, às vezes gasto com cartão, então o dinheiro está lá. Os envelopes que estavam no caso de Brasília, estavam com timbre do Senado Federal, que é quando você recebe a diária em espécie, em dólares. No ponto de vista do dinheiro, estou absolutamente tranquilo”, afirmou o senador.

Indagado sobre sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, Wagner disse que esteve com Daniel em duas oportunidades, mas não possui qualquer ligação com ele. “Minha relação com Daniel Vorcaro é praticamente zero. Tive com ele duas vezes, uma vez quando entrou de sócio do Augusto Lima para comprar o CredCesta. Outra vez, quando o Augusto Lima pediu uma indicação na área jurídica, eu disse que não tinha pessoa melhor como o ministro Lewandowski”, pontuou. A PF aponta que o senador teria recebido outras vantagens econômicas do banqueiro, incluindo o repasse de mais de R$ 5,5 milhões à BN Financeira, empresa administrada por parentes do político e que, para os investigadores, ocupa papel central no “eixo dos pagamentos supostamente destinados ao núcleo familiar de Jaques Wagner”. Ainda entre as vantagens supostamente recebidas, a PF cita o uso gratuito de aeronaves custeadas por Lima e pelo Banco Master e o recebimento de ingressos para shows no exterior. Parte dessas informações foram obtidas a partir dos dados extraídos de telefones celulares de Lima, apreendidos durante a primeira fase da Operação Compliance Zero, em 18 de novembro de 2025.