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Teto para cachês no São João gera economia e reduz gastos dos municípios baianos, afirma presidente da UPB

  • 02.Jun.2026 // 11h50

  • Bahia

Teto para cachês no São João gera economia e reduz gastos dos municípios baianos, afirma presidente da UPB
Foto/Reprodução

O presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Wilson Cardoso, avaliou de forma positiva os efeitos da adoção do teto de R$ 700 mil para a contratação de atrações artísticas nos festejos juninos realizados pelas prefeituras baianas. Segundo ele, a medida já contribuiu para a redução dos valores cobrados por artistas e representa uma importante economia para os cofres municipais. A iniciativa foi construída a partir de debates entre a UPB e o Ministério Público da Bahia ao longo deste ano, com o objetivo de estabelecer parâmetros para os gastos públicos durante o período junino. A proposta busca garantir maior equilíbrio nas contas municipais e preservar recursos destinados a áreas prioritárias, como saúde, educação e assistência social. De acordo com Wilson Cardoso, o entendimento entre gestores, representantes do Ministério Público e empresários do setor de entretenimento ajudou a adequar os cachês praticados no mercado. 

Ele destacou que os valores cobrados nos últimos anos vinham gerando dificuldades para muitas administrações municipais no planejamento financeiro dos eventos. Além da contenção de despesas, o dirigente considera que a medida também favorece a valorização da cultura nordestina. Segundo ele, alguns festejos estavam perdendo parte de suas características tradicionais devido à contratação de atrações sem relação direta com o repertório típico do São João. Para o presidente da UPB, a reorganização dos investimentos fortalece os artistas regionais, preserva a identidade cultural das festas e amplia os benefícios para a população. A expectativa é que os festejos juninos deste ano movimentem a economia dos municípios sem comprometer o equilíbrio fiscal das administrações públicas. Dados do Painel de Transparência dos Festejos Juninos, mantido pelo Ministério Público da Bahia, apontam que as contratações artísticas para o São João de 2026 já somam cerca de R$ 124 milhões. Conforme o levantamento, a adoção do limite para os cachês teria proporcionado uma economia próxima de R$ 10 milhões até o momento, valor que poderá ser ampliado com a atualização das informações pelos municípios.