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Correios preveem fechamento de mil agências e demissão em massa

  • Por Redação do Jornal da 88

  • 30.Dez.2025 // 15h38

  • Brasil

Correios preveem fechamento de mil agências e demissão em massa
Foto/Reprodução: Google

Em meio a uma sequência de resultados negativos acumulados desde 2022, os Correios tornaram público, na segunda-feira (29), um amplo plano de reestruturação administrativa e financeira. A principal medida anunciada é o encerramento de aproximadamente 16% das agências próprias da estatal, o equivalente a cerca de mil unidades das seis mil atualmente em operação no Brasil. De acordo com a direção da empresa, a iniciativa tem como meta reduzir despesas e gerar uma economia estimada em R$ 2,1 bilhões. Além das agências próprias, a rede dos Correios conta com cerca de 10 mil pontos de atendimento operados por meio de parcerias, que continuarão garantindo a presença da estatal em todo o território nacional. O presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, afirmou que o fechamento das unidades será conduzido de forma a não comprometer o atendimento à população. Segundo ele, a empresa seguirá cumprindo o princípio da universalização do serviço postal, obrigação legal que exige cobertura em todas as regiões do país, inclusive nas áreas menos rentáveis. O plano de reestruturação também prevê uma redução significativa de custos a médio prazo. A expectativa é cortar cerca de R$ 5 bilhões em despesas até 2028, por meio da venda de imóveis e da implantação de dois programas de demissão voluntária. Com essas medidas, a estatal projeta diminuir seu quadro de pessoal em até 15 mil funcionários até 2027. As mudanças já eram aguardadas diante do cenário financeiro da empresa. Conforme a direção, os Correios enfrentam um déficit estrutural estimado em R$ 4 bilhões por ano, atribuído principalmente aos custos elevados para manter a prestação universal dos serviços. Em 2025, a situação se agravou. Nos nove primeiros meses do ano, a estatal acumulou um prejuízo de R$ 6 bilhões e passou a registrar patrimônio líquido negativo de R$ 10,4 bilhões, reforçando a necessidade de ajustes profundos para tentar reequilibrar as contas da empresa.