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Câncer que vitimou Preta Gil é o terceiro mais comum no país

  • Por Redação do Jornal da 88

  • 22.Jul.2025 // 16h30

  • Saúde

Câncer que vitimou Preta Gil é o terceiro mais comum no país
Foto/Reprodução: Redes Sociais

O câncer colorretal, responsável por afetar o intestino grosso, vem se destacando como um dos tipos mais comuns e silenciosos da atualidade. Com sintomas que, em muitos casos, só se manifestam quando a doença já está avançada, o diagnóstico precoce se torna decisivo para o sucesso do tratamento. Foi esse tipo de câncer que recentemente afetou a cantora e empresária Preta Gil, reacendendo o debate sobre a importância da prevenção. Segundo o cirurgião gastrointestinal Lucas Nacif, membro do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva, o rastreamento deve começar antes dos 50 anos para pessoas com histórico familiar da doença. A triagem é realizada por meio de uma investigação clínica da rotina do paciente, além do exame físico. Os métodos mais utilizados são o teste de sangue oculto nas fezes e a colonoscopia — exame que permite a visualização do interior do intestino em busca de anomalias como pólipos, nódulos ou sinais iniciais de câncer. Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) revelam que o câncer de cólon e reto ocupa a terceira posição entre os mais frequentes no país, com aproximadamente 45 mil novos casos por ano. No Sudeste, essa estatística é ainda mais alarmante: a doença aparece como a segunda mais incidente, especialmente entre as mulheres. O câncer colorretal geralmente se origina a partir de alterações benignas que, ao longo do tempo, podem se transformar em tumores malignos. Por isso, quem tem pólipos intestinais, doenças inflamatórias crônicas como a Doença de Crohn ou histórico familiar da enfermidade precisa ficar ainda mais atento. Além da predisposição genética, fatores comportamentais e alimentares também pesam: estilo de vida sedentário, excesso de peso, consumo de bebidas alcoólicas, cigarro, alimentos ultraprocessados e uma dieta pobre em fibras aumentam o risco consideravelmente. A boa notícia é que, quando detectado no início, o câncer de intestino tem altas chances de cura. A conscientização, portanto, é a principal aliada na luta contra a doença.