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IML aponta dificuldades para periciar corpo de brasileira morta após queda na Indonésia

  • Por Redação do Jornal da 88

  • 09.Jul.2025 // 11h08

  • Acidente

IML aponta dificuldades para periciar corpo de brasileira morta após queda na Indonésia
Foto/Reprodução: Google

O Instituto Médico-Legal (IML) do Rio de Janeiro divulgou o laudo sobre a morte da publicitária Juliana Marins, de 26 anos, que faleceu após sofrer uma queda durante uma trilha na Indonésia. O documento revela que o estado em que o corpo chegou ao Brasil dificultou parte das análises técnicas, comprometendo dados fundamentais para a investigação. Segundo o relatório, o corpo da jovem passou por um processo de embalsamamento ainda no exterior, antes da realização da necropsia. Isso impediu que os peritos identificassem parâmetros essenciais como a temperatura corporal, rigidez cadavérica e outros sinais que poderiam indicar, por exemplo, o horário da morte ou a presença de hipotermia, desidratação e violência sexual. A causa da morte foi confirmada como hemorragia interna provocada por múltiplas fraturas, incluindo lesões severas no crânio, tórax e pelve — compatíveis com uma queda de grande impacto. Ainda que os ferimentos tenham sido fatais, os especialistas acreditam que Juliana pode ter permanecido viva por alguns minutos após o acidente, em estado de sofrimento físico e emocional, porém sem capacidade de se mover ou pedir ajuda. O corpo da jovem foi encontrado quatro dias após o desaparecimento, e a ausência de informações detalhadas sobre a dinâmica do acidente também dificultou a análise dos peritos. Ainda não é possível determinar, por exemplo, se houve uma sequência de quedas ou por quanto tempo a vítima ficou exposta ao ambiente antes do impacto fatal. O exame não encontrou indícios de contenção ou violência sexual direta. Não foram identificadas lesões genitais ou traços de sêmen, mas amostras genéticas ainda estão sendo analisadas para verificar a eventual presença de DNA masculino. Também foram descartados sinais de uso de drogas ilícitas, desnutrição ou cansaço extremo. Entre os poucos vestígios observados estavam o ressecamento dos olhos e algumas lesões musculares. A perícia identificou marcas no corpo que sugerem um deslizamento compatível com o relevo do local onde Juliana foi localizada. Um laudo complementar ainda será produzido com foco na reconstituição da dinâmica do acidente.