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Cinegrafista alega ser impedido de cobrir evento junino em Livramento

  • Por Redação do Jornal da 88

  • 16.Jun.2025 // 17h00

  • Livramento

Cinegrafista alega ser impedido de cobrir evento junino em Livramento
Foto/Reprodução: MakDLima

Um cinegrafista de Livramento de Nossa Senhora, Bahia, utilizou as redes sociais para expressar sua insatisfação com o poder público municipal, após, segundo ele, ter sido impedido de realizar a cobertura de um evento junino na cidade. Em um vídeo publicado em seu perfil, em uma rede social, o profissional relatou que funcionários da Assessoria de Comunicação (ASCOM) da Prefeitura barraram seu acesso ao espaço onde ocorria a festividade, dificultando seu trabalho. A denúncia não demorou a ganhar repercussão e reabriu uma discussão antiga no município sobre as dificuldades enfrentadas pela imprensa local para exercer livremente sua função. Episódios como esse não são isolados. Durante gestões anteriores, situações semelhantes já haviam ocorrido, mostrando que a prática de restringir o trabalho da imprensa em eventos públicos, infelizmente, não é novidade em Livramento. A Rádio 88 FM, tradicional e importante veículo de comunicação da região, também já relatou obstáculos impostos por integrantes de gestões passadas. Entre os casos, estão a proibição de cobertura de uma feira de exposição na Escola Polivalente e as dificuldades enfrentadas para a transmissão de partidas do campeonato municipal de futebol no estádio local. A postura de certos gestores diante da imprensa tem sido alvo de críticas de comunicadores e da população. Conforme apontado por profissionais do setor, os representantes do poder público geralmente procuram os veículos de comunicação apenas quando desejam divulgar ações e projetos de interesse próprio, mas ignoram convites para entrevistas sobre temas mais amplos e de interesse coletivo. Prova disso é o silêncio diante de um convite feito pela Rádio 88 FM a gestores de diversos municípios da região para que comentassem os primeiros 100 dias de suas administrações. A grande maioria sequer retornou o contato, postura que já se repetiu em outras ocasiões. A situação reforça a necessidade de um tratamento mais respeitoso e responsável com a imprensa, que desempenha papel essencial na garantia do direito à informação da sociedade. Eventos promovidos com recursos públicos são de interesse coletivo e devem estar abertos ao olhar da imprensa e da comunidade. O episódio serve como alerta sobre a importância da liberdade de expressão e da transparência no serviço público.