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Crescimento de matrícula de crianças em creches triplica no Brasil em duas décadas

  • Por Redação do Jornal da 88

  • 27.Fev.2025 // 15h41

  • Educação

Crescimento de matrícula de crianças em creches triplica no Brasil em duas décadas
Foto/Reprodução: Google

O percentual de crianças de até 3 anos matriculadas na educação infantil alcançou 33,9% em 2022, conforme dados do Censo Demográfico daquele ano. Esse índice representa um aumento significativo em comparação ao registrado no Censo 2000, quando apenas 9,4% das crianças dessa faixa etária frequentavam creches e pré-escolas. Os dados foram coletados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) por meio do questionário amostral, aplicado em 10% dos domicílios recenseados no país. Em 2010, a taxa era de 23,5%. Apesar do progresso, o Brasil ainda não atingiu a meta estabelecida pelo Plano Nacional de Educação (PNE), que prevê a inclusão de pelo menos 50% das crianças de até 3 anos na educação infantil até 2025. Apenas 646 municípios conseguiram cumprir esse objetivo. As regiões Sudeste e Sul superam a média nacional, com taxas de 41,5% e 41%, respectivamente, enquanto Centro-Oeste (29%) e Nordeste (28,7%) apresentam índices abaixo da média.

A região Norte se encontra na última posição, com um percentual de apenas 16,6%. O Censo 2022 também revelou avanços na taxa de matrículas de crianças de 4 a 5 anos, que aumentou de 51,4% em 2000 para 86,7% em 2022. A desigualdade entre regiões nesse grupo etário é menor, com Nordeste (89,7%), Sudeste (88,9%), Sul (86,7%) e Centro-Oeste (80,5%) acima da média. O Norte, ainda que continue na última posição, apresenta um índice de 76,2%, próximo à média nacional. No entanto, a universalização da educação para essa faixa etária, meta do PNE prevista para 2016, ainda não foi alcançada. "Estamos nos aproximando, mas ainda não atingimos 100%", declarou a pesquisadora do IBGE, Juliana Queiroz. Houve também progresso na frequência escolar de crianças acima de 6 anos e adolescentes até 17 anos. A taxa de matrículas de crianças de 6 a 14 anos passou de 93,1% em 2000 para 98,3% em 2022. Entre adolescentes de 15 a 17 anos, o índice subiu de 77,4% para 85,3% no mesmo período.