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Gás de cozinha na Bahia tem um dos preços mais altos do país

  • Por Redação do Jornal da 88

  • 18.Fev.2025 // 10h43

  • Bahia

Gás de cozinha na Bahia tem um dos preços mais altos do país
Foto/Reprodução: Google

O gás de cozinha, um dos principais custos no orçamento dos baianos, sofreu um novo aumento no dia 01 de fevereiro, consolidando a Bahia como o estado com o quarto maior preço do produto no Brasil. Atualmente, o botijão de 13kg produzido na Refinaria de Mataripe é vendido aos distribuidores por R$ 60,85, valor 75% superior ao praticado pela Petrobras, que comercializa o mesmo produto a R$ 34,70. O levantamento, conduzido pelo economista Eric Gil, do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais (Ibeps) e da Associação dos Engenheiros da Petrobras – Núcleo Bahia (Aept-BA), aponta que o preço do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) atingiu seu maior patamar desde a privatização da Refinaria Landulpho Alves (RLAM), que passou a se chamar Refinaria de Mataripe e ficou sob gestão da Acelen. Até outubro de 2023, os preços praticados pela Acelen e pela Petrobras eram semelhantes. No entanto, com o passar do tempo, a diferença se acentuou. Segundo Eric Gil, a ausência de concorrência no estado permite à Acelen impor valores mais altos. “Ela se beneficia de um mercado sem concorrência na Bahia, já que é a única grande produtora no estado. Mas, além de cobrar um preço 75% acima da Petrobras, também vende acima do valor internacional, que atualmente gira em torno de R$ 45, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP)”, explica. Já a Petrobras, desde 2023, adota uma política de preços inferior à das concorrentes, mesmo mantendo alguma vinculação com o mercado internacional. Segundo o economista, isso se deve ao fato de que a estatal tem uma grande capacidade de produção de petróleo e gás, além de ser uma refinaria pública. Em nota, a Acelen justificou que os preços praticados seguem critérios do mercado internacional, levando em conta variáveis como o custo do petróleo (adquirido a preços internacionais), câmbio e frete. A empresa afirmou ainda que busca competitividade na oferta de petróleo brasileiro, considerado essencial para a produção de derivados, mas que precisa ser adquirido a preço internacional.