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Detento engole celular durante inspeção no Conjunto Penal de Eunápolis

  • Por Redação do Jornal da 88

  • 25.Dez.2024 // 09h00

  • Bahia

Detento engole celular durante inspeção no Conjunto Penal de Eunápolis
Foto/Reprodução: Google

Um episódio inusitado chamou atenção no Conjunto Penal de Eunápolis, no sul da Bahia, quando um detento foi encaminhado a uma unidade hospitalar após engolir um celular durante uma inspeção nas celas. A ação ocorreu no dia 14 de dezembro, poucos dias após a fuga de 16 presos do mesmo complexo prisional, o que levou à intervenção administrativa e ao afastamento da diretoria da unidade. De acordo com fontes que preferiram não se identificar, o incidente aconteceu durante uma revista promovida pela nova gestão, parte das medidas para reforçar a segurança no local. O detento, supostamente em uma tentativa desesperada de ocultar o aparelho, ingeriu o dispositivo antes que os policiais penais pudessem localizá-lo. Apesar de o ato ter ocorrido no dia 14, o caso só veio à tona no dia 20, quando o preso relatou fortes dores. O equipamento foi identificado durante uma inspeção com detector semelhante a um raio-x, que revelou um objeto estranho em seu corpo. Questionado, ele admitiu ter engolido um celular de pequeno porte, sendo então levado para atendimento médico.

Segundo relatos, não está claro se o aparelho pertencia ao próprio detento ou se ele foi coagido por outros internos a realizar o ato. “Há casos em que presos mais jovens são forçados por líderes de cela a esconderem materiais ilícitos. Além disso, quando celulares são encontrados, os envolvidos podem ter a pena aumentada em dois anos após um procedimento administrativo”, explicou a fonte. Embora situações envolvendo a ingestão de drogas ou pequenos objetos sejam conhecidas em ambientes prisionais, engolir um celular é algo raro e perigoso. O aparelho teria causado reações adversas no organismo do detento, que precisou de assistência médica, mas não corre risco de morte. Não há informações confirmadas se o celular foi removido. O episódio reforça os desafios de segurança enfrentados no sistema prisional baiano, especialmente após uma recente fuga em massa que intensificou as fiscalizações no Conjunto Penal de Eunápolis.