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Bebê nasce saudável após gestação rara fora do útero

  • Por Redação da Rádio 88 FM

  • 03.Mai.2024 // 00h00

  • Geral

Bebê nasce saudável após gestação rara fora do útero

Uma mãe deu à luz a filha após passar por uma gestação rara, quando o bebê não se desenvolve no útero. O parto aconteceu em Barbalha, no interior do Ceará, no dia 22 de abril, e durou mais de três horas. Genattan Morais, a mãe da criança, desenvolveu uma gravidez abdominal, quando o feto, ao invés de se alojar dentro do útero, vai parar em outra parte do corpo. Geovana Eloá nasceu com 35 semanas e pesando 2,250 kg. Segundo os médicos o caso é raríssimo. A gravidez ectópica, como é chamado quando o bebê não se desenvolve no útero, acontece em cerca de 1% dos casos, mas a situação de Genattan e Geovana é ainda mais incomum, como explica o ginecologista Gilmar Sampaio, responsável pelo parto: Quando Genattan Morais engravidou não imaginava o que estava por vir. Primeiro, porque ela só descobriu a gestação quando estava com quatro meses. Além disso, as dores na barriga mostraram que a situação não era normal. 

Mesmo fazendo o pré-natal, no final da gestação, Genattan procurou respostas para as dores. Depois de uma ressonância magnética, descobriu que a bebê não estava no útero, mas dentro da cavidade abdominal. “Foi um susto”, disse a dona de casa. Após a descoberta, Genattan foi internada imediatamente no Hospital São Vicente de Paulo, em Barbalha. Foram poucos dias entre os exames e a formação da junta médica para decidir como seria a cirurgia, pois como ressaltou o médico Gilmar “a chance de ter óbito fetal intrauterino era grande e do bebê apresentar alguma deformidade depois também, já que ele não tem a proteção da matriz uterina”. A cirurgia de Genattan durou mais de três horas e reuniu cerca de dez profissionais. Todos tinham duas missões: salvar Geovana e manter a saúde da mãe. 

Por isso um cirurgião oncologista também foi chamado, para retirar com cuidado a placenta que se infiltrou nas paredes dos intestinos grosso e delgado. Apesar de todos os riscos, a operação foi bem-sucedida. Geovana continuou sendo acompanhada pela equipe da UTI neonatal, porém já se alimenta via oral e respira sem ajuda de aparelhos. Os pediatras afirmam que Geovana vai precisar apenas de fisioterapia para reposicionar os ossos da cabeça e das pernas, já que dentro da barriga ela ficou sem a proteção do útero. A mãe Genattan também segue se recuperando no hospital e não vê a hora de abraçar a filha. “Dá uma saudade tão grande dela que quando eu vejo as fotos, sinto vontade de apertar”.