Rádio 88 FM

Fala do Jornalista Raimundo Marinho

  • Por Redação do Jornal da 88

  • 22.Mar.2023 // 00h00

  • Geral

Fala do Jornalista Raimundo Marinho

Jornalista RAIMUNDO MARINHO
Transcrição adaptada da fala na Rádio 88 FM – 22.03.2023

Cuidado, olha a cobra Atenção, não ande desassuntado, olhe onde pisa, pode haver cobra no caminho! A prefeitura de Livramento alerta que na Bahia o estoque de soro contra veneno de cobra está baixo. Isso já dura uns 10 anos, o fornecimento pelo Ministério da Saúde vem caindo e procura subindo. A Secretaria Municipal da Saúde, orientada pela estadual, pede que as pessoas se cuidem, principalmente na roça. Se for transitar por áreas de risco, use botas ou sapatos fechados. Evitem juntar entulhos. Se vier a ser picado, procure imediatamente a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) ou o hospital! Os bichos mais perigosos são as cobras cascavel, coral, jararaca, e o escorpião amarelo. 

A Educação parada Termina hoje (22) a greve de dois dias na Educação de Livramento, cumprindo agenda nacional da CNT (Confederação Nacional dos Trabalhadores). Foi chamada de paralisação, que alguns escrevem errado, com “Z”. Não há diferença jurídica entre os termos, ambos significam suspensão coletiva do trabalho. O tema do movimento é a “defesa do piso nacional e valorização dos trabalhadores”, e o slogan é “a Educação vai parar”! Parece redundante, pois a educação já está parada, há tempos, como ficou evidente na pandemia, com dois anos perdidos, sem ninguém reclamar. 

Culpa do prefeito Hoje (22) pela manhã, houve grande movimentação, com caminhada da Praça Zezinho Tanajura à praça da Igreja, e concentração em frente à sede da APLB-Sindicato, juntinho da prefeitura, onde foi entoado o refrão, claramente dirigido ao prefeito Ricardo Ribeiro, dizendo: “Professor na rua, a culpa é toda sua”. Isso animou boa parte dos professores, pois pode quebrar a maldição do peleguismo, sem refrão, mas que poderia ser: “sindicatos, governo e professores unidos jamais serão vencidos”!

Reajuste de 5,79% Dessa união poderá resultar o reajuste salarial de 5,79%, seguindo a Câmara de Vereadores, que aumentou os vencimentos de seus servidores nesse percentual, conforme projeto de lei aprovado na última sessão, dia 17. Usou o IPCA-Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-2022, calculado pelo IBGE-Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Aliás, é o que propôs o secretário municipal da Fazenda, para o pessoal do magistério, e provavelmente, os demais servidores. A média de vencimentos dos professores do município supera o piso nacional, de R$ 4.420,00. 

Plano engavetado O secretário disse que de 400 docentes, só 64 estão na faixa do piso. No movimento que termina hoje, os sindicatos omitiram esses detalhes. Ao defender a valorização dos trabalhadores, não mencionam o Plano de Carreira, cuja atualização o prefeito engavetou. Esse plano garante a valorização prevista na Constituição Federal, pela ascensão vertical e horizontal na carreira, e o piso nacional garante a remuneração digna, fixado este ano em R$4.420,00, pelo Ministério da Educação, após reajuste de 14,95%. 

Por último Antes dessas máquinas faladeiras do mundo moderno, contavam-se estórias na base do “Era uma vez...”, envolvendo reis e fábulas. É assim que inicio a reflexão de hoje! Era uma vez, um rei que resolveu pescar e perguntou ao sábio da corte se iria chover. A resposta foi que haveria um belo dia de sol. E ele foi para o lago pescar. No caminho, um camponês, ao lado de um burro, disse: “Majestade, vai chover, aproxima-se uma tempestade, é melhor o senhor voltar”. O rei retruca que o sábio da corte previu tempo bom. E segue indiferente ao matuto. Após se instalar e começar a pescar, nuvens carregadas chegam e cai uma forte tempestade! O monarca teve de voltar ao palácio, humilhado e totalmente encharcado. 

Irado, o rei mandou enforcar o sábio, acusado de mentiroso! E, adivinhe, nomeia o camponês para seu lugar. Mas o matuto disse não pode aceitar, deixando o rei furioso, exigindo os motivos. Com muito medo, o camponês justifica: “Majestade, na verdade, quem previu a tempestade não fui eu, foi o meu burro! Sempre que vai chover, ele murcha as orelhas!”. Feliz, o rei nomeou o burro como sábio do reino! O matuto, aliviado, volta para o campo! A estória revela a integridade do humilde camponês, que resistiu à tentação da ambição! E mostra um pouco de como, muitas vezes, são escolhidos os auxiliares daqueles que nos governam. Antes, reis e rainhas, hoje prefeitos, governadores e presidente!  Pensem nisso!